UNITA - ANGOLA
Os deputados à Assembleia Nacional (AN) renderam homenagem esta quarta-feira ao membro do Grupo Parlamentar da UNITA, Victorino Nhani, falecido a 20 de Fevereiro, vítima de doença.
24/02/2021
“Os homens anavalhados pela morte passam e a obra fica para o merecimento dos vivos. E é a história”. Dr. Savimbi

DECLARAÇÃO ALUSIVA AO 22 DE FEVEREIRO, DIA DO PATRIOTA

Caros Compatriotas,

Há 19 anos, no dia 22 de Fevereiro de 2002, tombava em combate, na localidade de Lukusse, no Moxico, como herói e mártir, um dos mais insignes filhos da nossa pátria, o Dr. JONAS MALHEIRO SAVIMBI. Este dia é para a UNITA, o dia do Patriota.

Partícipe de primeira linha da gesta da luta pela Independência Nacional, o Dr. Savimbi agrega, no seu percurso, a liderança da luta do povo Angolano, na conquista do Estado Democrático e de Direito e da economia de mercado.

As suas reconhecidas e ímpares qualidades, das quais hoje destacamos, a invulgar capacidade de coordenação da acção político-militar, a administrativa e a diplomática, conquistaram admiradores indefectíveis e imensos seguidores. Por consequência das suas causas, o Dr. Savimbi foi vítima permanente de campanhas de diabolização.

A sua eliminação física foi um objectivo permanente dos seus inimigos, desde que ele fundou a União Nacional para Independência Total de Angola, UNITA, em 1966.

Em 1961 militou na UPA e na FNLA tendo em 1964, no Cairo, rompido com a Direcção da FNLA por recusar a maneira como os dirigentes dos movimentos de libertação lideravam a luta a partir do exterior.

Entre 1964 e 1965, desenvolve uma intensa actividade de mobilização de apoios diplomáticos e recrutamento de seguidores, partindo para a China onde treina com mais onze companheiros. Jonas Savimbi cria a 13 de Março de 1966 em Muangai, Província do Moxico, a UNITA (União Nacional para Independência Total de Angola), cujos princípios fundantes são:

liberdade dos homens e da pátria;

democracia pluripartidária;

igualdade dos Angolanos;

intercâmbio, mutuamente vantajoso, com todos os países livres do mundo e agricultura como base do desenvolvimento económico.

Derrubado o colonialismo e ciente da nova conjuntura, foi o primeiro dirigente a assinar a cessação das hostilidades com as autoridades portuguesas, em Junho de 1974, o que lhe valeu uma impiedosa campanha de descrédito dos outros dois Movimentos.

Divulgou junto das populações o seu Ideário granjeando muita adesão e simpatia de largos milhares de angolanos, sem distinção.

Eram suas bandeiras: A PAZ; A HARMONIA SOCIAL, E O PROGRESSO condensadas na tripla palavra de ordem: ANGOLA COM PAZ, ANGOLA COM UNIDADE, PROGRESSO COM SOCIALISMO.

Empenhou-se na Unidade dos 3 movimentos de libertação, esforço que culminou na assinatura de acordos bilaterais entre os três e no acordo de Mombaça (Janeiro de 1975), como plataforma angolana para a negociação de Alvor.

Posteriormente, o Acordo de Nakuru foi o resultado das suas iniciativas, em Junho de 1975, como última tentativa de salvar o Acordo do Alvor.

O Dr. Savimbi foi um Nacionalista e fervoroso defensor da integridade territorial de Angola.

A luta pela Democracia que ele liderou, de 1976 a 1991, levaram à assinatura dos Acordos de Bicesse e tiveram por epílogo a Consagração Constitucional do Estado Democrático de Direito e a Economia do Mercado, em 1992.

