UNITA - ANGOLA
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior deslocou-se esta segunda-feira, 21 de Junho de 2021, à província de Benguela, para estar presente nas cerimônias de homenagem às vítimas mortais de acidente de viação, ocorrido dia 17 do mês em curso, causando morte a seis pessoas e vários feridos, entre membros do Partido e da liga da Mulher Angolana.
17/07/2024
Sob orientação de Sua Excelência Presidente da UNITA, Eng.º Adalberto Costa Júnior, teve lugar, no dia 16 de Julho de 2024, no complexo Sovsmo, em Luanda, a IX Reunião Ordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, que se debruçou sobre a situação política, económica, social e diplomática do país em geral e a vida interna do partido, em particular.

Após exaustiva discussão sobre os pontos constantes da agenda de trabalho, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA torna público o seguinte:

- Sobre a situação Política e Económica-Social do País

O Comité Permanente da Comissão Política saúda e solidariza-se com a Declaração sobre a situação real do país, apresentada pelo Presidente Adalberto Costa Júnior, em nome da Frente Patriótica Unida, no passado dia 10 de Julho de 2024.

A Declaração contém, entre outros pertinentes assuntos, a ingente necessidade de dialogar e de trabalhar com todas as forças vivas da sociedade e instituições da República de Angola na procura de soluções capazes de despoletar e unir sinergias para o desenvolvimento sustentável do nosso país.

Para o efeito, o Presidente Adalberto Costa Júnior comprometeu-se, publicamente, em partilhar a Declaração com as organizações da sociedade civil e instituições do Estado sobre as quais impendem responsabilidades constitucionais, no quadro da construção e consolidação do Estado Democrático de Direito, como é o caso do Presidente da República.

Perante o bloqueio protagonizado, no dia 11 de Julho, pelo exagerado aparato conjunto de efectivos da USP - Unidade de Segurança da Presidência da República e da polícia nacional, o Comité Permanente da Comissão Política condena, nos termos mais veementes, este ignóbil acto. Nos mesmos termos, condena a tentativa de impedir, no mesmo dia, que os líderes: da UNITA, do Bloco Democrático e do Projecto Político PRA-JA Servir Angola bem como o representante da Sociedade Civil contactassem com os cidadãos no espaço público, a Praça do 1º de Maio, feita reserva exclusiva do partido no poder que impede aos outros partidos o acesso à mesma.

O Comité Permanente da Comissão Política reafirma a necessidade da priorização da implementação efectiva das Autarquias Locais em Angola para permitir a participação directa dos cidadãos na resolução dos problemas locais, garantindo assim um desenvolvimento sustentável. Por este facto, orienta o Grupo Parlamentar da UNITA, a tudo fazer para a conclusão e aprovação da Lei da Institucionalização Efectiva das Autarquias Locais.

- Sobre a situação Diplomática

O Comité Permanente da Comissão Política felicita o Presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior, pela actividade diplomática desenvolvida em Paris, em sede da Conferência da Internacional Democrática do Centro – IDC África, onde discursou sobre a Segurança, Paz e Democracia.

O Comité Permanente da Comissão Política condena, nos termos mais enérgicos, qualquer acto de violência política, independentemente do espaço geográfico do mundo onde ocorra. Exorta as forças vivas angolanas para uma postura tolerante perante ideias e propostas diferentes.

- Sobre a Vida interna do Partido

O Comité Permanente da Comissão Política adotou a Declaração sobre a situação real do país, como documento de trabalho nos órgãos do Partido que deve ser profusamente distribuído para a opinião pública.

O Comité Permanente da Comissão Política foi informado pelo coordenador da Fundação Jonas Malheiro Savimbi, sobre o processo da legalização da mesma. Tendo sido sempre um desejo da UNITA, o Comité Permanente da Comissão Política entende que os filhos do Presidente Fundador, Jonas Malheiro Savimbi, têm legitimidade de promover o reconhecimento da Fundação, pelo que apela a que mesma não sofra interferências que a desvirtuem do seu objecto social.

