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Fonte : KUP
Gestoras de fundos ‚Äėarrasam‚Äô pol√≠tica de privatiza√ß√£o do Governo
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Administrador do BAI-Gest questiona metas do Igape, Bodiva e CMC que estabelece 2019 como data da primeira privatiza√ß√£o e de abertura do mercado de ac√ß√Ķes. Gestor avisa que h√° poucas empresas para abrir capital em bolsa. Alerta vem de todo o lado, at√© da companhia que chefiou processo de privatiza√ß√£o da TAP.

N√£o est√£o criadas as condi√ß√Ķes para que, em 2019, aconte√ßa a primeira privatiza√ß√£o via bolsa de valores, ao contr√°rio do que prev√™em diferentes institui√ß√Ķes p√ļblicas relacionadas com o mercado de capitais, como o Instituto de Gest√£o de Activos e Participa√ß√Ķes do Estado (Igape) e a Comiss√£o de Mercado de Capitais (CMC).

A afirma√ß√£o √© do administrador da sociedade de gest√£o de fundos e participa√ß√Ķes do banco BAI (a BAI-Gest), para quem os ‚Äún√≠veis de exig√™ncia‚ÄĚ de abertura de capital em bolsa n√£o s√£o suportados pelas empresas estatais escolhidas para o processo de privatiza√ß√£o. Victor Cardoso justifica-se tamb√©m com o ‚Äúfraco modelo de governa√ß√£o, a inefici√™ncia produtiva, os sistemas de controlo interno inadequados e a situa√ß√£o econ√≥mica e financeira d√©bil‚ÄĚ dessas empresas.

Ao intervir, na semana passada, num semin√°rio sobre mercado de capitais, em Luanda, Victor Cardoso insistiu que existem poucas empresas do sector p√ļblico em condi√ß√Ķes de serem privatizadas via bolsa de valores. ‚ÄúA minha convic√ß√£o prende-se com o elevado n√≠vel de exig√™ncia de requisitos que s√£o necess√°rios para os processos de IPO (oferta p√ļblica inicial, na silga em ingl√™s). Os problemas s√£o imensos e ser√° um desafio enorme conseguir que este processo passe exclusivamente pela bolsa de valores‚ÄĚ, refor√ßou Victor Cardoso, apontando para a forma de elabora√ß√£o de relatos financeiros de parte das empresas a privatizar.

O gestor mostrou-se ‚Äúpreocupado‚ÄĚ por, at√© ao momento, ‚Äún√£o se conhecerem grandes conclus√Ķes‚ÄĚ de uma comiss√£o criada em Fevereiro para o processo de privatiza√ß√Ķes. E salientou que, no decorrer do f√≥rum que debateu o assunto, ‚Äúesperava que o presidente do Igape abrisse um bocadinho mais o v√©u‚ÄĚ.

‚ÄúFala-se num universo de 74 empresas, maioritariamente do sector industrial, h√° tamb√©m as empresas do universo Sonangol, mas n√£o sabemos bem que modelo √© que o Estado ir√° privilegiar para processar estas privatiza√ß√Ķes‚ÄĚ, questionou.

Até 2021, o Governo espera ver concluídas todas as fases do processo de privatização, estando 74 empresas ja estimadas, com destaque para as do sector industrial.

Por seu turno, o presidente da portuguesa Rede Mundial de Institui√ß√Ķes de Garantia de Cr√©dito para Pequenas e M√©dias Empresas, Jos√© Fernando Figueiredo, defende que ‚Äún√£o se pode criar a ilus√£o‚ÄĚ de que se vai ‚Äúter, de repente, 70 ou 80 empresas na bolsa‚ÄĚ. E justifica-se tamb√©m com as ‚Äúexig√™ncias‚ÄĚ que a bolsa imp√Ķe. ‚Äú√Č importante dinamizar o mercado de capitais, e essa dinamiza√ß√£o deve ser focada em algumas poucas, mas boas empresas, que tenham credibilidade no mercado‚ÄĚ, aconselha, chamando a aten√ß√£o para as solu√ß√Ķes de financiamento das pequenas e m√©dias empresas e das microempresas.

J√° Miguel Cruz, presidente da ParP√ļblica, sociedade gestora de participa√ß√Ķes sociais de capitais exclusivamente p√ļblicos, e que actuou na inten√ß√£o de privatiza√ß√£o da Transportadora A√©rea Portuguesa, disse n√£o haver condi√ß√Ķes para se ‚Äúconcretizar nenhum plano de privatiza√ß√Ķes j√° em 2019‚ÄĚ. Aconselha, antes, a trabalhar-se num conjunto de ‚Äúelementos essenciais para a atractividade de activos‚ÄĚ. Para o respons√°vel dessa institui√ß√£o tamb√©m portuguesa, ‚Äúisso √© um processo que vai ter de ser constru√≠do com muito trabalho, quer do ponto de vista do enquadramento legal, quer do enquadramento econ√≥mico-financeiro‚ÄĚ.

√Č do Igape que vem a projec√ß√£o de que a primeira privatiza√ß√£o em bolsa ocorra em 2019, ‚Äėdead-line‚Äô corroborado pela CMC e pela Bolsa da D√≠vida e Valores de Angola (Bodiva), que diz estar a depender da aprova√ß√£o da lei de base das privatiza√ß√Ķes. ‚Äú√Č o nosso desafio que, em 2019, se coloque a primeira empresa em bolsa numa opera√ß√£o de IPO. Estamos a avaliar um conjunto de empresas. E alguma h√°-de ser eleita a primeira.

√Č claro que, do meu ponto de vista, √© aquela que estiver em melhores condi√ß√Ķes para que o arranque seja uma opera√ß√£o com sucesso‚ÄĚ, projectou Valter Barros, presidente do Igape, no f√≥rum sobre mercado de capitais.

Valor Económico
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Domingo, 16 de Dezembro de 2018