UNITA - ANGOLA
Fonte :
UNITAANGOLA
Discurso do Presidente da UNITA no acto da tomada de posse da Direcção da LIMA
Adalberto Costa J√ļnior_PR UNITA.jpg
Prezados Vice-Presidentes, Secret√°rio Geral e Secret√°rio-geral Adjunto

Excelentíssima Presidente da Liga da Mulher Angolana

Excelentíssimos Membros da Direcção do Partido,

Estimadas Companheiras do Executivo Nacional da LIMA,

Mam√£s, Caros Jornalistas,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Acabamos de cumprir a formalidade de conferir posse aos membros do Executivo Nacional da Liga da Mulher Angolana (LIMA), √≥rg√£o que ter√° a responsabilidade de traduzir em ac√ß√Ķes, as resolu√ß√Ķes do IV Congresso da LIMA, recentemente realizado.

O IV Congresso da LIMA, para além da eleição da sua Presidente, trouxe-nos também um desafio novo, jamais experimentado, questionando os fundamentos do nosso partido e um dos seus valores principais, a DEMOCRACIA,qual bandeira quenos tem dado vantagem competitiva no espaço nacional, porque não praticada igualmente pelo nosso adversário principal.

Esta nova ocorrência, só possível lá onde a democracia assenta na renovação regular dos mandatos, na coragem e na persistência de abraçar a pluralidade de candidaturas, num ambiente externo não democrático!

A democracia n√£o existe onde a pr√°tica permanente assenta na indica√ß√£o e pseudo elei√ß√£o ‚Äúsingular‚ÄĚ, de uma √ļnica candidatura.

N√≥s pretendemos aqui reiterar a validade dos nossos valores pol√≠ticos, de que cito entre outros: Patriotismo; Democracia; Liberdade; Justi√ßa Social; Subordina√ß√£o da Pol√≠tica √† √Čtica.

Demos espaço de intervenção aos órgãos encarregues de fiscalizar a conformidade dos actos dos órgãos executivos, com as normas estatutárias. Entretanto juntamos matéria complementar, relevante, para análise e estudo, nos órgãos, bem como na Escola de Quadros do Partido, com o objectivo de aprimorarmos sempre e sempre mais, a validade dos nossos princípios políticos e a transparência dos nossos actos.

Sob o lema: LIMA Pátria, LIMA Unidade; a LIMA só poderá cumprir a sua missão estratégica se tiver como base da sua acção a Unidade.

Com este acto, estamos a dizer que a LIMA deve partir para a ac√ß√£o, na materializa√ß√£o dos programas do Partido. Daqui para a frente queremos ver a LIMA transformada num instrumento galvanizador das mulheres angolanas, para a mobiliza√ß√£o da sociedade, para os desafios que tragam solu√ß√Ķes √† dif√≠cil realidade do nosso pa√≠s e da mulher em particular.

Ali√°s, lembra-nos a hist√≥ria que desde 1972 aos nossos dias, a LIMA sempre soube tomar a dianteira em unir a Mulher Angolana, em torno dos programas do nosso Partido e dos seus princ√≠pios fundamentais. Temos a felicidade da presen√ßa entre n√≥s da primeira Presidente da LIMA, a veterana mam√£ Isalina Kawina, das mam√£s Catarina Ululi, Salom√© Epolwa e tantas outras, como testemunhas vivas do percurso her√≥ico das mulheres filiadas na UNITA. A exemplo da mam√£s que acabei de citar, a LIMA e a UNITA t√™m aqui neste espa√ßo e nas demais Prov√≠ncias, patriotas e nacionalistas que com o seu saber, abnega√ß√£o e trabalho √°rduo, fizeram da LIMA uma organiza√ß√£o de import√Ęncia estrat√©gica e vital para enfrentar e vencer desafios.

O nosso país vive uma realidade particularmente difícil, em que quer o Partido como toda a Sociedade Angolana, clamam por mudanças que exigem da Mulher uma participação ainda mais vigorosa, empenhada e decisiva.