Finalmente, o Comité Permanente da Comissão Política encoraja os cidadãos angolanos a continuarem a luta para a defesa dos seus direitos constitucionalmente consagrados e a nunca desistirem dos seus sonhos por uma Angola melhor.

A implementação efectiva das Autarquias Locais em todo o território nacional é um direito constitucionalmente consagrado e uma necessidade inalienável para o desenvolvimento sustentável.

Autarquias já e em todos os municípios.

Luanda, 16 de Julho de 2024.

O Comité Permanente da Comissão Política.

Em destaque
12/07/2024
09/07/2024
A razão fundamental desta comunicação é partilhar com todos os cidadãos as reflexões da Frente Patriótica Unida, em relação ao quadro político, social e económico vigente
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA vem, por este meio, felicitar a Seleção Nacional de Futebol sénior masculina pela Conquista da Taça COSAFA, neste domingo, 7 de julho, ao vencer na final a sua congénere da Namíbia por 5–0, na cidade de Port Elizabeth, na República da África do Sul.
Segundo a rádio França Internacional na sua edição desta quarta-feira, informou que o Presidente do Quénia, William Ruto, anunciou a 26 de Junho retirar o projecto de lei de orçamento que previa um aumento de impostos, que originou, a 25 de Junho, manifestações antigovernamentais em que morreram 23 pessoas, segundo o organismo oficial de defesa dos direitos humanos do Quénia (KNHRC, na sigla em inglês).
O Hospital Josina Machel mas conhecido por (ex-Maria Pia), registou nesta quarta-feira, 17 de Abril de 2024, mais de trinta mortes, para além das mortes dos dias 15, 16 do corrente mês.
As centrais sindicais convidaram esta quarta-feira, 17, a imprensa, para possível convocação da segunda fase da greve geral, segundo uma nota chegada esta manhã à redacção da Rádio Correio da Kianda.
Um estudo divulgado esta terça-feira, 16, em Luanda, revela que a falta de vontade política está entre os principais constrangimentos à implementação das autarquias locais em Angola.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) confirmou, nesta quinta-feira, 29 de Fevereiro de 2024, a detenção do cidadão angolano Gerson Eugénio Quintas, mais conhecido por “Man Gena”, acusado de crimes de roubo qualificado, abuso de confiança e ultraje ao Estado.
O Serviço de Investigação Criminal – SIC, explicou nesta quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2024, em conferência de imprensa em Luanda, que o ex-traficante de drogas, Gelson Manuel Quintas, já foi entregue ao ministério público o interrogatório, na sequência das acusações que pesam sobre si, contra os governantes angolanos.
Eco do Partido
Campo do militante
O Deputado da UNITA, Carlos Xavier, pelo circulo provincial de Malanje, sofreu atentado a mão armada pela tarde desta segunda-feira, 13 de Maio de 2024, por volta das 14h20 minutos, quando o deputado saia do maior mercado informal da província, que tinha sido abordado por dois homens que se faziam transportar de uma mota.
Antonieta Kulanda, apresentou a sua posição recentemente num encontro promovido pelo Secretariado-Geral da UNITA, realizado no Hotel Skyna, em Luanda, que contou com quatro prelectoras entre as quais a ex-Secretária-Geral Adjunta da JURA, Arine Nhany, onde abordou-se o tema: “A UNITA e os Desafios da Consolidação da Democracia e do Desenvolvimento Sustentável”.
Intolerância
Palavra do Presidente
A morte bateu mais uma vez; na sua acção traiçoeira, cruel e destruidora retirou do nosso convívio físico o emblemático Veterano da Pátria, Antigo Combatente, Brigadeiro na Reforma, Paulo Jeremias Kafoia, mais conhecido como “Angola Livre”.

A sua trajectória político-militar confunde-se com a história da UNITA em cujas fileiras militou desde o dia 15 de Agosto de 1966, quando contava apenas 16 anos de idade, trabalhando como activista político, a partir da sua aldeia natal em Katapi, na província do Moxico.

Assumiu variadíssimas responsabilidades, no Partido e nas ex-FALA, das quais destacamos as de Quadro Político, mobilizador do povo e de comandante das Forças, nas diferentes Unidades Militares, Zonas, Regiões e Frentes Militares, tendo sempre cumprido com zelo e dedicação as respetivas missões.

