UNITAANGOLA
Fonte : KUP
Líder da UNITA defende Justiça feita com rigor nos casos de Corrupção no País
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A posi√ß√£o √© do Presidente da UNITA, Isa√≠as Samakuva, que foi o convidado do espa√ßo ‚ÄúVis√£o Global‚ÄĚ desta quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019, na R√°dio Mais, onde o dirigente m√°ximo da UNITA falou de v√°rios temas ligados √† vida interna do seu partido, da situa√ß√£o actual do pa√≠s, e da consolida√ß√£o da democracia em Angola, bem como o processo de combate a corrup√ß√£o em curso no pa√≠s.

De acordo com o l√≠der da UNITA n√£o foi o Presidente da Rep√ļblica, que iniciou a luta contra a corrup√ß√£o em Angola.

‚ÄúEu devo dizer antes de mais que, tem-se dito ultimamente que o Presidente Jo√£o Louren√ßo encetou o combate √† corrup√ß√£o, ele √© que iniciou e tal, eu devo dizer que, n√£o √© verdade, porque a UNITA n√£o s√≥, durante esse per√≠odo e nos √ļltimos 15 anos tem sido num discurso permanente de combate √† corrup√ß√£o; mas, permanentemente, n√£o s√≥ nas interven√ß√Ķes p√ļblicas que fazemos, mas tamb√©m nas interven√ß√Ķes que se fazem em sede da Assembleia Nacional‚ÄĚ, defendeu Isa√≠as Samakuva, sublinhando a necessidade de a justi√ßa ser feita com rigor e sem revanchismo.

Interrogado sobre o estado da democracia do partido que dirige, o respons√°vel da UNITA afirmou que, ‚ÄúA democracia √© um processo, que come√ßa pelo facto de aceitar que, a democracia √© o melhor sistema que n√≥s podemos ter. N√£o √© perfeito, mas eu acredito que, √© o melhor sistema que n√≥s temos. A UNITA aceitou desde o princ√≠pio, ao contr√°rio do que se tem sido dito por a√≠. Ainda h√° poucos dias, eu consegui ter a primeira carta constitucional da UNITA, e fala da democracia v√°rias vezes‚ÄĚ, respondeu no aspecto sobre a exist√™ncia de d√©fice democr√°tico ou n√£o no seio do partido.

Segundo o político, a UNITA tem dados passos gigantesco, quanto à democracia interna

‚ÄúEu penso que a UNITA tem dado passos gigantescos, no sentido de democratiza√ß√£o do partido, e √© mesmo por ali que n√≥s come√ßamos, achamos que, para n√≥s podermos falar da democracia, n√≥s pr√≥prios temos de exercer e impor um sistema democr√°tico no nosso partido. √Č normal que haja vozes discordantes‚ÄĚ.

Questionado se tem delfins no partido, que possam o substituir na liderança da UNITA, o presidente da UNITA disse que, já ouviu falar disso, e realça que não tem delfim a quem deixar o cargo.

‚ÄúOs meus delfins s√£o os membros do partido, os membros do partido que trabalham, que se submetem √† disciplina do partido, que convivem bem com outros; os membros do partido que, de facto, t√™m a capacidade de se submeter a voto dos membros, e que s√£o eleitos; esses s√£o os meus delfins‚ÄĚ.

‚ÄúN√£o estou a fazer prepara√ß√£o nenhuma. Numa democracia, num partido democr√°tico, num sistema democr√°tico, eu n√£o posso dizer se quer que o fulano, o Sicrano v√£o se candidatar‚ÄĚ.

Mais uma vez veio à baila a sua saída da liderança da UNITA, em 2019.

‚ÄúEu j√° falei sobejas vezes sobre isso, penso que j√° disse o suficiente sobre o assunto‚ÄĚ.

Questionado se por algum interesse supremo da nação deixaria a UNITA para ir ao MPLA, Isaías Samakuva respondeu que, “nunca há-de ser interesse supremo da nação ir para o MPLA e aproveitou o ensejo para apelar aos compatriotas do MPLA a deixar que uma outra força assuma os destinos do país.

‚ÄúEu aproveito mais uma oportunidade, eu apelo aos meus compatriotas, aos meus irm√£os no MPLA, que por tudo que o MPLA fez, nos √ļltimos 40 e tais anos para o pa√≠s, eu penso que, seria interesse supremo, n√£o √© s√≥ do pa√≠s, da na√ß√£o; mas tamb√©m do MPLA, deixar ainda a lideran√ßa do pa√≠s para uma outra forma√ß√£o pol√≠tica‚ÄĚ.

Em rela√ß√£o a situa√ß√£o da democracia no pa√≠s, o l√≠der da UNITA disse que, ‚ÄúSe de um lado e formalmente a constitui√ß√£o, portanto, estabelece, reconhece Angola como um pa√≠s democr√°tico, na pr√°tica e no dia-a-dia h√° comportamentos que muitas vezes nos conduzem ainda √† √©poca de partido √ļnico‚ÄĚ, e do ponto de vista pol√≠tico criticou a falta da transmiss√£o em directo dos debates na Assembleia Nacional, e real√ßou.

‚ÄúAt√© na pr√≥pria Assembleia n√≥s vemos como os debates s√£o conduzidos; o pr√≥prio comportamento na Assembleia, que na minha maneira de ver acaba por esconder o que se faz na Assembleia, √†queles que os elegeram como deputados, de tal formas que as transmiss√Ķes directas dos debates na Assembleia, do que se faz na Assembleia, n√£o est√° sendo poss√≠vel‚ÄĚ.

Sobre as exéquias do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, prevista para este ano, o Presidente da UNITA mostrou que a parte mais complexa é a realização do DNA.

‚ÄúEsse √© que √© um processo complicado, √© um processo complicado, porque houve v√°rias hist√≥rias √† volta do corpo do doutor Jonas Malheiro Savimbi, e naturalmente, n√£o s√≥ n√≥s como a fam√≠lia precisava de ter a certeza que, vai ter um corpo do Dr. Jonas Malheiro Savimbi, e isto, actualmente s√≥ se faz com exame de teste do ADN ou do DNA como se diz. Ora, mas n√≥s verificamos, ao contr√°rio do que nos diziam que, a Universidade Agostinho Neto poderia faz√™-lo, n√≥s verificamos que este n√£o √© um exame f√°cil, sobretudo para os restos mortais que j√° jazem h√° mais de 15 anos‚ÄĚ.

Sobre o debate da autarquização do país o Presidente da UNITA disse que o seu partido aprovou numa reunião da direcção, a Carta da UNITA para a Autonomia local, que será submetida ao debate no parlamento angolano para integrarem o pacote legislativo em discussão.

‚ÄúNeste documento cont√©m aspectos que ter√£o de ser submetidos, como proposta da UNITA, para fazerem parte do processo do pacote legislativo que vai reger a implementa√ß√£o das autarquias‚ÄĚ.
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