UNITA - ANGOLA
O regime angolano manifestou irritação com algumas empresas baseadas, em Benguela, por terem aceite fazer prestação de serviços para hospedagens, rente-A-Car, e montagem de material para um comício da UNITA, realizado neste final de semana, naquela localidade, em homenagem ao nascimento de Jonas Savimbi.
21/11/2022
Sob o lema: “Perseverar para vencer”, nos dias 18 e 19 de Novembro de 2022, nas instalações do Partido no SOVSMO, em Luanda, teve lugar a II Reunião Ordinária da Comissão Política da UNITA.

A II Reunião da Comissão Política da UNITA teve o seu início com um Programa de Abertura cujo ponto mais alto foi o discurso de abertura proferido pelo Presidente do Partido, Sua Excelência Adalberto Costa Júnior que agradeceu a todos os angolanos pela sua maturidade e participação nas eleições, ao apoiarem de forma expressa o programa apresentado pela UNITA e pelos seus parceiros da Frente Patriótica Unida.

O Presidente Adalberto Costa Júnior agradeceu igualmente o trabalho desenvolvido pelos membros da Comissão Política que, ao nível de todo o país, não se pouparam a esforços para corresponder à expectativa das populações, não obstante tudo o que se tinha passado durante a pré-campanha e a campanha eleitoral em que a UNITA teve de lutar contra um partido que utilizou todo o aparelho do estado.

Depois de dois dias de acesos debates, a Comissão Política chegou às seguintes conclusões:
1. Sobre a vida político-partidária
1. Reconhecer que, depois da realização do XIII Congresso Ordinário do Partido, a UNITA viveu uma situação de ataque político permanente do regime com o recurso a todo o aparelho do estado;
2. Felicitar o enorme trabalho político implementado pelos membros da Comissão Política que, apesar das adversidades criadas pelo regime, conseguiram manter-se unidos na defesa dos ideais do Partido e do Povo Angolano;
3. Trabalhar afincadamente para a realização das eleições autárquicas em 2023 e em todos os Municípios, como foi prometido a todos os angolanos pelo próprio chefe do executivo, aquando da sua campanha eleitoral;
4. Prosseguir com o trabalho de concertação com a sociedade civil no sentido de se aumentar a sua participação, rumo ao progresso da nação;
5. Reiterar a vontade política de todos os membros da Comissão Política, em como a UNITA continuará a trabalhar por uma Angola democrática, desenvolvida e igual para todos;
6. Aprovar o lema do Partido para o ano de 2023, como se segue: “2023 - Ano da Defesa da Democracia Participativa para o Desenvolvimento Sustentável”;
7. Manter o calendário político interno da UNITA previsto estatutariamente para os próximos anos: Congresso da JURA em 2023, Congresso da LIMA em 2024 e Congresso do Partido em 2025, todos eles obrigados a respeitar escrupulosamente as múltiplas candidaturas como forma de se reforçar a maturidade e a democracia internas;

2. Sobre a vida política nacional
1. Continuar a luta por uma verdadeira democratização do país, de modo a que haja um desenvolvimento económico e social sustentável que orgulhe todos os angolanos;
2. Responsabilizar o executivo angolano pela situação miserável em que se encontra uma parte significativa da população angolana;
3. Solidarizar-se com a luta dos professores, dos médicos, dos enfermeiros, dos profissionais da TAAG e de outros trabalhadores angolanos que, através dos seus Sindicatos, lutam pela melhoria das suas condições de vida, em prol dos interesses de todo o Povo Angolano.

