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Fonte : Club-k.net
‚ÄúO Povo angolano deveria sair a rua para eros√£o do regime‚ÄĚ - Por Nuno √Ālvaro Dala
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Os angolanos est√£o certamente diante de um grande dilema: CONTINUAREM A SER (DES)GOVERNADOS por um regime tir√Ęnico-ditatorial e cleptocr√°tico, com capa de democracia, ou SE REVOLTAREM CONTRA O SISTEMA, levando a cabo um processo de mudan√ßa ou reforma no sentido da implanta√ß√£o de um estado democr√°tico e de bem- estar social.

O dilema dos angolanos

O que √© dilema? O Dicion√°rio Proberam da L√≠ngua Portuguesa define dilema como ‚Äúalternativa em que n√£o h√° op√ß√£o satisfat√≥ria; conjuntura dif√≠cil (sem sa√≠da conveniente); argumento formado por duas proposi√ß√Ķes que se contradizem mutuamente‚ÄĚ.

Segundo o Dicion√°rio Online da L√≠ngua Portuguesa, dilema √© a ‚Äúdesigna√ß√£o de circunst√Ęncia em que o indiv√≠duo √© obrigado a optar por uma de duas hip√≥teses mutuamente exclusivas; escolha complicada, penosa ou ingrata; situa√ß√£o que n√£o apresenta uma solu√ß√£o satisfat√≥ria; alega√ß√£o constitu√≠da por duas premissas que se contradizem entre si‚ÄĚ.

Das duas defini√ß√Ķes apresentadas, notamos que o dilema: (1) implica fazer apenas uma de duas op√ß√Ķes; (2) ambas s√£o insatisfat√≥rias porque, em parte, (3) ambas s√£o contradit√≥rias.

N√£o sendo poss√≠vel fazer as duas op√ß√Ķes, nenhuma delas √© satisfat√≥ria. O que √© uma op√ß√£o satisfat√≥ria? Primeiramente, definamos a palavra op√ß√£o. De acordo com o Dicion√°rio de Sin√≥nimos Online, op√ß√£o significa ‚Äúantela√ß√£o, elei√ß√£o, predilec√ß√£o, prefer√™ncia, selec√ß√£o; alternativa, caminho, escolha, possibilidade.‚ÄĚ

Efectivamente, ‚Äúop√ß√£o √© a faculdade, ac√ß√£o de optar, de escolher entre duas ou v√°rias coisas; faculdade, concedida por lei, de preferir uma de duas ou mais coisas, um de dois ou mais direitos; op√ß√£o de m√°quina, op√ß√£o feita automaticamente pelo sistema, quando o usu√°rio do computador n√£o explicita nenhuma ordem.‚ÄĚ (Dicion√°rio Online da L√≠ngua Portuguesa).

De modo que OP√á√ÉO √© ESCOLHER, √© seguir um CAMINHO SOLUCIONAL √† luz dos crit√©rios tanto de quem tem ou deve optar como de quem imp√Ķe todo um quadro de condi√ß√Ķes ou conjuntura.

Ora, no quadro do dilema, das duas op√ß√Ķes apresentadas, s√≥ √© poss√≠vel decidir-se por e eleger uma, pois uma √© contr√°ria √† outra, al√©m de que ambas s√£o INSATISFAT√ďRIAS, ou seja, n√£o s√£o escolhas gratificantes, aceit√°veis, adequadas, razo√°veis, regulares, suficientes e efectivas do ponto de vista da realidade valorativa e principiol√≥gica de quem est√° diante do dilema ou de quem o imp√Ķe. S√£o escolhas poss√≠veis, mas sem as quais √© imposs√≠vel a preserva√ß√£o ou recupera√ß√£o de um BEM SUPREMO, CARO, de quem enfrenta o dilema. Da√≠ que o dilema √© uma situa√ß√£o algo desagrad√°vel, mas necess√°ria.

Angola indubitavelmente não tem sido governada por um regime factualmente democrático e de justiça social. Em quase 40 anos, a governação tem sido marcada pela tirania, ditadura, violação do direito do povo à democracia e às liberdades e garantias,

?persegui√ß√£o pol√≠tica, assassinatos pol√≠ticos, diaboliza√ß√£o de quem pensa diferente, saque do er√°rio p√ļblico, corrup√ß√£o quase antropol√≥gica, nepotismo, estado apocal√≠ptico da inf√Ęncia e das fam√≠lias, servi√ßos med√≠ocres de educa√ß√£o, sa√ļde, √°gua, energia etc.

Decorridos 12 anos desde o alcance da paz, a democracia, a reconcilia√ß√£o nacional e a constru√ß√£o ou consolida√ß√£o da pr√≥pria paz continuam a ser feitas em sentido √ļnico, ao ritmo da vontade de uma s√≥ pessoa: Jos√© Eduardo dos Santos, ele que √© o pr√≥prio governo, tal como se verifica nos artigos 119, 120, 121, 122, 123, 124, 125 e 126 da Constitui√ß√£o da Rep√ļblica de Angola e como se constata na realidade; o ‚Äúomnipotente‚ÄĚ aclamado como ‚Äúarquitecto da paz‚ÄĚ e ‚Äúl√≠der clarividente‚ÄĚ. √Č gra√ßas a ele que somos um grande pa√≠s!