O nosso Partido, a UNITA, foi força motora das mudanças que tiveram lugar em Angola. A existência do Estado angolano, no ordenamento jurídico presente resultou também do esforço da UNITA e da acção do seu líder Fundador, o Dr Jonas Malheiro Savimbi. Os passos dados até aqui, no que respeita à consolidação e ao aprofundamento do Estado Democrático e de Direito, nunca seriam possíveis sem a acção persistente da UNITA. A cada dia que passa constatamos a enorme expectativa e a esperança que os angolanos, principalmente os jovens e as mulheres, depositam no nosso Partido como a força política capaz de materializar a realização de uma Angola inclusiva, de liberdades, de desenvolvimento e de dignidade.

Muitos dos desafios previstos para este ano de 2020, ficaram sem concretiza√ß√£o. O partido que suporta o governo preferiu deliberadamente transferir para o COVID 19, as suas op√ß√Ķes de recusar aos angolanos a express√£o plena da democracia participativa e tal como Judas, tamb√©m negou os compromissos publicamente assumidos. Mais uma vez nega servir o seu soberano: o Povo Angolano.

Esta semana o governo angolano, pela voz do Presidente da Rep√ļblica, veio confirmar que a sua prioridade s√£o os interesses do seu partido e os interesses de uma elite que assaltou o tesouro p√ļblico, depauperou o pa√≠s e que timidamente vai-nos servindo algumas migalhas e sobras do banquete, sob a forma de actua√ß√Ķes da PGR, amplamente publicitadas por uma imprensa cada vez mais em formato de monop√≥lio estatal, em clara contraven√ß√£o √† lei, para nos distrair! Entretanto as CPI¬īs continuam a ser recusadas.

Quem combate verdadeiramente a corrup√ß√£o n√£o deveria ter medo de permitir os inqu√©ritos parlamentares ao BESA, √† Sonangol, ao Fundo Soberano, √† D√≠vida P√ļblica! Porque continuam engavetados? Porque est√£o l√° os seus nomes, os factos e os actos que os exp√Ķem.

O calend√°rio aut√°rquico de 2020, escrito √† l√°pis pelo MPLA foi agora apagado da agenda pol√≠tica nacional, porque muito antes da Covid assolar o nosso pa√≠s, j√° o regime demonstrava n√£o ter, nem vontade, nem convic√ß√£o para a concretiza√ß√£o do poder local. Pressionamos o governo a vir a p√ļblico dar a devida explica√ß√£o aos angolanos sobre a validade ou n√£o dos compromissos eleitorais assumidos. Foi sem surpresa que ouvimos os porta-vozes do governo e do partido de regime, afirmar aos angolanos que atrasaram‚Äúde prop√≥sito‚ÄĚ tarefas de prepara√ß√£o das autarquias; ouvimos governantes a afirmar que querem repetir elei√ß√Ķes com um ficheiro de onde desaparecem mais de 2,5 milh√Ķes de eleitores; ouvimos o governo afirmar que tem apenas um projecto de manuten√ß√£o do poder a qualquer pre√ßo e confessar que est√° a perder legitimidade pol√≠tica! Sim, a governa√ß√£o vem acompanhada do respeito pelos compromissos estrat√©gicos, pela realiza√ß√£o do pa√≠s, pela satisfa√ß√£o da vontade popular, pelo escrupuloso respeito dos compromissos e calend√°rios eleitorais, tudo aspectos agora negados.

Cada vez mais os angolanos percebem que o país está sem rumo, que este regime destruiu a classe média e está a promover a pobreza nas famílias angolanas. Quem trava o desenvolvimento das comunidades locais, como estratégia para não perder o Poder, não merece continuar no Poder.

Ao contr√°rio de outros pa√≠ses do continente africano que realizam elei√ß√Ķes, mesmo com a pandemia e com maior n√ļmero de casos positivos, os governantes angolanos revelam n√£o ter compromisso com o futuro do seu Povo. √Č isso que explica o adiamento ‚Äúsine die‚ÄĚ das autarquias locais e o risco do adiamento das elei√ß√Ķes gerais!

Angola vai continuar a ser o √ļnico pa√≠s da regi√£o em que est√° inserido, que n√£o realiza as elei√ß√Ķes aut√°rquicas.

Estamos perante mais uma demonstra√ß√£o de que o Partido de Regime tem outra agenda que n√£o coincide com as aspira√ß√Ķes da maioria dos angolanos.

