UNITAANGOLA
Fonte : Unitaangola
As Minhas Memórias
De 18 de Outubro de 1999 - 22 de Fevereiro de 2002
Por- Manuela dos Prazeres
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O dia 18 de Outubro de 1999, ficou marcado na história da minha vida, como sendo um dia de bastante aperto no trabalho, misturado com um intenso bombardeamento áereo sobre a vila do Andulo. Fuí uma das poucas mulheres que pelo cáracter do trabalho que desempenhava, não fui às posições satélites. Neste dia, pela manhã fui abrir a emissão da nossa (VORGAN- Andulo), em seguida, por volta das 10 horas fui orientada a partir para a Redacção do sector da Internet (Agência de notícias kwachaunita press) no qual respondia pela Página Militar.

O nosso sector funcionava anexo à DIVITAC, mas neste dia fui orientada encontrar os mais velhos no Gabinete das Relações Exteriores, pois, é lá onde estaríamos a trabalhar. Lá encontrei o meu Secretário para a Informação, Tio Marcial Dachala, o Secretário para as Relações Exteriores, Tio Alcides Sakala e o Director de Departamento da Internet, Lourenço Bento. Foi um dia díficil, porque apesar de dividir as atenções entre o bombardeamento áereo e a artilharia de longo alcance, era preciso concentrar-se no trabalho. Havia momentos em que era preciso correr para o bunker e outros momentos virados para o computador.

Naquele momento de entrar e sair do Bunker, junta-se a nós o Gen Gato, Secretário - geral do Partido, acompanhado pelo Jornal, seu segurança. Do pátio do gabinete, eu virei para o sentido rio Membia para entender, identificar a origem das bombas. Não havia dúvidas, tratava-se das bombas lançadas pelo inimigo contra as nossas linhas. Mas o Jornal teimava comigo, defendendo que eram as saídas do nosso lado para o lado do inimigo. Enquanto isso, lá vinha o Piloto Borges a partir da Catombela que bombardeou a Vila e espalhou granadas por tudo que era canto. Afinal, estava a fazer cobertura aos tanques que penetravam a cidade.

Ainda assim, o tio Marcial, meu chefe, preocupado com o documento que eu estava a informatizar pedia celeridade, pois “até as 19 horas, o documento tinha que estar na mesa do Senhor Presidente do Partido”. Mas, pouco tempo depois ficamos todos surpreendidos por uma viatura que passava frente ao estabelecimento em direção ao Gabinete do Sr Presidente, numa alta velocidade, era o Gen Emplacável. Minutos depois passava um outro carro no sentido vila- mémbia, também em alta velocidade, dizia alguém, que era o Brigadeiro Kalei.

Depois deste movimento todo, não houve intervalo nenhum, a vila ficou vermelha, com bombas a cairem por todo o lado, e cada um procurou sacar o seu azimute. Ainda assim, de baixo do bombardeamento, consegui ir até ao meu apartamento no (Arco ires) procurar levar alguns artigos. Naquele momento, os Comandos que me viram a subir gritavam para que eu descesse do prédio, pois corria o risco de morrer ali. Lá desci e perguntei a tropa na pessoa do mano Ngongo George ( Protector do Dr Savimbi), qual seria a rota a seguir?

Ele dizia: mana, é só andar não há rota. Parei para ver o sentido onde iam as bombas. Não tive alternativa, se não sair pela ERA. Correndo, saltei um moço que gritava: me tiraram o braço, mas eu infelizmente não tinha nada a fazer por ele, porque também eu deitava e lavantava esquivando as bombas do BM-21, que caíam sobre o Andulo. Ao anoitecer, por volta das 18 horas, felizmente, a uma certa distância visualizei alguém em minha frente, tinha achado um companheiro, era Lourenço Bento. Apartir daquele momento, fiquei mais calma, porque tinha ao lado alguém com quem podesse partilhar o etnerário a seguir. Juntos seguimos até a Enhama, e por sinal foi o ponto de concetração. Ali convergimos todos ( Tio Marcial Dachala, Tio Alcides Sakala), depois da separação no Gabinete, em debandada. Era o início de uma nova Etapa da resistência.

