UNITA - ANGOLA
O regime angolano manifestou irritação com algumas empresas baseadas, em Benguela, por terem aceite fazer prestação de serviços para hospedagens, rente-A-Car, e montagem de material para um comício da UNITA, realizado neste final de semana, naquela localidade, em homenagem ao nascimento de Jonas Savimbi.
13/06/2022
A UNITA tornou pública uma nota de imprensa esta sexta-feira, 10 de Junho de 2022, a todos os angolanos, através do seu Secretariado da Comunicação e Marketing uma nota de imprensa sobre a entrevista colectiva realizada esta quinta-feira, no Palácio Presidência da Cidade Alta, pelo Presidente da República e do MPLA, João Lourenço, onde no documento a UNITA considera que o Presidente da República proferiu ataques baixos que, para o maior partido na oposição angolana, tal postura não dignifica o a figura do Chefe do Executivo angolano.

“O Secretariado Nacional da Comunicação e Marketing, acompanhou, com interesse, a entrevista colectiva do Presidente da República, concedida no dia 9 de Junho do corrente ano, aos órgãos de comunicação social, públicos e privados, selecionados a dedo, como se tornou sua marca”, lê-se, acrescentando que, “essa entrevista causou legítimas preocupações em muitos cidadãos”.

“O Presidente da República não tem necessidade de proferir ataques baixos, nem mandar recados, constantemente, pois tal postura não dignifica a sua figura que todos desejamos assumida com elevação e como símbolo de unidade de todos os angolanos”, considera a segunda força política mais representada no parlamento angolano.

O secretariado da Comunicação e Marketing da UNITA reagiu também sobre as declarações do Presidente da República, que fala sobre um “pacto de regime”, onde de forma indirecta apontou a esta força na oposição, de apresentar o alegado pacto, que considerado pelo Chefe do Executivo como sendo “GURN”, uma posição que foi rebatida pela segunda maior força politica angolana.

“Este Secretariado esclarece que as propostas feitas, pela Direcção da UNITA, procuraram e sempre procurarão a negociação de uma transição estável e pacífica, em virtude das preocupações manifestadas, por vários sectores, a nível nacional e internacional.

“O GURN (Governo de Unidade e Reconciliação Nacional) acabou em 2008. Sublinhamos que a UNITA quis sair do mesmo antes do seu fim. É uma experiência a não repetir porquanto, a concepção do seu programa foi exclusiva do Partido no Poder”, esclarece a nota.

De acordo com a força política, “como é consabido a UNITA é proponente do Governo Inclusivo e Participativo que constitui uma das suas principais bandeiras eleitorais”.

“O Secretariado Nacional da Comunicação e Marketing da UNITA, tem a convicção de que, os Patriotas Angolanos vão protagonizar a alternância, nas eleições de 24 de Agosto próximo, para implantar-se, em Angola, uma cultura de diálogo sincero e abrangente que tenha os interesses nacionais acima dos de grupo”, conclui a nota de imprensa.