Afirm√°mos num artigo anterior que, ‚Äúfinda a guerra, em 2002, projectavam-se no horizonte as aspira√ß√Ķes leg√≠timas de um povo que pretendia indubitavelmente um governo regido pelos valores da democracia, da reconcilia√ß√£o nacional efectiva e do desenvolvimento de um estado social, de realiza√ß√£o do cidad√£o.

‚ÄúEntretanto, tal n√£o se tem verificado. Lamentavelmente, Angola s√≥ tem sido um estado de bem-estar para uma minoria, a dos cidad√£os que det√™m o controlo e o usufruto da riqueza nacional. O Presidente da Rep√ļblica, no poder desde 1979, tem tido um desempenho maquiavelicamente magistral em manter o status segundo o qual ‚Äúa minoria tem quase tudo e a maioria n√£o tem quase nada‚ÄĚ. De facto, a maioria dos angolanos vive das migalhas que caem das mesas dos ricos (minoria).

Os angolanos t√™m sido governados por um regime b√°rbaro, uma ditadura traduzida numa governa√ß√£o mafiosa assente nos ditames do Presidente da Rep√ļblica, que possui uma m√°quina que tem feito das elei√ß√Ķes uma encena√ß√£o pol√≠tica ‚Äúpara ingl√™s ver‚ÄĚ, um mero instrumento de manuten√ß√£o do seu regime‚ÄĚ, que √© claramente um cancro, que entretanto, pode ser revertido, por mais que custe.

Como afirm√°mos no in√≠cio deste artigo, os angolanos est√£o certamente diante de um grande dilema segundo o qual: ou CONTINUAM A SER (DES)GOVERNADOS pelo regime tir√Ęnico- ditatorial e cleptocr√°tico de Jos√© Eduardo dos Santos, ou SE REVOLTAM CONTRA ESTE REGIME, levando a cabo um processo de mudan√ßa ou reforma no sentido da implanta√ß√£o de um estado democr√°tico e de bem-estar social.

A primeira op√ß√£o √© insatisfat√≥ria, pois ela implica a resigna√ß√£o e a manuten√ß√£o da inaceit√°vel situa√ß√£o em que Jos√© Eduardo dos Santos e seu regime continuar√£o a urinar sobre o rosto depauperado dos angolanos, rosto surrado pela fome, pobreza, exclus√£o socioecon√≥mica e pol√≠tica, fazendo com que os outros povos duvidem seriamente da lucidez e sentido de dignidade dos angolanos. Ser√° que os angolanos j√° perderam amor- pr√≥prio? Ser√° que os angolanos acreditam mesmo que nasceram para sofrer? Ser√° que os angolanos n√£o est√£o preocupados com Angola e com as futuras gera√ß√Ķes?

Quanto √† segunda op√ß√£o, tamb√©m √© insatisfat√≥ria, ou seja, enveredar pelo caminho da REVOLTA tem custos, ou seja, o pre√ßo da revolu√ß√£o. Mas √© a melhor, por ser um processo de elimina√ß√£o do mal pela raiz. O Manifesto das organiza√ß√Ķes que mais tarde se fundiram e formaram o MPLA diz:

‚ÄúO colonialismo n√£o cair√° sem luta. √Č por isso que o Povo angolano s√≥ se poder√° libertar pela guerra revolucion√°ria. E esta apenas ser√° vitoriosa com a realidade de uma frente de unidade de todas as for√ßas anti-imperialistas de Angola que n√£o esteja ligada √† cor, √† situa√ß√£o social, a credos religiosos e tend√™ncias individuais; ser√° vitoriosa gra√ßas √† forma√ß√£o de um vasto MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTA√á√ÉO DE ANGOLA.‚ÄĚ

Ora, na Angola do século XXI, verifica-se que:

‚ÄúO regime eduardino do MPLA n√£o cair√° sem luta. √Č por isso que o Povo angolano s√≥ se poder√° libertar pela revolu√ß√£o nas ruas, num processo de contesta√ß√£o pol√≠tica permanente de eros√£o do regime. E esta revolu√ß√£o apenas ser√° vitoriosa com a realidade de uma frente de unidade de todas as for√ßas contra o regime eduardino do MPLA, uma frente que n√£o esteja ligada √† cor, √† situa√ß√£o social, a credos religiosos e tend√™ncias individuais; ser√° vitoriosa gra√ßas √† forma√ß√£o de um vasto MOVIMENTO POPULAR DE REMO√á√ÉO DO PODER DE JOS√Č EDUARDO DOS SANTOS E SEU MPLA.‚ÄĚ

Todo processo revolucion√°rio tem um pre√ßo. Mas em nome da sua dignidade e honra, em nome dos seus interesses e em nome das futuras gera√ß√Ķes, OS ANGOLANOS DEVEM REVOLTAR-SE!
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Domingo, 28 de Maio de 2017