A partir daquele momento, a luta era localizar as famílias que se encontravam nas posições satélites e juntos prosseguir a marcha sem saber para onde. Mas, no curto espaço de tempo, apesar do momento turbulento, a Direcção soube definir a rota a seguir e assim prosseguimos até a base Kwame Nkrumah (no Kunhinga), onde a 11 de Novembro o Presidente Fundador reuniu com os Quadros para explicar o novo curso que estava a começar. Para mim, aquele foi o encontro de despedida, porque deixei de ver e ouvir a voz do Dr Savimbi. Uma das questões que me marcou daquele encontro, era a preocupação do Mais Velho segundo a qual, a “quem caberia o seu casaco”?

Naquela localidade, a avião nos perseguia e era necessário fazer-se a triagem. Uns partiram para além do rio Kutato ( COPE Huambo) e outros atravessaram o rio Kwanza
omento de aflição apareceu o tio Antero que me aconselhou a juntar- me ao seu agregado. Segundo dizia: “A marcha vai ser longa e sem homem, as coisas hão- de complicar mais ainda. O Big- jó está do outro lado, também acredito que se o Kazoto estivesse não abandonaria a minha famíla, então vamos todos juntos além Kwanza”. Ali, começa a nossa marcha, passando pelo Kassuma, Lúbia, Mulundo, escalando a zona do Chanji onde conseguimos ter algum repouso. No Chanji, as posições eram divididas por uma distância aproximadamente de uma hora, e nós calhamos na Coordenação do Vice-Presidente Dembo, onde se encontrava o Secretário -Geral do Partido, Gen. Lukamba Gato, Dr Kapapelo e demais membros da Direcção do Partido. Nesta localidade, lembro-me, que as actividades corriam o seu ritmo normal e pessoas com criatividade fabricavam até medicamentos. Ali consegui descobrir o outro lado do Gen Kamalata Numa que com argila e outros produtos fabricava antibióticos e também antipalustres com a denominação de “ Paludic”.

Ainda no Chanji, o Mais Velho cria a ideia de enviar a terceira idade para a República da Zâmbia, tendo em conta as circunstâncias dificeis que se esperavam. Apercebendo-me desta oportunidade, ocorreu- me solicitar junto do Mais Velho o envio da minha mãe e as crianças. Fí-lo por escrito, felizmente passados alguns dias, através do falecido mano Kalias Pedro obtive resposta positiva do Mais Velho que anuia a partida da minha mãe para a Zâmbia. Foi para mim motivo de muita satisfação, pois, o cerco estava a ficar apertado. Acontece porém que a 22 de Abril de 2000,( se a memória não me atraçoa), o Mais velho desloca-se do Chanji para as proximidades do Kuemba e é feito também o movimento da terceira idade, mas a minha mãe não é avisada. Fiquei sem entender o que se estava a passar, porque toda a orientação já tinha sido dada. Mantive calma, mesmo sabendo que a partir daquele momento o contacto com o Mais Velho seria difícil.

Não tardou e tendo em conta a incursão do inimigo a zona do Chanji, os mais velhos orientam a nossa saida da área. Na primeira paragem de concentração das diversas posições, convergimos também com o pessoal que vinha da área do Massonde e forma-se então o chamado Chikueyeye ( uma coluna enorme) e ali, o Secretário Geral do Partido, falando para as pessoas, apelava a diminuição da bagagem, pois o cerco estava apertado e não havia possibilidade de se fazerem navetas.
Olhando para mim, o Gen. Lukamba Gato disse que “ tendo em conta o contexto o nome de dos Prazeres não fazia sentido” e passou a tratar-me ao longo da caminhada por Das Dores, voltando ao nome real apenas em 2008.