Em destaque
07/06/2022
02/06/2022
O Presidente da UNITA, Eng. Adalberto Costa Júnior recebeu em audiência nesta segunda-feira, 6 de Junho de 2022, a Directora Geral da União Europeia p/ África do Serviço Europeu p/ a Acção Externa, Sra Rita Laranjinha.
A 31 de Maio de 1991, no Palácio das Necessidades, em Lisboa-Portugal, foram assinados os ACORDOS DE PAZ PARA ANGOLA, conhecidos também por “ACORDOS DE BICESSE”. Foram seus signatários o Engenheiro José Eduardo dos Santos e o Doutor Jonas Malheiro Savimbi, respectivamente pela, então, República Popular de Angola e pela UNITA, sob mediação do Governo Português.
Com o objectivo de definir as linhas que vão orientar os angolanos residentes fora do país a participarem nas Eleições Gerais de Agosto próximo, o Plenário da Comissão Nacional Eleitoral, dirigido pelo Presidente, Manuel Pereira da Silva, esteve reunido nesta sexta-feira, vinte e sete de Maio de dois mil e vinte e dois, na sua quinta sessão ordinária, onde analisou e aprovou o Regulamento sobre a Votação no Exterior.
Segundo à Angop na sua edição desta segunda-feira, 06 de Junho de 2022, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) prevê lançar, em breve, um novo concurso público via leilão electrónico para privatizar de nove superfícies comerciais do “Nosso Super” não licitados.
A Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) tomou conhecimento através de um comunicado divulgado pela Camunda News de dois factos que no plano dos direitos fundamentais constitucionalmente consagrados constituem motivo de preocupação para esta associação de defesa dos direitos humanos.
Dois agentes do SIC estiveram hoje, 31, nas instalações da CAMUNDA NEWS, sem que se fizessem acompanhar de um mandato de busca ou de outro documento que justificasse a sua presença no referido local. Os efectivos da instituição policial alegaram que precisavam de abordar o proprietário da CAMUNDA NEWS, a quem, segundo eles, queriam fazer algumas perguntas sobre a legalidade deste canal.
Segundo Angop na sua edição desta sexta-feira, Angola assinalou, esta sexta-feira, mais um aniversário do 27 de Maio, data que se tornou conhecida pela tentativa de um frustrado "golpe de Estado", em 1977.
João Lourenço, atual presidente do país, mantém-se como cabeça de lista do MPLA, na lista de candidatos do MPLA às eleições, que foi revelado durante a reunião do comité central do partido. Destaque para a circunstância de três dos cinco primeiro lugares da lista serem ocupados por mulheres.Assim, logo a seguir a Esperança Costa, surgem Carolina Cerqueira (ministra dos Assuntos Sociais) e Luísa Damião (vice-presidente do MPLA). O quinto lugar da lista é ocupado por Bornito de Sousa, vice-presidente do país em exercício.Carolina Cerqueira será a candidata do MPLA à liderança da Assembleia Nacional.
Eco do Partido
Campo do militante
Segundo o Club-k na sua edição desta terça-feira, 03 de Agosto de 2021, se fosse vivo, Jonas Savimbi faria hoje 87 anos. A falta de água potável, de estradas e de saneamento básico sempre foi atribuída ao fundador da UNITA. Houve alguma mudança em Angola desde que o líder da oposição morreu?
No limiar do ano 2001, Jonas Savimbi tinha um plano de paz bem assente e por isso chamou para ir ao seu encontro o General Lukamba Gato que se encontrava nas áreas do Lwandu (a Sudeste da província de Malanje), para em conjunto com o General Dembo, Mais Velho A. Sakala e os outros membros da Direcção do Partido e das FALA que já se encontravam na caravana presidencial, e os representantes no exterior esmiuçarem e materializarem esse plano.
Intolerância
Palavra do Presidente
O líder da UNTA falava durante o comício que presidiu neste sábado, 18 de Junho, na Província do Kuando Kubango, em comemoração aos 50 anos de fundação LIMA, em que considerou o actual combate à corrupção no país, como combate para manter o partido estado no poder, onde defendeu que, o verdadeiro combate vai ser feito por cada um através do voto secreto.

Na ocasião, o responsável do segundo partido mais representado no parlamento angolano, incentivou a todos os cidadãos a verificarem os seus nomes e seu local de votação antes do dia da votação, para que estejam aptos a exercer o seu direito de voto no dia das eleições.

“O Objectivo da Corrupção em Angola é político, é manter o partido estado no poder. Sem a corrupção, e sem corrupção eleitoral o partido-estado não tem condições de ganhar. O estado em Angola, as suas Instituições não representam no seu desempenho o interesse de nós todos. E, não está correcto. Porque é um partido que, não aceita a fazer as reformas das nossas instituições, e particularmente há um parido que não aceita fazer a despartidarização. De quê? A despartidarização das instituições públicas, e é por causa disso que temos”.

Para Adalberto Costa Júnior, “o combate à corrupção do Presidente João Lourenço não pode continuar, nós não podemos permitir, porque este não é um verdadeiro combate à corrupção. Porque, não um combate para libertar o povo, para atacar o problema pela raíz, para libertar verdadeiramente os angolanos da corrupção; é um combate para salvar o MPLA, aí sim”.

Moldura humana presente no comício da UNITA, em celebração aos 50 Menongue anos de fundação da LIMA, na Província do Kuando Kubango, em Menongue
“O verdadeiro combate, por uma Angola, vai ser feito por cada um de vós, através do voto secreto. Não acreditem naquelas histórias que dizem que, “tem um aparelho que está cá em cima e vê tudo, e que quando você meter o teu voto vão saber onde você votou”; é mentira, é mentira, isso não existe. Isso não existe. É assim que se controlam as mentes das pessoas, e o nosso povo está a provar que cresceu, já não tem medo; já não se deixa levar, não se deixa manobrar”.