A Paz e a Democracia foram as suas bandeiras. A sua luta não visava a sua acomodação pessoal, mas sim uma Angola dignificante, para todos. Respondeu pela honra reservada a homens de excepcional quilate de dignidade e caiu heroicamente, como Mártir, no campo de HONRA, aos 22 de Fevereiro de 2002.

O Dr. Savimbi concebeu uma Angola plural, na dimensão humana, social e cultural, contrariando aqueles que se arrogavam em ver Angola como uma entidade monolítica. Relembrar a morte em combate do Dr. Jonas Malheiro Savimbi é refrescar a nossa memória colectiva sobre o seu contributo por Angola e pelos Angolanos, onde a dignificação do homem simples e a sua elevação a cidadão foi sempre a sua prioridade.

Para Jonas Savimbi, a Pátria Angolana esteve sempre em primeiro lugar e sem ela nada mais fazia sentido.

Passados 19 anos, após a sua morte constata-se com imensa preocupação o retroceder das conquistas alcançadas para a conquista dos objectivos preconizados por Jonas Savimbi e por todos os patriotas, a paz, liberdade, democracia e desenvolvimento, sendo por isso imperiosa a criação de uma frente patriótica para alternância do poder com o fito de se salvar o País amordaçado pela ditadura democrática.

Neste dia o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA rende singela homenagem, ao Patriota, ao Panafricanista, Diplomata, Mwata da Paz, Combatente pela liberdade e um dos Pais da Independência de Angola, Dr. Jonas Malheiro Savimbi.

A Pátria jamais vos esquecerá! Honra e Glória à Vossa Memória!

Luanda, 22 de Fevereiro de 2021

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA
Em destaque
08/02/2021
29/01/2021
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, alargado aos membros do Conselho Presidencial, reuniu, em Sessão Extraordinária, no dia 06 de Fevereiro de 2021, sob orientação do Presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior para a análise dos últimos desenvolvimentos da situação vigente no País, à luz dos trágicos acontecimentos ocorridos no dia 30 de Janeiro do ano corrente, em Cafunfo, Município do Cuango, província da Lunda Norte, torna público o seguinte:
Não obstante o seu peso histórico e político no Partido e no país, o General Demóstenes Chilingutila soube sempre manter uma grande proximidade com a juventude, partilhando experiências e aconselhando para os grandes desafios da vida.
O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação (MINTIC) Social considera "pirata" a maior parte dos sites de notícias existentes no País. Por isso, promete fazer uma "limpeza" a esses meios, que se encontram em situação de ilegalidade.
O gabinete da Acção Social, Família e Igualdade de Género na Lunda Norte, pocede, a partir deste mês, ao levantamento do número real das vendedoras ambulantes “Zungueiras” na região, para facilitar a inserção no mercado formal.
Acaba de aterrar no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro o avião da Emirates Airlines com as primeiras doses de vacinas contra a covid-19. São no total 624 mil doses, provenientes da Índia, através da iniciativa Covax.
O Presidente da República, João Lourenço, desmentiu esta terça-feira, 2 de Marco de 2021, a existência de actos de xenofobia em Angola e considerou "infundados e irrealistas" os receios que apontam para o surgimento de uma campanha nessa direcção.
O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Adão de Almeida, apresenta hoje, terca-feira, 02 de Marco de 2021, às 18h, em conferência de imprensa nas instalações do CIPRA, os pressupostos da proposta de revisão constitucional de iniciativa do Presidente da República, juntamente com os ministros da Administração do Território e da Justiça e Direitos Humanos.
Segundo noticiou-o Jornal Na Mira do Crime na sua edição desta terça-feira,02 de Março de 2021, uma criança de cinco anos de idade, arremessou um porrinho no rosto do seu amigo, por este se recusar a dar água para beber.
Eco do Partido
Campo do militante
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, trabalhou esta quarta-feira 26 de Julho de 2017, na capital do Bengo, Caxito, tendo discursado para as populações locais.
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior participou da reunião internacional do Comité Executivo da IDC – Internacional Democrática do Centro, que teve lugar recentemente, via Zoom.

