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Presidente da UNITA aplaude rejuvenescimento da JURA e em particular da sua liderança
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O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior falava no discurso de empossamento do novo Secretário-Geral da JURA saído do V Congresso Ordinário da organização juvenil, na noite de sexta-feira, 17 de Março de 2023, em que aplaudiu o rejuvenescimento da liderança da Organização bem como o exercício da democracia interna do partido, e em particular na organização, bem como agradeceu o trabalho realizado pela Comissão Organizadora do Congresso.

“Hoje estamos a encerrar três meses de muito trabalho, de muitas emoções. Três meses que a Comissão Organizadora do Congresso soube liderar dentro dos parámetros da pluralidade, de sermos fiéis, tal como disse de início à realização de uma renovação de mandatos, dentro de um ambiente de competição democrática. Faz-se a opção de pluralidade democrática num ambiente externo que não é absolutamente democrático, é um grande desafio, envolve muitos riscos, mas é uma opção clara e convicta de nós todos. É um exemplo que, nós continuamos a passar para fora, para o país. Não é um exemplo fácil”.

“Nós dirigimo-nos ao Comité Nacional da JURA, em Novembro, na sua reunião de então. E, nós pedimos ao Comité Nacional da JURA alguns objectivos. Entre outros, pedimos o rejuvenescimento das lideranças da juventude da UNITA. E, pedimo-lo porque nós, na caminhada que vimos fazendo, identificamos a necessidade efectiva deste desiderato ocorrer, fruto do processo histórico, concentrou-se numa faixa etária que vai entre os 30, 35, 40 anos, um elevado número de membros pertences à juventude. E, nós entendemos que num país que é fundamentalmente jovem, que tem a maioria esmagadora da sua população jovem, nós tínhamos que potenciar a capacidade mobilizadora, a capacidade de diálogo, a capacidade de interpretação da nossa juventude, do nosso braço juvenil. E, sabíamos também que ao podermos fazer o rejuvenescimento das lideranças da juventude, nós estaríamos também a fazer a facilitação da transição da juventude para o escalão imediatamente a seguir, do partido”.

Para o Presidente da UNITA, “enquanto acompanhávamos os trabalhos do Congresso, vocês acabaram de eleger efectivamente uma liderança mais jovem do que aquele que tem sido habitual. Mas, também sei que adequaram os limites de pertença à juventude à Carta Africana, e acabaram por esclarecer também, os limites a que a JURA considera seus membros entre os 18 e os 35 anos. E, com isto ajudaram também a que de futuro ficasse definitivamente esclarecido que, pertence à JURA qualquer membro do partido que tem idade até 35 anos, e esclareceram a alínea que nos trouxe alguma exposição, que permitiu a candidatura de vários elementos para além dos 35 anos, mas que foi possível que se candidatassem porque oesclarecimento devia fazê-lo ao Congresso. E, de quanto recebi, o Congresso também permitiu fazer esse esclarecimento”.

“O que eu posso aqui afirmar é que, essas gerações de jovens, que a partir deste momento transitam de forma definitiva para o partido, a direcção do partido tem colocação para todos eles. Para todos eles! Para todos eles! Eu digo sempre que perante os desafios do país, nós somos sempre poucos, somos muito poucos. E, portanto, são todos muito bem vindos. Todos bem vindos! Reconhecemos também a vossa extraordinária contribuição de todos quanto estão neste processo de transição, aqueles que ocuparam funções no âmbito central, os que ocuparam no âmbito provincial, municipal ou local, temos para todos desafios, em funções dos desafios complexos que o país hoje continua a enfrentar. São inúmeros, não são fáceis, mas tal como pedi aqui, no discurso de abertura que fiz, a JURA deve ser o estuário da esperança, o estuário do trabalho, o estuário dos valores; da disciplina, do gosto pelo estudo, para uma sociedade que todos os dias nos dá indicadores de desesperança; num país extraordinariamente potenciado como nós dizemos todos os dias”, afirmou o Presidente da UNITA que, criticou as autoridades governamentais de perseguições à vários jovens com influência criticos ao regime angolano, que viram-se obrigados a fugir do país, com realce do jornalista da Rádio Despertar, Claudio Emanuel, cuja esposa de 22 anos com bebe foi várias vezes agredida e o jornalista e activista “Gangstar”, também perseguido por tecer duras críticas ao governo angolano.