Entre altos e baixos, passando por vales e montanhas, atravessamos a Linha Ferrea, estando numa chana visualizava-se uma grande aldeia chamada Katapi. De repente algum ruído estranho invade os nossos ouvidos. Eram helicopteros no espaço. Imaginem vocês, uma enorme coluna de pessoas a atravessar a chana e helicopteros no ar. Não havia outra alternativa, se não continuar a marcha, pois não havia esconderijo. Fomos caminhando, o ponto de repouso veio a ser a localidade de Luassaje, onde ficamos um bom tempo. Numa bela manhã parti para o jango do Vice -Presidente Dembo para falar da minha mãe que não tinha partido para a Fronteira. Infelizmente não o encontrei, disseram-me que tinha ido junto do Gen Chiwale na base de Katengue. Sem poupar esforços coloquei-me a caminho pela mata numa distância de aproximadamente três horas. Felizmente encontrei os dois mais velhos no jango. Surpreendido, o velho Dembo perguntou com quem eu estava a andar e aconselhou-me a não arriscar a vida daquela forma, pois a zona era eminente.

Colocada a minha preocupação, o mais velho tranquilizou-me que arranjaria gente que levaria a minha mãe para junto do grupo que ainda se encontrava na fronteira. Regressei para coordenação do Luassaje e honrando o seu compromisso, dia seguinte veio para a nossa fogueira o Brigadeiro Kamunha orientando que a minha mãe arrumasse. Foi um momento de satisfação e agradeço, até hoje.

Daquela posição fez-se novamente a triagem dos grupos, uns para a RM- 29, uns para a 57, uns para a 91, etc, etc, a palavra de ordem era seguir as orientações, mas, já muito aliviada, sem o peso do agregado que suportava. Passando por Massivi e, atravessando por repetidas vezes os rios Kwanza, Chimbandianga, Lunguembungu, Kuiva e desta vez em coordenações dirigidas pelos Generais Kassesse (Rinó), Kalutotay e posteriormente na coluna do Gen Búfalo Bil.Este último, encontrou-me no COP- Bié onde exercia actividade política no âmbito
da retransmição da 16ª Conferência do Partido com os companheros Brig Soy e Chico Jamba.

Deixada a posição do Gen Kalutotay onde os ataques eram consecutivos, escalámos a do Gen Rinó, já na outra margem do rio Kwanza. Nesta, achavámos encontrar alguma tranquilidade, já que as pessoas encontradas diziam nunca terem sido atacadas. O azar foi nosso, porque logo tivemos uma chuva de fogo que vitimou oficiais da nossa coluna. Várias famílias e pessoal da segurança, a exemplo dos manos Dodó, Gervásio e Brig Pelembi integraram a coluna, uns com destino junto da Direcção do Partido e outros partiriam para a Zâmbia.

Passando várias peripécias, atingimos a base do Brig Sequeira (meu tio) e solicita que eu estivesse ainda em casa com a família durante o tempo que o grupo estaria ali. Fiquei em companhia da tia Esperança e minhas primas, Bety, Lela e Choky, mas o cerco apertava a cada dia que se passava e era mesmo necessário traçar estratégias para continuar a marcha. Meu tio, Cor, Honrado, Ten Cor Massilua e a tropa que ali se encontrava fizeram protecção a coluna até transpor as zonas de Kachingui Mutumbu e Umpulu. A alimentação escasseava, pois o nosso alimento era a carne de Giboia e mel. Afinal, ainda assim não era o pior momento. A marcha foi prosseguindo até chegar novamente a 57, ali na zona do Massivi encontramos a base do Gen Condenado e estavam também os companheiros Lourenço Bento e George Chimbili, permanecemos juntos por algum tempo.