“E, portanto, nós estamos mesmo aqui a partilhar, vamos todos votar”, apelou o Líder da UNITA.

“E, vamos todos antes de votar, já que o nosso governo não obedeceu a lei, não publicou as listas, vamos todos procurar verificar onde é que o nosso nome está, se está correcto. Vamos pedir aos nossos filhos; os mais velhos vão pedir aos seus filhos para irem com eles, lá nos BUAPs”, encorajou o responsável da maior força política na oposição angolana, acrescentando que, “há também uns aparelhozinhos electrónicos que alguns têm nas ruas, vamos procurar esses lugares; vamos todos confirmar onde é que nós vamos votar”.

Adalberto Costa Júnior apelou ainda, a todos os eleitores a verificarem os seus nomes e local de votação, de forma a evitar-se que seja coartado o seu direito de voto, a exemplo das eleições anteriores.

“Sabem por quê? Porque quando não se publicam as listas é porque corremos o risco de acontecer aquilo que em todas as eleições acontece; todo as: milhares e milhares e milhares e milhares de angolanos inscrevem-se num determinado lugar, quando chegam lá no dia das eleições o seu nome não está. E, como as listas não foram publicadas, é melhor se queremos decidir sobre o nosso destino, o nosso futuro de dignidade, é melhor agora, irmos todos verificar”.

“Temos ainda tempo, mas temos que fazer isto: fazermos nós, fazer os amigos, fazer os parentes, fazer os vizinhos, para que o nosso destino esteja mesmo nas nossas mãos. E, para nos ajudar a podermos construir a Angola mãe que falamos há pouco, uma Angola de todos os seus filhos”, incentivou o Presidente da UNITA.
grupo parlamentar 
Excelência, Senhor Presidente

Excelências

Chegamos praticamente ao fim de mais uma legislatura e é hora de balanço. É um momento apropriado para cumprimentar democraticamente todos os colegas desta Assembleia, de todas as bancadas, pelo trabalho comum que desenvolvemos, pelo trabalho que não fizemos e deveríamos ter feito e também pelos momentos que vivemos em harmonia, a procurar construir a unidade na diferença.

Gostaríamos de saudar também a memória dos colegas que iniciaram connosco a legislatura, mas que partiram, infelizmente, para a outra dimensão da vida. Inclinamo-nos respeitosamente perante a memória dos Deputados Amílcar Kolela, Raul Danda, Vitorino Nhany, Mendes Bartolomeu, José Carlos Ilenga, Adérito Kandambu, Gabriel Hilifavali, Almerindo Jaka Jamba e João Marques Ntiama. espero ter mencionado todos.

Senhores deputados, Prezados colegas:

Durante o mandato, os angolanos não puderam beneficiar da actividade fiscalizadora da Assembleia Nacional à boa execução das leis pelo Executivo. A vida da maioria das famílias piorou em relação a 2017. E não piorou por causa da pandemia, mas principalmente por causa da incompetência do Governo, das promessas não cumpridas e dos constantes actos de agressão à Constituição e ao Estado de direito democrático.

Logo na investidura, o Titular do Poder Executivo prometeu à Nação que a Constituição seria a sua bússola de orientação e as leis o seu critério de decisão. O Senhor Presidente disse, e cito: “Neste novo ciclo político que hoje se inicia, legitimado nas urnas, a Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão. A construção da democracia deve fazer-se todos os dias”,

Infelizmente, os direitos, liberdades e garantias dos angolanos, protegidos pela Constituição, foram sistematicamente violados, amiúde por ordens do Senhor Presidente.

A liberdade de imprensa, o direito de sufrágio, o direito a julgamento justo e conforme, a garantia do funcionamento independente do serviço público de rádio e de televisão, o direito dos partidos políticos a igualdade de tratamento por parte das entidades que exercem o poder público, o direito a um tratamento imparcial da imprensa pública e o direito de antena, de resposta e de réplica política, estão entre os direitos violados com a cumplicidade de quem jurou protegê-los.