4. Denunciar a falta de vontade política do executivo angolano em criarem-se políticas a favor do trabalho e dos desempregados;
5. Solidarizar-se com os cidadãos angolanos marginalizados que se encontram abandonados nas cidades, nas vilas e nos campos, sem possibilidades de poderem beneficiar das imensas riquezas de que o país disfruta;
6. Exigir do executivo angolano a tomada de medidas adequadas capazes de responder ao facto de neste momento haver no país mais de 3 milhões de crianças fora do sistema de ensino;
7. Denunciar a perseguição política perpetrada nalgumas Províncias do País pelo regime através de instituições públicas contra vários cidadãos que, no exercício do seu direito de cidadania, no decorrer das recentes eleições participaram em actividades a favor da alternância de poder;
8. Solidarizar-se com os cidadãos que, sem nenhum respeito do executivo angolano, viram as suas casas destruídas por um processo desumano de demolição;
9. Denunciar a captura pelo executivo angolano do programa Kwenda financiado parcialmente pelo Banco Mundial, direcionado ao combate à pobreza e que serviu vergonhosamente para a compra de votos nas últimas eleições;
10. Assinalar o 28º aniversário do Protocolo de Lusaka, instrumento fundamental e vitalício de paz, democracia e reconciliação nacional dos angolanos, o qual introduziu na agenda política a questão da reconciliação nacional cujos pendentes permanecem por cumprir até hoje, nomeadamente: a conclusão do processo de reinserção dos antigos combatentes e a devolução do património da UNITA ocupado pelo governo.
3. Sobre a situação política internacional
1. Apoiar os esforços da comunidade internacional tendentes a reduzir a emissão de gases com efeito estufa de modo a permitir-se a conservação do ambiente, para a preservação da vida com sustentabilidade;
2. Encorajar os beligerantes dos conflitos do Tigray e do Leste da República Democrática do Congo a negociar de modo a se obter resultados consistentes e duradoiros para a paz;
3. Reiterar o posicionamento político expresso pela UNITA em Março de 2022 no sentido de que a guerra provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia encontre uma solução política por negociações directas entre a Rússia e a Ucrânia, apoiadas pela comunidade internacional.

A II Reunião Ordinária da Comissão Política aprovou uma Moção de Confiança ao Presidente do Partido, reconhecendo a forma brilhante como liderou a defesa da UNITA e como conseguiu resistir aos ataques políticos virulentos contra si e contra o Partido. Essa Moção foi aprovada por unanimidade com 243 votos das pessoas presentes.
A Comissão Política encerrou os seus trabalhos num ambiente de concórdia e grande solidariedade política em prol de um país verdadeiramente democrático e igual para todos.

Luanda, 19 de Novembro de 2022

A II Reunião Ordinária da Comissão Política da UNITA

Em destaque
15/11/2022
03/11/2022
A independência de Angola, que é um direito inalienável de todos os povos, foi sonhada e alcançada ao preço de muitos sacrifícios ao longo de lutas seculares. Ela deve ter como substância, em primeira instância, o resgate de tudo, de essencial, que, ontem, o colonialismo usurpou e destruiu isto é, a terra, a cultura e a liberdade.
Sob o lema: UNITA-Avaliar, Perseverar e Crescer para Vencer, realizou-se a Segunda reunião Ordinária do Comité Provincial do Partido na Huíla, presidida pelo Dr. Augusto Samuel, Secretário Provincial, membro do Comité Permanente da Comissão Política e Deputado Assembleia Nacional;
Foram detidos pelo SIC, nesta segunda-feira, 21, na província da Lunda Norte, dois jovens, cidadãos nacionais, com idades compreendidas entre os 23 e 44 anos, acusados de terem morto o seu próprio tio, de 68 anos, no município de Capenda-Camulemba, por suspeitas de ser um feiticeiro.
O Sindicato Nacional dos Professores decretou hoje, 23, greve a nível de todo território nacional nos estabelecimentos públicos de ensino. As causas apontadas são os baixos salários, a falta de subsídios de isolamento, a redução dos descontos do Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT), incremento de subsídios de transporte e a criação de melhores condições de trabalho.
A capital de Angola, Luanda, vive hoje, 22, um clima agridoce, segundo contam os citadinos ouvidos pelo Correio da Kianda. Em causa está o enterro do ícone do kuduro, Gelson Caio Manuel Mendes “Nagrelha” e a chegada da selecção sénior feminina de andebol ao país, depois de conquistar o 15º titulo continental.
Continuam pelo mundo as homenagens ao kudurista Gelson Caio Manuel Mendes “Nagrelha” falecido na última sexta-feira, 18. Desta vez foi a equipa do Al-Hilal do Sudão a juntar-se à onda de homenagens em memória do astro do kuduro.
O Sindicato Nacional dos Professores e Trabalhadores não universitários condenou recentemente à Rádio Despertar a suspensão por tempo indeterminado do professor Diavava Bernardo, da Escola 5008, Em Luanda, no Município de Viana, Estalagem, por ter promovido uma manifestação de alunos que exigia a colocação das carteiras alunos daquela Instituição, o que obrigou o governo a resolver o problema após a ocorrência.
A defesa do ex-funcionário das finanças da Casa Civil do Presidente da República, Pedro Lussaty, contesta a decisão do Tribunal, que condenou o seu constituinte a 14 anos de prisão efectiva, na quinta-feira, última 10 de Novembro de 2022, no Tribunal da Comarca de Luanda, logo após a sentença, por entender não corresponder os dados e provas verificadas durante as sessões de julgamento.
Eco do Partido
Campo do militante
Segundo o Club-k na sua edição desta terça-feira, 03 de Agosto de 2021, se fosse vivo, Jonas Savimbi faria hoje 87 anos. A falta de água potável, de estradas e de saneamento básico sempre foi atribuída ao fundador da UNITA. Houve alguma mudança em Angola desde que o líder da oposição morreu?
No limiar do ano 2001, Jonas Savimbi tinha um plano de paz bem assente e por isso chamou para ir ao seu encontro o General Lukamba Gato que se encontrava nas áreas do Lwandu (a Sudeste da província de Malanje), para em conjunto com o General Dembo, Mais Velho A. Sakala e os outros membros da Direcção do Partido e das FALA que já se encontravam na caravana presidencial, e os representantes no exterior esmiuçarem e materializarem esse plano.
Intolerância
Palavra do Presidente
A posição foi manifestada pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, na abertura II Reunião da Comissão Política da organização política, realizada na semana transacta (18 e 19 de Novembro), em Luanda, numa reunião em que a maior força política na oposição angolana fez o balanço da participação da força política nas eleições de 24 de Agosto, bem como analisou a situação interna da organização política e asituação actual do país.