Na zona do Luonze, sofremos um ataque que começou do sítio onde me encontrava a fazer alguma permuta, pois nunca tínhamos visto mais comida e naquele dia encontramos povos a venderem massaroca na lavra. Afinal, a força inimiga estava também na lavra. Sobrevivi graças a um arbusto que serviu de esconderijo. Pois a tropa lançava contra mim granadas de fumo, gritando que eu parasse. Depois de perder forças fiquei de baixo do arbusto e vi os dois indivíduos passando por mim. Era Deus que estava comigo. Passando muito tempo, levantei-me do esconderijo e comecei a andar sozinha pela mata até à noite sem saber do paradeiro da coluna.

Caminhando, cruzei com um grupo de homens e assustei-me, julgando que fosse os indivíduos de quem eu estava a fugir. Tranquilizaram-me e disseram que eram da patrulha e estavam a vir da posição do Gen Big-jó e iriam para a zona onde ocorreu o ataque, por isso não podiam me levar. Identifiquei-me e supliquei que me dessem coordenadas da base pois que eu era irmã dele. Sem vacilar, orientaram-me e continuei a minha caminhada pela mata. Por volta de 20H00, um arbusto mexia, parei para observar, aproximava-se uma senhora com criança às costas, era a companheira Ana Book, expliquei-lhe sobre as coordenadas dadas pelos companheiros com os quais cruzei e assim as duas fomos andando. Três horas depois quase a atingirmos uma chana, sentimos um vulto, ficamos com medo, pensando que fosse o inimigo, páramos entregando tudo às mãos de Deus e ele se aproximava de nós. Era o companheiro Dias (Loneke) com o seu braço pendurado, porque tinha sido atingido. Veio a terceira pessoa e sendo homem, ficamos um pouco mais tranquilas. Chegamos na chana e mesmo a distância
Sentíamos cheiro do fogo que mais tarde começamos a visualizar, mas era preciso na chana localizar o caminho que ia até a base do mano Lito “Big-jó”, pois segundo me orientaram não podia entrar por qualquer sítio, a base tinha um cordão de segurança de minas.

Pela madrugada, conseguimos encontrar o caminho, consequentemente a base. Meu mano ficou surpreendido ao me ver, mandou prepara alimentação para nós, porque não comíamos a muitos dias. Já tinha localizado o paradeiro da nossa coluna e acabava de receber orientações do movimento do grupo ainda naquela dia. Organizou a tropa que nos levou para junto do nossso grupo.

Quando lá chegamos o tio Búfalo dizia: “ o ataque começou na área onde estavas, logo pensamos que tinhas sido capturada”. Tocamos a coluna e era preciso andar. Fazendo manobras entre os rios Lukonha, Luvuei, Lulue, Lumai, Luonze, Luyo e Luanguinga, duas semanas depois, a coluna juntou-se à base do mano Lito “Big-jó”, visto que era uma zona com condiçoes alimentares, tendo em conta a produção agricóla ali emplementada. Nesta altura, meu mano solicitou ao Gen Búfalo Bill para que eu me juntasse a ele e a esposa ( Luísa), e lá fiquei durante cinco dias que ali permanecemos. Meu mano, mimava-me, até comiamos no mesmo prato, pois, dizia “ a família está toda dispersa és a única que vejo próximo de mim” Não sabia que era mimo de dispedida.

Em meados de Janeiro de 2002, a nossa coluna é dissociada da base do bravo General, tendo em conta a incursão inimiga, e sempre no sentido de se encontrar formas de atingir a República da Zâmbia. Ao abandonar aquela localidade os problemas alimentares começaram a agudizar-se cada vez mais, pois o alimento era cogumelo sem sal, bichos de árvores e vingango, que posteriormente também desapareceram, passando as pessoas a sobreviverem simplesmente de água. Era uma coluna enorme, composta maioritariamente por mulheres e crianças, e nesta altura eu tinha comigo dois filhos que o destino me deu (me foram entregues pela mãe Joia) depois de ter enviado o meu agregado biológico para a Zâmbia. Era a Leny e o Bruno. As coisas complicavam a cada dia que passava, as pessoas inflamavam os pés e não só, era assistir mortes em cada momento que passava sem que houvesse possibilidades de enterrar os companheiros nem mesmo forças para chorar. Mas, havia sempre uma voz consoladora! Meu avô Chivemba e tia Bia, tinham sempre uma mensagem de esperança para nós.