O Senhor Presidente afirmou ainda, e cito: “Assumo desde já o compromisso de executar as minhas promessas eleitorais, com políticas públicas que vão ao encontro dos anseios dos cidadãos e com uma governação inclusiva, que apele à participação de todos os angolanos”. Porém, a realidade revela que a lista das promessas não cumpridas não é curta: o Estado de direito regrediu; a democracia ficou asfixiada; o pluralismo e o contraditório desapareceram do serviço público de rádio e televisão. Contrariamente ao prometido, a atitude do Executivo perante os problemas da Nação,passou a ser orientada pela cor política dos envolvidos e pelos interesses particulares da classe dominante, relegando para segundo plano o interesse nacional e a defesa do bem comum.

Contrariamente ao prometido, o país não cresceu. Cresceu, sim a inflação, cresceu a dívida pública a níveis insustentáveis e cresceu também a criminalidade, quer em qualidade, na sofisticação dos crimes de colarinho branco, quer em quantidade, quer na proximidade à Cidade Alta, tendo chegado à Casa de Segurança do Presidente da República.

Contrariamente ao prometido, não se verificou o aprofundamento do Estado Democrático de Direito. Aprofundou-se, sim, o descrédito pelas instituições públicas, com destaque para o Conselho Superior da Magistratura, o Ministério da Administração do Território, o Tribunal Supremo e para a Comissão Nacional Eleitoral.

Além disso, foi prometido aos angolanos que, no decurso deste mandato, o Estado procederia à implantação progressiva das autarquias, reforçando e aprofundando assim a autonomia e o controlo local sobre a execução de políticas públicas. Chegamos ao fim do mandato e as autarquias não foram implementadas. A execução do PIMM no lugar das autarquias constitui uma fraude à democracia. E Porquê?

Porque havendo dinheiro para financiar projetos, o poder político preferiu violar o direito de participação política dos cidadãos e não partilhar a gestão desses fundos com cidadãos de outras cores políticas, que deveriam ser eleitos pelos membros das autarquias, nos termos da Constituição, para conceber e gerir tais projetos no quadro da autonomia local. Tendo o Executivo prometido uma governação inclusiva e participativa, acabou por fazer uma governação hegemónica do território das autarquias, sem mandato das comunidades locais, violando a Constituição e bloqueando o exercício integral da cidadania.

De igual modo, não houve maior aproximação aos sindicatos e às ordens profissionais, às organizações não-governamentais e a alguns grupos de pressão, enquanto parceiros do Executivo. Nem o executivo demonstrou possuir capacidade suficiente de diálogo para concretizar a permanente renovação dos sagrados laços do contrato social estabelecido entre governantes e cidadãos, como prometeu.

Por outro lado, foi prometido aos angolanos que a necessidade de transparência na actuação dos serviços e dos servidores públicos, bem como o combate ao crime económico e à corrupção que grassa em algumas instituições, em diferentes níveis, constituiria uma importante frente de luta a ter seriamente em conta, durante o mandato.

Chegados ao fim do mandato, verifica-se que o combate à corrupção política e eleitoral, ainda nem começou. Durante o mandato, vimos alguns sinais do combate à corrupção financeira, mas sendo esta uma consequência da corrupção política e eleitoral, é esta que deve ser combatida primeiro. Vemos com preocupação que esta raiz da corrupção angolana de alta hierarquia continua protegida e inatacável. As mesmas práticas de desvio de recursos públicos para fins partidários, compra do voto, corrupção sobre o eleitor, contratação da INDRA, captura da CNE e bloqueios insustentáveis à criação de comissões de inquérito para apurar factos, reforçar a transparência e cimentar a confiança.

A estrutura do Executivo não foi reduzida, como prometido, e, consequentemente, não se conseguiu evitar o esbanjamento e o desperdício de recursos.

Os cerca de 36 programas sociais em curso, podem ajudar a mitigar de certa forma a pobreza de algumas famílias, mas não eliminam as suas causas estruturais nem reduzem os efeitos das desigualdades e do subdesenvolvimento. Os recursos alocados para as transferências monetárias, para os programas de geração de trabalho e renda e de ampliação da infraestrutura, dos serviços sociais, da oferta de bens e da capacidade institucional, incluindo doações, são uma gota de água quando comparados com os desvios estruturais que uma minoria faz do erário por via da corrupção de alta hierarquia. Este quadro, aliado ao desinvestimento na educação de qualidade para as maiorias, inviabiliza a longo prazo o desenvolvimento harmonioso do País e periga a paz social, porque rouba o futuro à juventude e produz desesperança.