“Desta vez nós sentimos mais do que antes, indiscutivelmente, que os angolanos votaram naqueles programas que podiam realizar o seu sonho e a sua dignidade e, votaram massivamente. Houve deslocação histórica ou emocional partidária nestas eleições. É indiscutível e tivemos um diferendo eleitoral que tivemos, tivemos o contencioso eleitoral que tivemos, mas as instituições partidárias decidiram atribuir um vencedor, que nós não estamos de acordo”.

“Temos as provas, eu não disse que tínhamos as provas, temos as provas e continuamos a ter as provas. E a nossa África, através do nosso acto, a nossa Angola, repetiu mais uma vez um roubo da vontade popular. Quero dizer que nós tínhamo-nospreparado para contornar. Não tivemos o tempo todo, mas não vamos desistir da maneira nenhuma”, disse o líder da UNITA, defendendo que o seu partido vai trabalhar com afinco para a realização das Eleições autárquicas no país em 2023.

“Actualizamos o nosso programa estratégico que vai ser o referente dos nossos actos neste ciclo que agora se inicia. Vou repeti-lo, internamente, mas não tenho problema nenhum em repeti-lo para o país, que tem pelo caminho referentes estratégicos essenciais, as nossas autarquias locais.Nós não nos vamos cansar de trabalhar para a realização das autarquias, não vamos não.

Para o responsável, “nós não temos condições de arrumarmos devidamente o país que temos, de correspondermos a esperança de empregabilidade, de desenvolvimento, de segurança, de educação, de energia, de boa estrada, se não tivermos os municípios com legitimidade do cidadãoeleger os seus dirigentes. Este é um governo autónomo e complementar que assusta os regimes ditatoriais, assusta os regimes que não respeitam a democracia. As autarquias devem ser realizadas e devem ser realizadas em 2023. Não é uma promessa minha não”.

Sobre o excedente nos preços do Petróleo que Angola regista, o líder da UNITA disse que, “O diferencial entre o preço que está no orçamento geral do Estado, e o preço de venda permite a acumulação de milhares de milhões de dólares ao nosso governo, ao nosso Tesouro, e estes milhares de milhões ou estes milhões de dólares acumulados não estão visíveis no orçamento e têm que estar visíveis nas prestações de contas do nosso governo. Não foi feito nenhum orçamento retificativo como deveria fazer qualquer governo sério e transparente e os especialistas falam em cerca de onze mil milhões de dólares! É muito dinheiro”.

“Angola passou ao lado de uma oportunidade de desenvolvimento com o boom petrolífero que teve no início do ano 2000, e hoje nós estamos a pedir e vamos exigir e fiscalizar que não passemos de novo ao lado desta estra extraordinária condição de investirmos em infraestruturas, de investirmos em bens e serviços que sirvam efetivamente os angolanos todos, e não em ordens de saque contínuos, em contratação simplificada contínua, que leva a desperdícios extraordinários e a perda de oportunidades de podermos garantir maior segurança às gerações vindouras”, disse Adalberto Costa Júnior que, na ocasião, apresentou os desafios da actual governação e da presente legislatura.