Para o responsável, “este país [Angola] precisa definitivamente de criar uma nova esperança, que construa um novo futuro. Porque, não é normal que, nós saiamos de um processo eleitoral, e nós tenhamos uma longa lista de companheiro jovens, vossos companheiros, que participaram nas Eleições, e que hoje já não estão aqui em Angola, que tiveram que procurar outras fronteiras, para salvaguardar as suas vidas”.

“Onde é que está o Cláudio e a sua esposa? Onde é que ele está? Onde está o Cláudio, o jornalista da Despertar e a sua esposa? Estão aonde? Vocês sabem onde ele está? Teve que ir para Europa. Para quê? Para poder ter a garantia da salvaguarda da vida da sua esposa, agredida continuamente.Porquê? Porque?! Pusemos essa pergunta: porquê? Porque é que se agride uma jovem mãe de 22 anos com um bebê; permanentemente em casa, na rua, à saída do supermercado, a saída do ginásio; com estiletes? Antes que morresse no silêncio geral, foi para fora”, disse o líder da UNITA, que criticou a perseguição o activista “Gangstar”, entre outros como Gilmário Vemba, Cabos Snoop, e outros, tendo sublinhando a necessidade ajudar quem está a transformar o país num ambiente repressivo a pôr fim tais acções.

“Soube ontem que, o vosso companheiro “Gangstar”, tem a fotografia colada nas fronteiras do nosso país: “procurado”; virou assassino? Virou criminoso? É aceitável num país de jovens como hoje, transformar um jovem activista, num procurado, como se de um criminoso se tratasse? É normal estas circunstâncias. Temos que ajudar quem está a transformar este país num ambiente repressivo, de perseguição à juventude, que se termine definitivamente com isto”.

Estamos aqui a fazer um apelo há quem perdeu o control daquilo que é o ambiente democrático. Não é normal ser uma liderança sem crítica. Não é normal. Nós temos que nos habituar à pluralidade, ao contraditório; nem todos concordam connosco. E, fazer leis de segurança do Estado, que transformem jovens em criminosos, porque criticam o Presidente da República, não é construir futuro nenhum promissor a este país. Não é! Temos que dizer: não!”, reprovou o Presidente da UNITA.

O líder partidário solicitou que os jovens do braço juvenil do seu partido sejam actores de esperança em todos os cantos onde vocês estiverem, e a liderança saída do Congresso seja uma liderança para toda a juventude angolana, e garante apoio ilimitado à liderança eleita.

“E, vós jovens devem ser actores de esperança, em todos os cantos em que vocês estiverem. Que esta liderança da juventude não sirva apenas para liderar a juventude da UNITA; seja uma liderança inspiradora para toda juventude angolana; toda juventude angolana. E, o que eu posso aqui dizer é que contem ilimitadamente com adirecção do partido, contem ilimitadamente connosco. Porque, nós temos a noção clara das dificuldades que vocês vivem; dos desafios que vocês sentem; da necessidade de encontrarem a boa escola, o conforto do lar; uma casa com electricidade, com água; sair de casa, sem sujar de imediato os sapatos; numa boa via, sem buracos, sem lamas; sem assaltos à porta de casa; com oportunidade de ou ir para escola ou ir para o emprego, com bancos que vos deêm subsídios bonificados, ou para estudarem ou para terem o vosso emprego; uma juventude de esperança, vibrante, alegre, que é a coisa mais normal que um jovem pode esperar numa terra como esta: bafejada por tudo e mais alguma coisa”.

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Segunda-feira, 20 de mars de 2023