UNITAANGOLA
Fonte : KUP
N√ļmeros da C.G.E n√£o se compadecem com sofrimento dos Angolanos
Deputado da UNITA - José Pedro (1).jpeg
O Grupo Parlamentar da UNITA reprovou a Conta Geral do Estado referente ao exerc√≠cio econ√≥mico de 2017, por considerar que a governa√ß√£o deixou imenso a desejar, revelou teimosia perante recomenda√ß√Ķes do Tribunal de Contas.

Na sua declara√ß√£o pol√≠tica apresentada pelo seu 1¬ļ vice-presidente, Est√™v√£o Jos√© Pedro Katchiungo, o Grupo Parlamentar da UNITA, aponta que a Conta Geral do Estado revelou uma grav√≠ssima promiscuidade entre o exerc√≠cio de cargos p√ļblicos e os neg√≥cios e as negociatas das individualidades que, por coincid√™ncia, s√£o gestores p√ļblicos.

‚ÄúRevelou tamb√©m uma falta de cumprimento de quest√Ķes mais b√°sicas na perspectiva legal, ao fazerem os variad√≠ssimos contactos que envolveram os fundos da nossa Rep√ļblica‚ÄĚ, diz o parlamentar que exige responsabiliza√ß√£o dos Deputados no plano da moral e da √©tica.

‚ÄúSenhores, Deputados, n√≥s temos responsabilidades, mas acima das nossas responsabilidades n√≥s temos um nome e temos uma dignidade. Ent√£o, √© preciso que enquanto membros de um colectivo, que somos n√≥s Deputados, assumamos as responsabilidades que adv√™m do exerc√≠cio da governa√ß√£o do ano de 2017, um exerc√≠cio que tem lacunas na perspectiva dos n√ļmeros, por parte do Executivo, mas tem uma grande responsabilidade moral por parte da bancada maiorit√°ria aqui neste plen√°rio, que √© a bancada do MPLA. E esta quest√£o assume uma relev√Ęncia porquanto, os actores desse exerc√≠cio governativo est√£o aqui, alguns na qualidade de membros do Executivo, e os outros j√° na qualidade de Deputados da mesma bancada maiorit√°ria‚ÄĚ, insistiu.

Para Estêvão José Pedro Katchiungo, o desempenho do governo não é aferido pelo discursos dos deputados, mas pela condição de vida das pessoas.

‚ÄúA frieza dos n√ļmeros aqui apresentados n√£o se compadece com a forma como os angolanos vivem. Temos que fazer aten√ß√£o a isso. N√≥s podemos vir aqui, a este plen√°rio, com mapas estat√≠sticos e at√© trope√ßarmos nos n√ļmeros, mas os angolanos n√£o podem trope√ßar nas urg√™ncias dos hospitais por falta dos medicamentos. A juventude n√£o pode trope√ßar na porta das universidades por falta de oportunidades. Os trabalhadores n√£o podem trope√ßar no p√£o dos seus filhos por falta de sal√°rios. A nossa juventude n√£o pode ver eternamente o futuro adiado porque n√≥s, os pol√≠ticos, estamos a falhar‚ÄĚ, prosseguiu.

O parlamentar acusa o governo de se demitir das suas responsabilidades e fala da seca em Luanda, onde há bairros que não vêm água há anos.

‚ÄúA governa√ß√£o tem muito que fazer, e n√£o √© um esfor√ßo do governo dar aos angolanos a dignidade que merecem; √© uma obriga√ß√£o, √© um dever. E √© aqui no nosso tempo que os angolanos t√™m que se realizar‚ÄĚ, sugeriu.

Mais adiante, o parlamentar convidou os seus colegas do hemíciclo para um debate patriótico, acima das diferenças partidárias, com vista a salvar o país da calamidade em que se encontra.

‚ÄĚ √Č preciso que a gente converse para esclarecer os caminhos que levam a legitima√ß√£o do poder instalado em Angola. Esse debate √© patri√≥tico; n√£o √© partid√°rio; n√£o se limita aos partidos pol√≠ticos; tem que ir para l√° dos partidos pol√≠ticos‚ÄĚ, afirmou Estev√£ao Jos√© Pedro Kachiungo,que espera do Tribunal de Contas pareceres que apontem erros de gest√£o, n√£o erros de desvios que lesam o interesse nacional.

O parlamentar entende que o pa√≠s precisa de uma nova governa√ß√£o que se separe os poderes de maneira que os ju√≠zes e os tribunais consigam julgar os erros dos gestores da coisa p√ļblica.

‚ÄúHoje, n√£o conseguem faz√™-lo, porque os nossos ju√≠zes tamb√©m s√£o empres√°rios. Temos que ter coragem para termos a verdade a iluminar o nosso caminho, e por via da verdade os nossos mais velhos indicarem um horizonte iluminado para uma juventude que vem colocar angola no concerto das na√ß√Ķes‚ÄĚ, concluiu.

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Quinta-feira, 27 de Junho de 2019