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Discurso do Presidente Isaías Samakuva ao IV Congresso da JURA
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13/12/2018
Ministro das Relações Exteriores apresentou queixa contra Ex-Inspector que o acusou de Ludribriar o PR e favorecer “Marimbondos
O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, apresentou queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o antigo inspector da instituição que tutela, António Lima Viegas, que o acusou de ludibriar o Presidente da República, João Lourenço, e de ceder a pressões de “marimbondos” para o exonerar.

A informação foi avançada pelo procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, à margem da conferência “Corrupção – Um Combate de Todos para Todos”, realizada esta segunda-feira, 10, no Anfiteatro do Palácio da Justiça, em Luanda.

Segundo o responsável, António Lima Viegas ainda não foi notificado da queixa apresentada pelo ministro das Relações Exteriores.

Crítico em relação às acusações publicadas nas redes sociais por António de Lima Viegas, que diz ter sido exonerado por ter descoberto “um dos maiores ninhos de marimbondos” do Ministério das Relações Exteriores, Hélder Pitta Grós defende que as mesmas deveriam ter sido apresentadas à PGR.

Para além de reprovar a atitude do ex-responsável da Inspecção-Geral do Ministério das Relações Exteriores, o procurador-geral da República sublinhou que a PGR não pode investigar todas as denúncias que circulam nas redes sociais.

No caso de António de Lima Viegas – que liderou a “instrução de duas inspecções profundas e rigorosas” ao Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior e Serviços Consulares (ICAESC) e à Direcção de Recursos Humanos do mesmo ministério -, as denúncias sustentam que é a partir do MIREX “que há os maiores desvios de milhões de dólares que foram descobertos” no Estado.

“Não tenho dúvidas que um dos maiores buracos, ou mesmo o maior do País é no Mirex e nas Missões Diplomáticas e Consulares, “MDC”s”, nos países fronteiriços”, apontou o ex-inspector na mensagem divulgada nas redes sociais.

“O titular do Poder Executivo tem que saber que o ministro Manuel Augusto está a ludibriá-lo. À frente diz uma coisa e por trás faz o contrário”, garantiu o responsável, adiantando que se sente ameaçado.

“Resolvi efectuar a presente denúncia devido às graves irregularidades que vive o MIREX, e por outro lado porque a minha vida corre perigo”, disse.

Na mesma missiva, dirigida aos diplomatas e trabalhadores do MIREX, António Lima Viegas assume-se como “a primeira vitima da picada do marimbondo”, e reitera as acusações contra o titular da pasta.

“Senhor ministro Manuel Augusto, toda a gente sabe que você sofreu uma grande pressão do seu director de Gabinete, Salvador Allende, e do Secretário Geral, Agostinho Van-Dunem, que lhe encorajaram para tomar a decisão de me exonerar”, lê-se na missiva, na qual o antigo inspector sublinha que descobriu “um dos maiores ninhos de marimbondos existente no Ministério das Relações Exteriores”.

NJ

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grupo parlamentar - actividade
Alcides Sakala exige esclarecimento sobre incidente do Monte Sumy
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“Partido deste enquadramento jurídico-legal, já que o diploma em apreciação é sobre a liberdade de religião, crença e culto, gostaria que me fosse esclarecido o que ocorreu no dia 16 de Abril de 2015 no monte Sumy, na província do Huambo, onde se lamenta a morte de 9 agentes da polícia nacional e de milhares de angolanos barbaramente assassinados, seguidores da Igreja Adventista do 7 Dia, Luz do Mundo, fundada em 2002 por José Kalupeteka, dissidente da igreja adventista do 7 dia”.

“As imagens dos massacres do Monte Sumy são impressionantes pela sua brutalidade”, disse.

O Parlamentar questiona a posição do ministério público sobre o facto que viria a chocar a sociedade angolana.
“Agora que parece emergir alguma vontade de moralizar a sociedade, gostaria de saber se ministério público procurou aprofundar esta questão e por que é que se recusou a fazer um inquérito independente proposto por organizações da sociedade civil do nosso país”.
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L.i.m.a - actividades
Responsável deplora más condições de vida das Populações de Nambuangongo
Helena Bonguela trabalhou nos dias 20 e 21 de Outubro de 2018, nas aldeias de Kibunda e Cacuaco, na comuna do Zala, Município do Nambuangongo, província do Bengo, tendo no final manifestado a sua insatisfação pela falta de condições em que as populações daquelas comunidades estão votadas.

A presidente da LIMA, braço feminino da UNITA, que revelou a situação à comunicação social, reprovou também a insensibilidade das autoridades locais que terão retirado o material que tinha sido colocado num local para a construção de uma escola, por alegadamente maior parte de a população local ter depositado o seu voto ao Galo Negro, nas eleições de 2017.

“Contaram-me de que o governo, na véspera das eleições, colocou material, mas depois veio também retirar. Foi preciso reagir para que aquela escola se construa. É exactamente mais uma vez o esforço da população. Não tem hospitais na comunidade, não tem escolas na comunidade. As estradas são péssimas, as nossas casas são essas: umas meio-caídas em que não há condições de vida”, recordou a dirigente.

A responsável deplorou a falta de energia, água e de medicamento nos hospitais.

“Não temos luz eléctrica, nós tiramos água do rio, directamente para o nosso consumo. Esta água não é tratada, não é potável. Como é que podemos ter saúde, se depois adoecemos e não temos hospital com medicamento, o que é que este governo quer para este povo?”

Segundo a dirigente da Liga da Mulher Angolana, “Angola ainda não viveu mudança absolutamente nenhuma. Angola precisa de um novo rumo, precisa de uma nova vida. E, só é possível esse novo rumo, essa nova vida, com a UNITA no poder”.

Helena Bonguela criticou, igualmente o facto de a maioria dos antigos combatentes, viúvas e órfãos não usufruírem das pensões a que têm direito, por força da sua participação na luta de libertação nacional.

“A história nos diz que estas são áreas que, na era colonial lutaram contra o colono português. Os nossos avós, os nossos pais, aqui pegaram em armas para correr o colono, porque queríamos que Angola fosse governada por verdadeiros angolanos. Mas é essa parcela do país que está abandonada simplesmente”.

“Não há para o antigo combatente; uma pensão condigna. Não há pensões, os papás estão aqui, as mamãs mais velhas estão aqui. Não pensões daqueles que libertaram a pátria. Não há pensões. Acredito, temos aqui um número elevado de viúvas e órfãos de guerra: Não têm pensões de sobrevivência”.
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