Participou em várias formações políticas e militares que alavancaram a sua carreira político-militar, tais como o curso na Academia Militar do Botswana e o de Comandantes-Quadros, na Bembwa RM 66.

Por tão significativa e heroica que foi a sua participação na luta de libertação nacional contra o poder colonial e na Resistência Popular Generalizada para a conquista da Paz e Democracia representativa e participativa, a morte do Mais Velho “Angola Livre” constitui uma grande perda, não só para a sua família biológica e para o Partido, mas também para o País. Como nos ensina a sabedoria africana, a morte de um idoso equivale a uma biblioteca em chamas, deixando as gerações presentes e vindouras sem a possibilidade de beber da sua experiência acumulada ao longo da sua vida, passada em luta.

O Mais Velho “Angola Livre” junta-se, assim, à galeria dos nossos Heróis e Mártires que começa com o comandante Samako, prossegue com o Presidente Fundador Jonas Malheiro Savimbi e demais conhecidos e anónimos que deram o seu melhor para o triunfo da causa de liberdade, paz e progresso de Angola defendida pela UNITA.

Neste momento de dor e consternação, em nome da Direcção do Partido, dos Membros da UNITA, e o meu próprio, vergo-me diante da memória do Antigo Combatente Veterano da Pátria Paulo Jeremias Kafoia, as mais profundas e sentidas condolências à família enlutada e ao Secretariado dos Veteranos da Pátria e Antigos Combatentes.

Que a sua alma descanse em Paz!

Luanda, 15 de Julho de 2024.

Presidente da UNITA

Adalberto Costa Júnior

grupo parlamentar 
Na semana passada, o País foi surpreendido com o anúncio da realização de um Congresso Extraordinário do MPLA, marcado para Dezembro próximo. Ao mesmo tempo, anunciou-se também que o seu Grupo Parlamentar foi orientado a apresentar um Projecto de Lei para mais uma alteração à divisão político-administrativa do País.

Assim, nos últimos dias, o Grupo Parlamentar da UNITA tem sido interpelado por diversas organizações e cidadãos individuais, que se mostram bastante preocupados e perplexos com esta nova proposta de divisão administrativa do País, em particular da província de Luanda, numa altura em que o Parlamento já devia estar preparado para a aprovação final da Lei da Institucionalização Efectiva das Autarquias Locais.

Convidamos hoje a imprensa para partilhar com os angolanos o nosso ponto de vista sobre estas questões, que se resume em dois pontos:

1º - A questão do Congresso Extraordinário convocado para Dezembro é uma questão política muito importante, que denota a existência de uma crise de liderança no seio do MPLA, com potencial para afectar a estabilidade política e social do País.

2º - O tema da divisão político-administrativa de Luanda, que abarca a criação de uma nova província, constitui apenas uma manobra dilatória para distrair os angolanos da crise interna que o MPLA atravessa.

Os angolanos não se devem deixar distrair. O anúncio de mais uma alteração na divisão político-administrativa do País não é uma questão importante neste momento que deva preocupar as pessoas, porque não tem impacto nenhum na evolução da política nacional nem na gestão da crise económica e social que o País vive. O que é importante e deve merecer a nossa atenção colectiva é a crise de liderança que o Partido-Estado atravessa e a grave crise económica e social que o País vive.

POVO ANGOLANO,
Qual é a agenda do Executivo?

Quais são as prioridades do País e quais são as prioridades do Executivo?

Quais são as principais preocupações das pessoas, das famílias e das empresas?

Qual é o foco do Sr. Presidente: governar ou fazer a gestão do Poder?

O que é que o País quer e o que espera dos governantes?

Desde a Independência a divisão administrativa de Luanda já foi alterada 4 (quatro) vezes, sem ter tido qualquer impacto na estabilidade política, económica ou social. Desta vez, também, a medida não é importante, porque não terá qualquer impacto na redução da pobreza e do desemprego, não vai baixar os preços da cesta básica, nem vai melhorar a qualidade da democracia. Ela visa apenas desviar as atenções dos angolanos da contradição principal que o Partido-Estado enfrenta neste momento, a crise de liderança e o término abrupto do mandato do Presidente do MPLA, antes do tempo.