De acordo com uma nota do gabinete de imprensa do líder da UNITA, a reunião foi orientada pelo Presidente da Organização, o colombiano Andrés Pastrana Arango, debruçou-se sobre aspectos relativos aos Partidos e Países membros, e no final aprovou uma Resolução sobre a situação prevalecente em Angola da qual se faz saber que o IDC:

– Convida o Governo angolano a acelerar a conclusão do processo de preparação das eleições locais com o objectivo de assegurar a sua realização em 2021;

– Recorda às autoridades angolanas a importância e a necessidade de uma luta eficaz contra a corrupção, evitando a actual tendência selectiva em que alguns dos indivíduos mais corruptos são protegidos;

– Exorta o governo angolano a deixar de utilizar a pandemia COVID-19 como instrumento político e a fazer investimentos no sector da saúde, adoptando

medidas económicas para proteger as pessoas vulneráveis, e condenando o uso da força pela polícia contra a população civil;

– Recomenda aos governos africanos que se empenhem em discussões com os seus parceiros internacionais para assegurar que o programa de vacinação COVID19 para África seja compatível com as realidades do continente;

– Recomenda que todas as instituições políticas angolanas assegurem que todo o processo de preparação para as eleições gerais de 2022 seja realizado com o devido respeito pelos princípios democráticos;

– Apela à solidariedade política dos mesmos membros da família política internacional para assegurar a sua presença como observadores eleitorais internacionais.

A nota de imprensa distribuída à aos órgãos de comunicação social acrescenta que a IDC segue com especial atenção a situação actual na Região de Cafunfo na Província da Lunda Norte, em Angola, onde pessoas foram mortas pela polícia em clara violação dos direitos humanos.

Assegura que a IDC apoiará sempre o processo democrático em Angola e acompanhará de perto as eleições gerais de 2022.

De salientar que a UNITA membro de pleno direito da Internacional Democrática do Centro, ocupando uma das Vice-presidências, fez-se representar nesta reunião de cúpula pelo seu Presidente Adalberto Costa Júnior, pela Vice-presidente Arlete Chimbinda e pelo Secretário das Relações Internacionais, Rafael Massanga Savimbi.

A Internacional Democrática do Centro foi fundada em 1961, integra cerca de 100 partidos de todos os continentes, tendo um número considerável destes a liderarem governos de importantes países.

grupo parlamentar 
O deputado pela UNITA, Armando Manuel da Costa Ekuikui “Nelito Ekuikui”, em declaração ao Correio da Kianda, considerou o anúncio feito na manhã desta terça-feira, 02, pelo Presidente da República João Lourenço, de que vai propor uma revisão à Constituição, “como um presente envenenado, à medida que há muito estamos atrás dela, e como é sabido, de que a UNITA bate-se para a revisão constitucional”.

Nelito Ekuikui entende disse que há elementos importantes e pontuais que não mereceram a atenção do Presidente da República, nesta proposta de revisão da Constituição.

“Num discurso político, nunca se diz o que se pretende, se diz aquilo que todos querem ouvir. Acho que o presidente anunciou três ou quatro elementos básicos do consenso, mas aquilo que pode ser eventualmente fraturante na revisão constitucional, o presidente não anunciou”.

O então secretário provincial da UNITA em Luanda, acredita que a revisão da Constituição será feita à medida e interesse do Chefe de Estado, faltando pouco menos de dois anos, para a realização das eleições gerais.

“O certo é que esta revisão constitucional interessa o Presidente da República e, de certeza, que vai lhe beneficiar”, disse e realça que faltando um ano e alguns meses para a realização das eleições gerais, “devemos considerar mesmo um presente envenenado”, sublinhou.

