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Fonte : KUP
Cidadãos condenam as demolições desumanas do Governo Provincial
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As demolições das residências dos cidadãos voltaram a tirar o sossego, o conforto, a estabilidade, paz, o sorriso e alegria esta semana, aos moradores nas localidades do Zango, em Luanda, ao município de Viana.

Falando esta quarta-feira, 30 de Agosto de 2018, ao espaço “A Voz do Cidadão” da Rádio Despertar, os ouvintes defenderam que antes das destruições das residências dos habitantes, o governo devia reunir as condições para acomodação das populações, e criticam a forma desumana como as destruições têm sido conduzidas pelas autoridades do governo.

“Antes de partirem as casas, já que estão numa área próxima as centralidades ou numa área que foi proíbida o governo tinha que localizar um novo terreno, mostrar a população para construir neste local, é assim que tinha que ser, é assim que o governo deve fazer. Agora partir casas, e não darem casas, as pessoas ficam ao relento em tempo de frio e vem o tempo chuvoso, isso não dá”, defendeu um dos ouvinte.

“Esses camaradas são feiticeiros, porque matam a pessoa moralmente”, considerou este interlocutor que condena a actuação das entidades governamentais.

“Como é que um governo vai permitir que as casas e o povo já gastou tanto material, e depois o governo aparece? Porque, todo mundo que quer fazer casa primeiro passa na Administração para ser autorizado para construir a casa”, disse também este ouvinte.

E, o soba Tigo Katumo, que foi vítima das demolições no distrito do Zango reprova a atitude das autoridades do governo que realizam as destruições.

“Aquele espaço real é o espaço pertencente às autoridades tradicionais, família de Real Nginga Mbandi, desde 1920 que está lá aquela família. Então, a independência nos encontrou aí, e quando houve programa do Zango para desalojar o povo da Boa Vista o governo esteve em conversações com os sobas. O soba ainda não tinha morrido, estava em vida; cedeu algumas parcelas, deram-lhe indemnizações, e ficou aquela parte onde está o tanque. Aquela parte, para ele dispensar o tanque, porque lá foi enterrado o seu avô, nos tempos remotos, antes da nossa independência”, disse o responsável tradicional.

“Então, negociou, pegou aquela parte parece que são 50 e tal, entregou, deram-lhe 5 mil dólares de indemnização, e aquela parte ficou para fazer as residências dos seus familiares”, acrescentou.
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