Vamos resumir aqui as razões da crise de liderança do MPLA.

Há muito que o MPLA se afastou dos seus fundamentos, e tornou-se uma oligarquia, uma grande empresa de vários interesses para fazer negócios em nome do Estado, com recursos do Estado, mas para benefício próprio. O grupo que actualmente controla o Estado deixou de adjudicar contratos para as empresas dos outros membros do Regime, acusando-os de corrupção. Porém, falhou redondamente no combate selectivo da corrupção e, no final, foi absorvido por ela a tal ponto de, em poucos anos, ter já um recorde significativo de casos de corrupção, em violação da Constituição e da Lei.

O Presidente da República transformou o Estado angolano em agente corruptor, que promove, estrutura, alimenta e institucionaliza a corrupção, tanto a corrupção activa como a corrupção passiva.

Consequentemente, o País está a ser governado por um Governo frágil, falhado e perigoso. A crise social atingiu níveis catastróficos sem retorno, caracterizados por:

Inflação descontrolada e custo de vida insuportável;
Elevados níveis de pobreza sem precedentes;
Degradação do sistema de saúde;
Desinvestimento na qualidade do sistema público de educação;
Desorganização do sistema económico e financeiro;
Deterioração contínua das vias rodoviárias;
Inexistência do sistema de saneamento básico;
Aniquilamento de políticas de prevenção;
Destruição da base dos princípios ético-morais da sociedade.
A retórica sobre o combate cerrado à corrupção foi simplesmente um apanágio para ludibriar e manipular a opinião pública nacional e internacional, porquanto seria impossível que um sistema corrupto fosse capaz de combater o fenómeno por si criado, pois, o próprio Regime vive e sobrevive através da corrupção: corrupção eleitoral, corrupção política, corrupção financeira, corrupção cultural, corrupção moral etc.

Além disso, foi violado o compromisso para a promoção da estabilidade, do progresso social e do bem-estar de todos os angolanos. Ao promover e consolidar a partidarização e o controlo directo ou indirecto, aberto ou velado, das instituições do Estado por um Partido político, o Presidente da República destrói, subverte e atenta contra o Estado democrático de direito.

Ao furtar-se ao cumprimento da Constituição e das Leis que asseguram a boa governação para promover políticas erradas de governação e bloquear a fiscalização dos seus actos de governação pelos órgãos competentes do Estado, o Presidente da República em funções, enquanto Titular do Poder Executivo, tornou-se no único responsável político pela crise geral de governação que o País vive. Ele é o principal responsável político pelas altas taxas de desemprego, pela fome generalizada, pelo aumento constante e insustentável dos preços e também pelo aumento imparável da Dívida Pública. Estes aumentos beneficiam o Regime que faz negócios monopolistas com o Estado e alimentam o empobrecimento estrutural e contínuo dos angolanos, das famílias e das empresas.

A Constituição da República passou a ser utilizada, não como fundamento para o exercício do poder republicano, mas como instrumento para manter o poder oligárquico. E, deste modo, subverter o sistema constitucional de governo da República de Angola.
Foi nestes termos que 90 Deputados à Assembleia Nacional, em nome e em representação de todos os angolanos, e utilizando os poderes que a Constituição confere, assumiram a proposta de iniciativa dos processos de acusação e destituição do Presidente da República, apresentando um Requerimento com as razões da destituição, mais de 170 provas documentais e 10 testemunhas.

A Presidente da Assembleia Nacional decidiu não registar o documento no Diário da Assembleia nem o distribuir para conhecimento e apreciação dos Deputados. Ainda assim, agendou uma reunião para sábado, 14 de Outubro de 2023, com o único objectivo de criar uma Comissão Eventual para elaborar o Relatório Parecer inerente à Proposta de Iniciativa do Processo de Acusação e Destituição do Presidente da República.