Para Ekuikui, a redução do poder por excesso do Presidente da República e a sua limitação no controlo dos órgãos de Estado, como a PGR, a interdependência dos órgãos de justiça e parlamento e outros, são estes itens importantes que deveriam merecer atenção do Titular Executivo. “Aqui o presidente manda em tudo, manda no Legislativo, manda no Executivo e no Judiciário e acaba por atropelar nos princípios basilares de um estado democrático e de direito”, alegou.

Contudo, o jovem político considerou positiva a iniciativa do Chefe de Estado sobre a interdependência do BNA.
“A questão do BNA vem em boa altura, mas é importante que se encontre uma baliza ou um travão para o próprio BNA, se o banco futuramente for autónomo, mas no ponto de vista da lei tem de encontrar quem vai ser o supervisor deste banco”.

Quanto à questão de votos de cidadãos angolanos no estrangeiro, o parlamentar disse que o PR foi mal assessorado, porque este elemento já consta na Constituição da República.

Nelito Ekuikui louvou a iniciativa do Presidente da República sobre a eliminação do gradualismo como um princípio constitucional condutor do processo da institucionalização efectiva das autarquias locais. “É uma boa nova”, destacou.
L.i.m.a - actividades
Vale referir que podemos considerar o ano que hoje termina um ano "suis generis", tendo em conta a especificidade dos acontecimentos registados e que abalaram de forma negativa o Mundo e em particular o nosso País.

Estamos a falar sobretudo da Covid-19 que não escolheu raças, tribos, condição social e económica. Isto deve servir de lição para que se respeite e se aplique de facto o princípio de igualdade e da dignidade da pessoa humana.

Precisamos olhar para o ano que termina com alguma honestidade e um senso crítico e seletivo para sabermos o que fizemos de positivo para as nossas comunidades e para as nossas próprias vidas, no sentido de acautelarmos que falhas que aconteceram no ano que ora finda não se repitam, projetando assim, um futuro com mais solidariedade e compaixão, criando um ambiente de convivência na diversidade de opiniões, pois as diferenças bem geridas são susceptíveis em criar um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. É preciso que as nossas acções estejam marcadas de coerência e honestidade, principalmente para os gestores públicos, sob pena de cairem em descrédito.

Terminar o ano, é hora de balanço, pessoal e colectivo, pensando nas nossas atitudes, no modo como nos relacionamos entre seres da mesma espécie, a humana, e com honestidade alterar tudo que precisa mudar do ponto de vista físico e não só.

Portanto é momento de retrospectiva que deve encerrar muita honestidade para que a sociedade seja melhor e sirva os propósitos da humanidade e do senso de racionalidade.

Ao terminar o ano, precisamos que cada um perdoe o seu próximo por tudo que tenha feito de errado para relançar um novo ambiente capaz de salvaguardar a dignidade e a integridade de todos em torno do bem comum.

Muitas foram as situações que ocorreram e que precisam de ver uma esponja a passar por cima delas para alavancar um outro modo de convivência entre irmãos na fraternidade e na paz.

Todavia, transitar para o outro ano, para além de ser um acto festivo, deve se transformar num acto de reflexão, capaz de, com honestidade, iluminar o caminho a seguir de forma positiva no ano de 2021.

Ainda vivemos numa era em que a fome, a miséria, as doenças endêmicas e outras infelizmente fazem morada no nosso seio, privando o que é essencial para que seres humanos se desenvolvam e vivam de acordo com a vontade do criador.

As mulheres, diante deste emaranhado de coisas, devem servir de agentes de união e conselheiras para que consigam unir as famílias que são os núcleos essenciais da sociedade, pois tem se dito que família educada, sociedade sã e reconciliada.

À todos, que o ano de 2021 seja um ano de várias conquistas e que a paz social substitua a paz do calar das armas, para que cada angolano saiba explorar positivamente os seus pontos fortes.

Boas saídas e boas entradas
Manuela dos Prazeres de Kazoto

Fonte: Club-k

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