Minhas senhoras e meus senhores

O próprio desempenho desta Assembleia Nacional poderia ter sido melhor. Aprovamos muitas leis, mas fiscalizamos pouco. O Regimento também precisa de reformas, porque permite que o arbítrio e o casuísmo governem o tratamento a dar às iniciativas legislativas dos deputados e do governo. O formato dos debates não produz ainda resultados tangíveis para o desenvolvimento da cultura democrática. O arbítrio ou o princípio instrumental da maioria ainda podem ser utilizados para bloquear desnecessariamente a admissão, agendamento ou discussão de qualquer iniciativa legislativa e fiscalizadora que não provenha do Partido Estado, transformando a vontade da maioria em tirania, muitas vezes revestida de desvios de poder e de bloqueios à concretização da Constituição. Pedidos reiterados de audições parlamentares ou inquéritos a denúncias de casos concretos de violação dos direitos humanos, corrupção e de desvios de poder na Banca, na Sonangol ou na CNE, são bloqueados, sem fundamentação. A concretização efectiva do direito que a Constituição consagra aos partidos políticos à igualdade de tratamento por parte das entidades que exercem o poder público; e do direito a um tratamento imparcial pela imprensa pública, já deveria ser uma realidade. Só não o é, porque a admissão do projeto de Lei Sobre o Exercício do Direito de Oposição Democrática, que a UNITA submeteu ao Parlamento, por duas vezes só na presente legislatura, foi liminarmente recusada, por duas vezes, sem fundamentação adequada, ao arrepio dos princípios da clareza, da suficiência e da congruência, que orientam a fundamentação dos actos administrativos dos poderes públicos.

A não regulação por lei do regime jurídico para o exercício do direito de oposição democrática consagrado no número 4 do artigo 17.º da CRA, que inclui o direito de resposta e de réplica política às declarações do Executivo, consagrado aos partidos políticos representados na Assembleia Nacional no artigo 45.º, n.º 2 da CRA, constitui um sério atentado contra o Estado de direito democrático e uma inconstitucionalidade por omissão.

E assim, por causa do arbítrio, o País está privado da consagração legal do diálogo institucional regular que a democracia estabelece entre o Titular do Poder Executivo do Estado e os titulares do direito de oposição democrática na sociedade. Está privado de um mecanismo universal de garantia da participação dos cidadãos na vida pública e do reforço da unidade nacional; o país está privado de uma forma segura e civilizada de garantir a concretização da Constituição, a continuidade do Estado e a estabilidade do País.


Senhor Presidente,

O País prepara-se para eleições, mas persistem dúvidas legítimas relativas à conformidade da solução tecnológica adquirida à Constituição e à lei. Solicitamos à própria CNE o acesso legal aos documentos pertinentes, ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos (Lei n.º 11/02, de 16 de Agosto). A lei confere à CNE dez dias para responder. Passaram-se mais de 100 dias, e a CNE não forneceu os documentos, nem explicou as razões que lhe assistem para infringir a lei. Solicitamos depois à própria Assembleia Nacional, a aprovação de uma audição parlamentar ao Senhor Presidente da CNE e a criação de uma comissão eventual da Assembleia Nacional para encetar um diálogo institucional construtivo com a CNE para esclarecer dúvidas, fortalecer a confiança dos cidadãos no processo eleitoral e acompanhar a boa execução da lei eleitoral. Até hoje, nem o Digno Presidente da Assembleia Nacional, nem os colegas da maioria parlamentar se dignaram responder a esta solicitação. Esta apatia contrasta com o tratamento célere que outras iniciativas têm merecido e não dignifica a Assembleia Nacional nem credibiliza o processo eleitoral, organizado pela maioria parlamentar e sua derivação, a Comissão Nacional Eleitoral-

Povo angolano:

Em 2017, ao consagrar como política pública o lema «corrigir o que está mal», o MPLA reconheceu em parte ser o principal autor moral e material das práticas sistêmicas de peculato, improbidade e de corrupção. Durante anos, pediram-nos as provas das denúncias que fazíamos desta corrupção gangrenosa. Foi preciso um membro do MPLA bater na mesa, assumir que a corrupção está aí e decidir combatê-la. Agora, as mesmas pessoas que gritavam a quatro ventos que não existiam provas, que a corrupção existe em todo o lado, reconhecem finalmente que a corrupção está aí. Porém, tal reconhecimento não lhes confere capacidade nem legitimidade para restaurar a República e dirigir o desenvolvimento social. Porque simplesmente esgotaram e já não conseguem. O povo diz que JÁ CHEGA. A hora é de mudança. É de alternância.

