UNITA - ANGOLA
Fonte :
Club-K.nete angola
Pol√≠cias que realizam execu√ß√Ķes no Cafunfo continuam na corpora√ß√£o
Cafunfo Povo e Polícias 31-07-2021 Foto.jpg
Os agentes da Pol√≠cia Nacional (PN) de Angola demitidos por envolvimento na repress√£o a manifestantes no dia 30 de Janeiro, na regi√£o de Cafunfo, na prov√≠ncia da Lunda Norte, ‚Äúest√£o em liberdade e continuam a actuar como membros da corpora√ß√£o‚ÄĚ, acusou o activista dos direitos humanos na regi√£o Jordan Muacambinza.

Na sequ√™ncia da repress√£o dos tumultos, que resultou na morte de um n√ļmero elevado mas indeterminado de manifestantes por agentes da PN, o Comandante-Geral Paulo de Almeida tinha determinado a demiss√£o de dois pol√≠cias, incluindo um inspector-chefe.

As autoridades dizem que os manifestantes atacaram uma esquadra, o que que foi negado pelos participantes no protesto que, por sua vez, acusaram a polícia de terem morto indiscriminadamente várias pessoas.

Em despacho, publicado dois meses depois dos incidentes, os demitidos eram acusados de "infrac√ß√Ķes disciplinares graves", nomeadamente ofensas corporais e ‚Äúprofana√ß√£o de cad√°ver‚ÄĚ.

Segundo o despacho, o inspector-chefe Eduardo Tomé e o agente Jonito Txijica haviam incorrido em "actos de ofensas corporais contra detidos e profanação de cadáver, aquando da invasão da esquadra policial de Cafunfo", a 30 de Janeiro.

"Os efectivos demitidos devem fazer o espólio de todo o uniforme da Polícia Nacional de Angola, bem como os documentos de identificação policial", acrescentou o despacho
No passado dia 8 de Setembro, a Procuradoria-Geral da Rep√ļblica (PGR) de Angola informou ter entregue ao Tribunal da Lunda Norte dois processos conclu√≠dos na sequ√™ncia dos confrontos registados a 30 de Janeiro.

O porta-voz da PGR, √Ālvaro Jo√£o, disse que num dos dois processos-crimes abertos havia "excesso" por parte de alguns agentes da Pol√≠cia Nacional (PN), o que provocou a morte de diversos cidad√£os.

Noutro processo, a PGR entende que se tratou de "insurreição" por parte dos manifestantes envolvidos nos confrontos travados com as autoridades policiais naquele dia.
O advogado e membro da Associa√ß√£o M√£os Livres, Salvador Freire afirmou nesta quarta-feira, 21, √† VOA, que ‚Äúo processo cont√≠nua em banho-maria, aguardando pela pron√ļncia do juiz da causa‚ÄĚ.

Segundo aquele defensor, no processo relativo aos membros do chamado Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe foram arrolados 8 a 9 sobas locais, sem qualquer envolvimento nas manifesta√ß√Ķes.

O presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, que não participou na manifestação, foi preso em Fevereiro e continua detido em Luanda.

Segundo a PN, cerca de 300 elementos do Movimento do Protectorado Português da Lunda Norte tentaram, no dia 30 de Janeiro, invadir a esquadra, tendo sido mortas seis pessoas nos confrontos com as autoridades, que tentavam defender-se.

A vers√£o oficial foi, entretanto, contrariada por testemunhas locais, organiza√ß√Ķes n√£o-governamentais e partidos da oposi√ß√£o angolana, que apontaram para cerca de 25 mortos e mesmo mais de 50, afirmando que se tratava de uma tentativa de manifesta√ß√£o pac√≠fica.

Fonte: VOA
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