A afirmação tornada pública segundo a qual a Assembleia Nacional “deliberou” “rejeitar liminarmente a Proposta de Iniciativa do Processo de Acusação e Destituição do Presidente da República” é falsa. E, por ser falsa, criou um contencioso que o GPU submeteu ao Tribunal Constitucional para decisão. O processo está lá, até hoje, a aguardar decisão.

É nossa convicção que, nestes últimos meses, entretanto, muitos dirigentes do MPLA leram o Requerimento e viram as provas irrefutáveis de violação da Constituição que ele contém. Concluíram que a crise está a piorar a cada dia que passa, a pobreza, o desemprego e a fome aumentam todos os dias, a criminalidade também aumenta, em especial a roubalheira, quer a grande roubalheira, por via dos contratos públicos, quer a pequena, nas empresas, e nos bairros. Sentem que o Presidente precisa de ser travado, para não continuar a afundar o País. Sabem que a vontade pelo terceiro mandato está lá, mesmo que o líder não a manifeste directamente, porque não pode.

No fundo, muitos dirigentes do MPLA terão concluído que Há mesmo razões bastantes para a Destituição do Presidente da República.

Consequentemente, aumentaram as críticas abertas ao Presidente e novos candidatos à liderança do MPLA começaram a emergir agora, em 2024, cerca de dois anos antes da data aprazada para o Congresso.

Em Maio último, a imprensa noticiou que o MPLA realizaria um Congresso Extraordinário neste ano de 2024. Dias depois, o seu porta-voz declarou que não estava nos planos do Partido qualquer possibilidade de um Congresso Extraordinário neste ano. Um mês depois, a 21 de Junho, o mesmo porta-voz veio anunciar que, afinal, haverá mesmo um Congresso Extraordinário neste ano. Tudo indica que o referido Congresso deverá eleger um novo presidente do MPLA, antes do término do mandato do Presidente em funções, em 2026. É esta a natureza da crise de liderança no MPLA.

Angolanas e Angolanos,
Senhoras e Senhores Jornalistas,
Pela segunda vez desde a Independência, um Presidente do MPLA será substituído a meio do mandato. Será por vontade própria? Ou foi forçado pelos seus pares? Pela segunda vez, a partir de Dezembro próximo, Angola viverá um período em que o Chefe de Estado e do Governo não será o Presidente do MPLA.

Como será a coabitação? Que agenda vai o Presidente da República executar? Vai adjudicar alguns contratos aos outros membros do Regime ou vai continuar a beneficiar apenas os seus apoiantes e bajuladores?

Vai abrir a Comunicação Social Pública ao pluralismo e à democracia ou vai continuar a colocar os Órgãos Públicos de Comunicação Social ao serviço do Partido do Regime? Vai tratar os Partidos políticos todos como iguais ou vai continuar a privilegiar o seu Partido? Quem vai dirigir o Grupo Parlamentar do MPLA: o Presidente do Partido ou o Presidente da República?

São estas, em nosso entender, as questões importantes do Estado da Nação que os angolanos devem discutir no espaço público, incluindo, naturalmente, as redes sociais. Há muitas perguntas no ar, muitas incertezas, muita expectativa. Haverá certamente um novo momento político no País, que, se for bem aproveitado, Angola poderá dar um salto para frente, rumo à mudança positiva.

É neste quadro de incertezas, ansiedade e temores que surge o anúncio da nova divisão político-administrativa da província de Luanda. Está claro que é só para distrair as pessoas da questão essencial, que é a crise de liderança, a crise de governação, a crise económica e social que assola o País.

Povo Angolano,
O Regime está desorientado, já não sabe o que fazer.
Ora são aeroportos sem aviões, ora são muros instantâneos e milionários, ora são autocarros de $ 600 mil, ora é o aluguer milionário de aviões de luxo, ora são divisões administrativas de províncias ou municípios sem fundamento nem cabimento!

Numa sociedade sem serviços mínimos, onde as pessoas não têm comida nem água potável, as pessoas morrem de fome, com altos índices de delinquência, inflação galopante, custo de vida insustentável, miséria por todos os cantos, justiça corrupta, saneamento básico deficitário, estradas esburacadas, qual é o benefício concreto de haver mais um traçado no mapa que se chame província?