Mas, como a soberania reside no povo que a exerce através da escolha de seus representantes, cabe-vos responder, no dia 24 de Agosto, à convocação do Senhor Presidente da República, o actual Titular do Poder Executivo, para exercer novamente o poder de soberania e escolher o destino de Angola para os próximos cinco anos.

Muito obrigada.
L.i.m.a - actividades
A LIMA – Liga da Mulher Angolana, braço feminino da UNITA, realizou recentemente no Auditório da Livraria Paulinas, em Luanda, um workshop, de entre várias outras actividades agendadas, para assinalar os cinquenta anos da sua fundação, que decorre sob lema: LIMA cinquenta anos de Patriotismo, Unidade e Solidariedade para a alternância do Poder Político”.

O encontro foi presidido pela antiga Presidente da LIMA, Miraldina Olga Jamba, em que falou sobre a participação da mulher na luta de libertação, a contribuição na luta política clandestina, a contribuição na luta contra o analfabetismo e o obscurantismo, contribuição na educação, mobilização e organização e organização do povo; contribuição na luta militar de resistência popular generalizada; a luta pela igualdade do género, bem como desafios.

De acordo com Miraldina Jamba, “as mulheres angolanas foram mobilizados e aderiram à causa da UNITA. O seu envolvimento nas células clandestinas permitia-lhes recolher informações, recolher as quotizações do povo em dinheiro, géneros alimentícios, roupas, medicamentos, sal e produtos de higienes para os combatentes”.

“Estas acções para a difusão do ideário da UNITA, fez com que muitas delas fossem presas pela PIDE/DGS, a Polícia Política do regime português”, a antiga responsável feminina.

“A partir de 1970, as mulheres já integradas nas bases, começaram a participar, tanto nos treinos militares como na educação dos soldados; surgiram as escolas de alfabertazação nas aldeias e bases, para combater o analfabetismo e o obscurantismo. As mulheres passaram a destacar-se nas tarefas de educação e ensino, saúde e agricultura, para garantir a subsistência aos soldados; as mulheres comeram a participar nos cursos de enfermagem: os primeiros realizaram-se nos Hospital Central de Volonguelo, sob a Direcção do senhor Eduardo Sakuanda; no Hospital de Sandona, cujo director era o senhor Garcia Vinuku”, disse Miraldina Jamba.

Para a também Deputada à Assembleia Nacional, “no que tange a contribuição no ensino, para a elevação do nível cultural da mulher, destacamos nas regiões militares: 1, 2 e 3; na região 1, a senhora Augusta Sakuanda, Felismina Lucas e Sessa Namaliata, Eunice Sapassa e Laurinda Chisako; na região 2, Eunice Sapassa e Laurinda Chisako; na região 3, Marta Chiwale e Salomé Epolua”.

“A partir de 1971, as senhoras em todas as bases militares centrais, de zonas e de sectores, começaram a participar activamente nos serviços auxiliares de tropas: administração, logística e intendência. A seguir passaram a fazer serviços de manutenção: patrulhamento das bases num raio de 1 kilometro, fizeram instrução, e fizeram também o içar e arreiar da bandeira; demonstrações militares, ginástica educativa, luta corpo a corpo, pista de obstáculos; salto em altura e em comprimento, saltos mortais; enfim, todos os exercícios que antes eram apenas reservados aos homens”.

De acordo com Miraldina Olga Jamba, “o Presidente Fundador da UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi, era o principal promotor da emancipação da mulher”.

“Assim, em 1972, tendo-se constatado a capacidade demonstrada pelas mulheres, no seu envolvimento em actividades político-militares nas bases, a VIII Conferência Anual da UNITA, proclamou, sob orientação do Presidente Savimbi, a Liga da Mulher Angolana. Isto aconteceu no dia 18 de Junho de 1972. A primeira Presidente da LIMA foi a mãe Isalina Kawina, cujo Executivo Nacional contou com a participação das senhoras Eunice Sapassa, Amélia Namukumbi, Marta Chiwale e Laurinda Chisako”, disse a antiga responsável da LIMA, Miraldina Olga Jamba.

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Obra de Isaías Samakuva
Ex-Presidente da UNITA (2003-2019)
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Sabado, 25 de Junho de 2022