UNITA - ANGOLA
Fonte :
UNITAANGOLA
Covid veio tão somente destapar as enormes fragilidades da Governação
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O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, falava esta sexta-feira, 30 de Outubro do corrente ano, em Luanda, na abertura da II Reunião Ordinária da Comissão Política do seu Partido, onde durante aquele órgão do maior partido na oposição fará uma análise minuciosa do país e a actualização do programa anual desta força política.

No seu discurso o líder da UNITA disse, “Angola testemunhou a saída à rua de organizações da sociedade, especialmente jovens empurrados pelo sofrimento e pela ausência de esperança, empurrados por mil promessas incumpridas, aos quais se juntaram cidadãos de diversas proveniências”.

Na ocasião o responsável polítco da maior força política na oposição angolana afirmou que, não há um qualquer calendário que indique aos angolanos para onde estão a caminhar.

“O regime anulou as eleições autárquicas, após inúmeras intervenções vinculativas dos seus múltiplos titulares. E hoje ninguém conhece um horizonte temporal de compromisso. Não há um qualquer calendário que indique aos angolanos para onde estamos a caminhar! Tudo está dependente dos interesses de uma pequena elite que mantém o país refém dos seus vícios e dos interesses do seu partido”, assegurou.

Para Adalberto Costa Júnior, “A pandemia da Covid-19 veio tão somente destapar as enormes fragilidades da governação. Governar é Programar, programar é planificar, planificar é organizar e organizar é prever; prever seria ter a percepção que o petróleo é um recurso não renovável e apostar ou investir unicamente nesse recurso como fonte de receita para um País, mais a corrupção que gangrenou as mentes dos governantes, haveríamos de chegar a este nível a que está relegada Angola, cuja solução é estender a mão a mendicidade do FMI e aceitar todas as imposições que o FMI e demais doadores condicionam as tranches de seus empréstimos”, realçou o líder do segundo maior partido angolano mais representado no parlamento angolano.

O Presidente da UNITA espera da governação angolana o investimento na educação, criando soluções viáveis para a recuperação sustentável e duradoura do país.

“Um intelectual, deve ser sobretudo um homem livre, deve constituir massa crítica para ajudar e participar na governação do País e estar ao nível da classe intelectual mundial. Urge investir fortemente na educação criando soluções viáveis para a recuperação sustentável e duradoura do país. Promover “bajus” não garante o futuro!”, defendeu.

Adalberto Costa Júnior disse que, “Angola e os angolanos têm assistido ao desfilar de programas como o PIIM, PAC, PRODESI, KWENDA, iguais aos tristemente célebres PAPE, PAPAGRO, PAPAROCAS, KIKUYA, etc”, disse.

“Estes planos todos têm sido simplesmente mais uma janelinha para o rombo do nosso dinheiro” e o “filme continua” tal como a luta continua entre o antigo e o novo grupo dentro da mesma família política”, reforçou.

“Dizer que sabemos que o tribunal está a receber ordens superiores e pressão dos agentes da segurança do Estado, que têm permanecido na sala. Aqueles julgamentos estão a construir mártires. Nós aconselhamos vivamente a libertarem todos os jovens presos. Eles são os filhos desta sociedade que não lhes dá esperança, nem emprego e nem segurança! Tirem-nos da cadeia e levem-nos para a escola”, concluiu o líder da UNITA.

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Sabado, 31 de Outubro de 2020