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Fonte : Unitaangola
Oposi√ß√£o angolana reage com indigna√ß√£o declara√ß√Ķes de Jo√£o Pinto
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Os Partidos na Oposi√ß√£o em Angola reagiram com insatisfa√ß√£o e admira√ß√£o, √†s afirma√ß√Ķes do pol√≠tico do MPLA, Jo√£o Pinto, proferidas no passado dia 28 de Outubro do ano em curso, √† VOA, onde real√ßava a disposi√ß√£o do governo de accionar as For√ßas Armadas Angolanas, a Pol√≠cia Nacional, os Agentes de seguran√ßa do estado para impedir qualquer iniciativa de manifesta√ß√£o, que vier a ser convocada pela UNITA, que vise protestar pacificamente contra as irregularidades do processo de registo eleitoral.

Reagindo, o Vice- presidente da UNITA, Ra√ļl Danda, lamenta os pronunciamentos de Jo√£o Pinto, por terem sido feitas por algu√©m que conhece a lei. Para o n√ļmero dois da UNITA, trata-se de uma atitude insensata, do dirigente do MPLA, que vem sendo manifesta a cada dia que passa pelos respons√°veis do partido no poder, de que Angola √© um estado de regime ditatorial totalit√°rio.

"√Č muita pena, porque, trata-se de algu√©m que √© formado em direito, trata-se de algu√©m que ensina direito e trata-se de algu√©m que domina a constitui√ß√£o e v√™ que as manifesta√ß√Ķes est√£o previstas na constitui√ß√£o, por um lado. Em segundo lugar √© muita pena tamb√©m que se mostre, que pessoas com uma responsabilidade no MPLA, ele √© membro do Comit√© Central do MPLA, queiram mostrar aos angolanos todos os dias, que n√≥s estamos perante um regime ditatorial totalit√°rio. Porque, s√£o estes regimes que utilizam as for√ßas armadas do pa√≠s, a pol√≠cia do pa√≠s e a seguran√ßa para poderem reprimir os seus cidad√£os", disse Danda.

O político da segunda força política no País, que manifestou a firme determinação do seu Partido à realização de uma manifestação, alertou para pretensão do executivo angolano, de que não há forças de segurança que consigam calar para sempre a vontade de um povo e acredita que existe muitos militares, polícias e agentes de segurança que são patriotas e pensam no seu país.

"N√£o h√° nenhuma pol√≠cia, nem ex√©rcito que depois consegue calar para sempre a vontade de um povo. N√£o existe. Nos outros pa√≠ses tamb√©m onde houve regimes que ca√≠ram, fruto das manifesta√ß√Ķes at√©, estes pa√≠ses tamb√©m tinham for√ßas armadas e essas for√ßas armadas t√™m armas, como t√™m as nossas; a pol√≠cia: tamb√©m t√™m pol√≠cia, tamb√©m t√™m seguran√ßa. N√£o √© por a√≠. Eu ainda acredito que neste pa√≠s tem muitos militares, muito pol√≠cia e muito agente, digamos da for√ßa da seguran√ßa que s√£o patriotas, que pensam no seu pa√≠s. Que se calhar no momento da verdade n√£o v√£o fazer mal √† sua pr√≥pria popula√ß√£o; n√£o v√£o matar o seu pr√≥prio irm√£o, o seu pr√≥prio pai, o seu pr√≥prio tio, o seu pr√≥prio compadre, o seu pr√≥prio amigo s√≥ porque est√° numa manifesta√ß√£o‚ÄĚ, avan√ßou o n√ļmero dois da UNITA.

Para o dirigente do PRS, Manuel Ribaia, os pronunciamentos do Pol√≠tico do MPLA s√£o infelizes e incorrectas, acrescentando que, n√£o √© o papel das For√ßas Armadas Angolanas se envolver em problemas democr√°ticos do pa√≠s, de inviabilizar manifesta√ß√Ķes pacificas, mas sim a defesa da integridade territorial.

"√Č um pronunciamento infeliz, porque, afinal Angola, segundo a Constitui√ß√£o da Rep√ļblica, √© um estado democr√°tico de direito. N√£o h√° raz√Ķes que uma for√ßa pol√≠tica acha que pode manifestar um interesse p√ļblico para que haja uma satisfa√ß√£o, e aquele que est√° no poder apoiar-se das for√ßas de defesa, seguran√ßa e ordem interna para anseios inconfessos. As fora√ßas n√£o foram criadas para esse fim. As for√ßas armadas t√™m um papel preponderante na defesa territorial do nosso solo p√°trio. N√£o tem nada a ver com problemas democr√°ticos para impedir que a democracia n√£o se exer√ßa do pa√≠s. N√£o √© correcto isso".

João Baruba, Secretário-geral do Bloco Democrático, assegurou tratar-se de desrespeito ao princípio constitucional do país, por considerar que não há necessidade de repressão de uma manifestação pacífica, afirmando igualmente que os órgãos de segurança são apartidários. De acordo com João Baruba, a postura do Deputado do MPLA demonstra que o país encontra-se mergulhado numa ditadura.

"Devo dizer que o princ√≠pio constitucional est√° a ser desrespeitado. E, se os cidad√£os, os Partidos Pol√≠ticos, no √Ęmbito daquilo que s√£o os seus direitos decidirem fazer manifesta√ß√Ķes, portanto, n√£o h√° uma necessidade de repress√£o. E, por outra, os √≥rg√£os de pol√≠cia, seguran√ßa s√£o apartid√°rios; e, depois, quando se tratam de manifesta√ß√Ķes previstas na constitui√ß√£o, e porque os cidad√£os quando se manifestam √© para repudiar, √© para manifestar o seu direito, √© para manifestar o seu descontentamento; portanto, dentro da constitui√ß√£o n√£o se trata de vandalizar muito menos, digamos, tentar sobrepor institui√ß√Ķes do estado. Portanto, √© um princ√≠pio constitucional. Logo, demonstra que estamos perante uma ditadura e n√£o uma democracia".
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017