“E eu vou terminar para dizer que os desafios do mandato são muito grandes, mas nós devemos fazer tudo para no final termos de facto uma Angola mais democrática, uma Angola com o poder local realizado, um poder local verdadeiro, uma Angola com as reformas incontornáveis e necessárias para permitir o desenvolvimento”.

“Não é possível termos desenvolvimento sem as liberdades. Não é possível termos o desenvolvimento sem as democracias. Não é possível termos o desenvolvimento sem o Estado de direito. Não é possível termos o desenvolvimento com um Estado partidário, com as instituições partidárias a prevalecer”, afirmou o responsável partidário.

“Não é possível ter desenvolvimento com alteração das prioridades, com os partidos sobrepostos ao país não é possível. E eu estou convencido que para realizar estas reformas é preciso vocação, vontade política, sacrifício e entrega. Mas nós vamos fazer tudo para ajudar quem se encontra na governação a ir de encontro às esperanças e as expectativas do nosso povo”, disse Adalberto Costa Júnior.

grupo parlamentar 
O Plenário da Assembleia Nacional (AN) “chumbou”, esta quinta-feira, um requerimento do Grupo Parlamentar da UNITA, solicitando um voto de protesto contra actos alegadamente praticados contra a cidadã Ludmila Pinto, esposa do jornalista e activista Cláudio Pinto.

O “chumbo” teve lugar durante a 2ª Reunião Plenária Ordinária da 1ª Sessão Legislativa da V Legislatura da AN, orientada pela presidente deste órgão de soberania, Carolina Cerqueira.

O deputado Esteves Hilário, do MPLA, disse, a propósito, que se o plenário votasse favoravelmente o requerimento da UNITA, seria aberto, na história do Parlamento, um precedente absolutamente preocupante.

Para o deputado, num país com mais de 30 milhões de habitantes há indivíduos que diariamente são vítimas de assaltos, notando que esses indivíduos são tão cidadãos quanto a cidadã que foi objecto deste requerimento".

Aclarou, contudo, "que isto não quer dizer que não nos solidarizemos com a situação".

Na óptica do deputado, a Assembleia Nacional não é e não pode ser tratada como uma esquadra policial, onde os cidadãos fazem queixas sobre factos que lhes tenham ocorrido.

De igual modo, o deputado Paulo de Carvalho, também do MPLA, ressaltou que o grupo parlamentar do seu partido é também contra a violência, para quem o assunto em apreço não é de natureza política, "é um assunto que deve ser encaminhado às autoridades policiais".

"Todos nós estamos sujeitos à violência por parte de quem quer que seja, nós próprios ao nível do nosso Grupo Parlamentar tivemos, em tempos, um caso de um deputado que foi raptado e, recentemente, este ano, o caso de um deputado que foi baleado", aferiu.

O deputado espera que, no caso do requerimento apresentado pela UNITA, as autoridades policias façam devidamente o seu trabalho.

Segundo o requerimento, a cidadã Ludmila Pinto, esposa do jornalista e activista Emanuel Pinto, foi vítima de perseguição e três agressões físicas (esfaqueamento) com objectos cortantes.

A última agressão, nota o documento, ocorreu no dia 21 de Novembro deste ano em plena luz do dia, na via pública.

L.i.m.a - actividades
ECOS DE COLINA MEMÓRIAS E TESTEMUNHOS
Segundo divulgou-o recentemente na sua página do facebook da LIMA, “Ecos de Colina Memórias e Testemunhos” é título do livro lançado,neste sábado, 29 de Outubro de 2022, na União dos Escritores Angolanos.

De acordo com a página da LIMA, “O livro lançado a titulo póstumo em homenagem a figura emblemática do país Angola e nosso glorioso Partido , em particular, o Hommem de letras, o Filósofo, Sociólogo, Homem de Cultura, Historiador e outras áreas do saber, Dr. Almerindo Jaka Jamba”.

Para a responsável da Comunicação e Marketing da LIMA, Cesaltina Kulanda, que “As nossas felicitações à família Jamba em particular à Dra. Miraldina Jamba e sua equpe, pelo empenho, esforço, fruto do grande e rico trabalho literário. A obra Ecos de Colina e um livro que vai ajudar a esclarecer a verdade histórica de Angola, no que os Acordos para a obtenção da Independência do nosso país, diz respeito e ate podemos dizer que se confundem o próprio personagem e muito mais sobre o nosso saudoso Dr. Jaka Jamba!”

Vale a pena adquirir e ler na íntegra o Ecos de Colina!
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Obra de Isaías Samakuva
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2022