A realidade econ√≥mica e social das popula√ß√Ķes √© preocupante, aumentam os n√ļmeros de fam√≠lias na indig√™ncia, perante a qual o Executivo do Presidente Jo√£o Louren√ßo n√£o apresenta solu√ß√Ķes adequadas. Nesta fase da Covid-19, a situa√ß√£o de numerosas fam√≠lias √© dram√°tica. As estat√≠sticas do Executivo n√£o correspondem com a viv√™ncia real das popula√ß√Ķes. N√£o √© s√≥ a Covid-19 que est√° a matar, as outras endemias continuam a causar in√ļmeras mortes em Angola que n√£o s√£o anunciadas e n√£o constam das estat√≠sticas.

N√£o podemos hoje deixar de citar aqui, o elevado n√ļmero de mortes causadas por uma actua√ß√£o impr√≥pria e excessiva de alguns agentes da pol√≠cia nacional! Ontem, mais uma morte de uma adolescente. N√£o podemos aceitar que este governo n√£o respeite o valor sublime da vida! Que perante tanta morte n√£o haja responsabiliza√ß√£o das suas chefias. Que n√£o haja consequ√™ncias pol√≠ticas para ningu√©m! Desse modo as lideran√ßas do governo est√£o a dar cobertura √° continuidade destes crimes! Enquanto pol√≠ticos e particularmente enquanto cidad√£os temos o dever de manifestar a nossa indigna√ß√£o!

A LIMA deve ter entre os seus programas a prioridade da mobiliza√ß√£o e organiza√ß√£o das mulheres angolanas das diferentes sensibilidades para a eleva√ß√£o da sua consci√™ncia cidad√£, como condi√ß√£o determinante da sua participa√ß√£o em ac√ß√Ķes de cidadania, que quando assumidas por todos, podem efectivamente provocar mudan√ßas. O nosso pa√≠s e o mundo est√£o cheios de exemplos de bravura e dedica√ß√£o de mulheres que mudaram o curso da hist√≥ria e das situa√ß√Ķes em diversas √°reas do saber e da vida.

Neste contexto exorto, a Liga da Mulher Angolana a encabe√ßar iniciativas de pendor pol√≠tico, social e econ√≥mico que visem dar solu√ß√Ķes a problemas que afectem as comunidades.

Existem metas estabelecidas por organiza√ß√Ķes como as Na√ß√Ķes Unidas, Uni√£o Africana e a SADC viradas para a promo√ß√£o, valoriza√ß√£o e realiza√ß√£o das mulheres, que exigir√£o da LIMA muita proactividade.

Prezadas companheiras!

O novo Executivo Nacional da LIMA dever√°:

‚Äď Aprofundar a unidade e coes√£o no seio das militantes da LIMA;

‚Äď Refor√ßar a coopera√ß√£o com as demais organiza√ß√Ķes femininas para uma frente unida na luta pol√≠tica contra o regime;

‚Äď Proteger o patrim√≥nio humano e as conquistas hist√≥ricas da LIMA;

‚Äď Promover a forma√ß√£o pol√≠tica e revitalizar a ac√ß√£o Social das militantes da LIMA, juntos dos comit√©s locais do Partido, nas comunidades onde cada membro reside ou desempenha as suas actividades;

‚Äď Imprimir uma nova din√Ęmica junto das Direc√ß√Ķes Provinciais, Municipais e locais da LIMA para cumprimento dos prograamas estabelecidos;

‚Äď Inculcar nos membros e dirigentes a todos os n√≠veis da LIMA o ‚Äúesp√≠rito de miss√£o‚ÄĚ;

‚Äď Implementar programas de capacita√ß√£o t√©cnica e profissional para as militantes da LIMA e demais franjas da mulher da sociedade civil Angolana.

Auguro sucessos a esta equipa que cont√©m o equil√≠brio entre a experi√™ncia, a maturidade e a juventude, para vencerem os desafios de uma nova etapa, que exige uma nova din√Ęmica.

VIVA A LIMA

LIMA ‚Äď P√ĀTRIA; LIMA ‚Äď UNIDADE

Muito obrigado!

Adalberto Costa J√ļnior

Presidente da UNITA

11 de Setembro de 2020
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