Com mais uma província no papel, será que as pessoas vão passar a ter mais comida em casa? A qualidade da educação vai melhorar? A inflação vai baixar? Os salários e as pensões vão aumentar? A corrupção vai diminuir? Certamente que não. Por isso, não façamos o jogo do Regime. Não nos deixemos distrair com banalidades. Quantas vezes a divisão administrativa da província de Luanda já foi alterada?

Desde a Independência, já houve quatro (4) alterações, e nenhuma delas melhorou as condições de vida das pessoas.

A primeira alteração foi aprovada pela Lei n.º 3/80, de 26 de Abril, que criou a Província do Bengo. O seu objectivo declarado era “melhorar a direcção unitária da capital, estabelecer uma ligação directa das suas instituições com o Governo, bem como criar as estruturas administrativas necessárias para dinamizar a Reconstrução Nacional na capital, activar os serviços locais, melhorar as condições habitacionais, de sanidade, de higiene e aumentar a segurança e a vigilância em todos os domínios”. Já lá vão 44 anos, e o objectivo não foi alcançado.

A segunda alteração aconteceu em 2011, com a aprovação da Lei n.º 29/11, de 1 de Setembro, que alterou a divisão político-administrativa das Províncias de Luanda e do Bengo e a sua delimitação territorial. Foi aí que os municípios de Icolo e Bengo e Quiçama passaram a integrar a província de Luanda. Teve algum impacto na melhoria das condições de vida das pessoas? Certamente que não.

A terceira alteração ocorreu em 2016, através da Lei n.º 18/16, de 17 de Outubro, que criou os municípios de Kilamba Kiaxi e Talatona.

Agora, em 2024, quando o País inteiro estava à espera da implementação efectiva das Autarquias Locais em todos os 164 municípios do País, o Partido-Estado fez aprovar a quarta alteração administrativa da província de Luanda, no quadro do Objectivo 3.2 do seu Programa de Desconcentração e Descentralização Administrativa, que prevê a criação de apenas duas novas províncias e passou a dividir Luanda em 23 municípios, no lugar dos nove actuais.

Porém, mesmo antes da lei ter sido discutida na especialidade, e já depois de o Grupo Parlamentar da UNITA ter apresentado o Projecto de Lei de Institucionalização Efectiva das Autarquias Locais para todos os 164, surge este anúncio de mais uma alteração à divisão político-administrativa do País, só para evitar o debate autárquico e distrair as atenções dos cidadãos da crise de liderança que o Regime enfrenta.

Povo Angolano,
Estimados Jornalistas,
O Regime está profundamente dividido, sem agenda, sem legitimidade e sem qualquer capacidade para continuar a governar. Já não está a pensar no País, porque, se estivesse, teria posto já as autarquias a funcionar e, pelo menos, estaria aliviada a pressão sobre o Presidente da República.

O Presidente da República deve estar a atravessar uma crise de confiança, um daqueles momentos da vida em que a pessoa já não sabe quem está consigo e quem não está. Todos aparecem a sorrir, mas você não sabe se é o riso da bajulação, da falsidade ou da traição.

Mas é preciso garantir que todo este processo decorra em paz e em fraternidade. Somos todos irmãos e queremos o melhor para o nosso País. É Angola que está em causa. A segurança pessoal de todos deve estar garantida. As ideias, as propostas e as diferenças devem continuar a ser discutidas com respeito e elevação.

Quanto à crise de liderança, esperamos pelo veredicto do Tribunal Constitucional e continuaremos a trabalhar junto dos colegas do Grupo Parlamentar do MPLA para que tenham a coragem de fazer o mesmo, colocando-se abertamente do lado certo da História, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição.

Desejamos sinceramente que o MPLA seja bem-sucedido na sua primeira experiência eleitoral de organizar eleições transparentes com candidaturas múltiplas e que transforme a crise actual numa oportunidade para democratizar a si mesmo e consequentemente desbloquear o processo de democratização de Angola.

Deus abençõe angola.