Para motivar os meus meninos, em particular o Bruno, tinha no bolso da pasta sempre um osso que era preciso ferver repetidas vezes e guardar , mesmo sabendo que nele não se aproveitava mais nada, apenas tomavam a água do osso.

Já depois de atingirmos a travessia do Lunguembungu que dava acesso a fronteira da Zâmbia (Maquena), precisamente nas proximidades da posição do Gen Vinama, todos motivados (porque bastava transpor o rio teríamos encontrado alimentação), a situação complicou-se cada vez mais ainda, porque a incursão do inimigo também já estava do outro lado, já não tínhamos gente com força
para improvisar boias de (tendas e capim), pois nem mesmo os bichos apareciam para nos alimentarmos. Dizia o meu avô “ eci ocilunga”,pois cadáveres estavam a amontoar-se e não tínhamos a possibilidade de sair para sítio algum estavámos cercados por água.

Pela manhã do dia 09 de Fevereiro, depois de ter aquecido a água para os meus meninos tomarem, fiquei a me movimentar de baixo para cima, evitando sentar para que a fraqueza não tomasse conta de mim, fui ao encontro do mano George Afonso, aquém pedi que se levantasse e fizesse o mesmo exercício comigo. À medida que conversava com ele, a tia Bia chama-me e pede para que observasse com ela o que visualizava do outro lado da chana. Com frio na barriga, respondi a tia, de que era a tropa inimiga. Naquele dia, vaticinava a minha morte e de tantos outros, pois não tínhamos saida se não atirar-nos para o rio. Lá vinha o conselho de uma mãe (tia Bia) “não corram, não temos para onde ir”. Abracei os meus meninos e ficamos a orar até ao momento da nossa captura. Felizmente não fizeram mal a ninguém, pelo contrário, ajudaram a tipoiar aqueles que não conseguiam andar e enterraram os companheiros e companheiras vítimas da fome que connosco se encontravam. Alguns dias passamos na BET do Cor Nascimento, até que se criassem condições da nossa evacuação para o Luena. A situação era de muita cautela, tendo em conta o período em que as pessoas passaram fome. Eu passei 12 dias sem alimentar-me, tendo apenas a água como recurso. Descobri que em tempo de crise a mulher não menstrua. Passou-se comigo.

Postas no Luena, era preciso adaptar-se ao novo modo de vida, sorte é que em nenhúm momento apanhei endemas. Na nossa casa de passagem, entravam e saiam oficiais das FAA que só falavam da morte ou captura do Dr Savimbi. Era desolador.

Pela manhã do dia 22 de Fevereiro, veio à nossa casa um oficial e anunciou a morte do Gen Big-jó. Gritei como se fosse maluca. O oficial ameaçou-me e perguntou se queria seguir os passos do meu irmão. As tias Bia, Tita e Argentina, aconselharam que chorassémos apenas na cama. Foi muito dificil, acabava de perder um pai, o pilar da famíla pela segunda vez. Era um Kazoto que eu perdia naquele dia.

Como se não bastasse, na mesma noite gritaram vitória pela morte do Dr Savimbi. Fiquei completamente desnorteada. Dias depois, lá vinha até a nossa casa de passagem uma ambulância, supostamente contendo os restos mortais do Presidente Fundador. E lá apelavam os oficiais militares: “vão ver o vosso presidente” . Para quem conheceu o Dr Savimbi e presenciar o que a gente viu! Só mesmo Deus esteve connosco naquele momento tão difícil da história do nosso glorioso Partido. Digo a verdade: não via no horizonte a sobrevivência do Partido sem o Dr. Savimbi. Valeu apenas a sua sabedoria, o seu sentido patriótico e capacidade de forma quadros que hoje são os continuadores do projecto de todos os angolanos.
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