Luanda, 27 de Junho de 2024

O Grupo Parlamentar da UNITA

L.i.m.a - actividades
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que discursou no acto central das comemorações dos 52 anos de fundação da LIMA, realizado sábado, 22 de Junho, no município do Cazenga, em Luanda, reconheceu que o seu partido não teria chegado onde se encontra sem a participação da LIMA.

“E, nunca é demais repetir todo nosso reconhecimento, todo nosso agradecimento. Não teríamos chegado aqui, sem a participação da mulher, sem a participação da LIMA”.

Durante a sua intervenção, o Presidente da UNITA referiu que o papel e a participação da mulher começou em algumas áreas, àquelas que muitos pensavam que eram especialmente melhor destinadas à participação da mulher: à educação, à assistência social, à assistência na saúde, afirmando que com o evoluir, as mulheres foram trabalhando em todas as áreas.

Na ocasião defendeu que o país começou há muito tempo a reivindicar direitos, liberdades e a reivindicar dignidade há muitos séculos, antecipou o período dos movimentos de libertação e são muitas as heroínas que fazem parte da história do nosso país.

Adalberto Costa Júnior realçou a mudança a um novo contexto de luta das das mulheres nos dias de hoje, considerando ainda assim, que não se pode abdicar da participação específica, diferenciada, única, impossível de competir da mulher na conquista dos desafios grandes que Angola ainda apresenta nos dias de hoje, que o líder da UNITA considerou serem imensamente grandes.

O líder da maior força política na oposição em Angola, considerou que as mulheres continuam ser as mais sacrificadas da nossa sociedade, desde o sustento para os seus lares, sobre quem cai a responsabilidade da educação, da busca pelo alimento, até a luta pela autossuficiência.

O Presidente da UNITA defendeu que 80 por cento da economia do país é sustentada pelas mulheres através do trabalho informal, um trabalho de quem não tem defesas, de quem não tem contratos, não tem um salário fixo, trabalha individualmente, não tem protecção social; muitas vezes não protecção de segurança, não têm horário, não emprega terceiros.

Adalberto Costa Júnior, Presidente da UNITA, apelou ainda no quadro do reordenamento e o fim da venda ambulante em Luanda, às autoridades angolanas através da polícia nacional, a respeitarem as mulheres, e pondo termo aos actos de desumanidades as vendedoras e seus negócios, afirmando que, na regulamentação que nós temos vindo a acompanhar não puna quem tanto faz para nos alimentar, que tanto faz para nos educar, tanto faz para manter as dinâmicas desta sociedade; tenhamos a sensibilidade e o coração de tratar as nossas mamãs com respeito, educação, humanismo.

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apelou a que as autoridades angolanas deixem de regulamentar na insensibilidade, de correr com as mamãs, com as kinguilas, de pontapear os produtos; de roubá-las ou de prendê-las.

Adalberto Costa Júnior qualificou de muito negativa a situação económica actual que o país atravessa, sustentando que, o país tem uma maioria do nosso país a enfrentar um desafio que é muito triste, numa Angola tão rica: a fome, a miséria, a extrema pobreza, o desemprego, a falências das empresas; este drama é vivido pelo nosso povo, também pelos nossos empresários; por aqueles que se habituaram a assumir riscos, a partir para desafios, a arriscar os seus próprios fundos e que enfrentam hoje dificuldades extremas; e que merecem todos eles a nossa solidariedade e a nossa atenção.

Durante a sua intervenção, o Presidente da UNITA classificou o seu partido de constituir um grande exemplo de democracia, constatada nos congressos de múltiplas candidaturas realizados pela sua força política, que se estendem às organizações de massas do partido, nomeadamente a LIMA e JURA.

O líder do maior partido na oposição no país falou também da falta de separação de poderes, da proposta do governo sobre a divisão político-administrativa do país e da província de Luanda, do anunciado Congresso Extraordinário do partido no poder, a pretensão de um terceiro mandato pelo Presidente da República e do MPLA, das violações da constituição pela Assembleia Nacional, bem como sobre os contratos simplificados autorizados pelo Presidente da República, João Lourenço, e defendeu o diálogo entre o governo o povo implementação de questões que mexem com a vida do cidadão.

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Quinta-feira, 18 de Julho de 2024