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I. Samakuva reúne-se com famílias dos militantes assassinados em Kassongue
No passado dia 22 de Março de 2014, uma comitiva da direcção da UNITA chefiada pelo Presidente do Partido, Isaías Samakuva deslocou-se ao município de Kassongue, com o objectivo de levar a sua solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos no massacre ocorrido dia 9 de Março do ano em curso.
18/04/2014
Pais real domina conversa entre José Eduardo dos Santos e Isaías Samakuva
É um prazer ter-vos de novo, sobretudo porque já faz muito tempo desde que não tivemos mais oportunidade para travarmos as nossas habituais conversas.

Na realidade, desde a última vez que estivemos aqui, o país conheceu vários desenvolvimentos, nos diversos sectores da actividade nacional. Gostaríamos de realçar os aqui, os desenvolvimentos que a vida politica do nosso país tem conhecido, tanto na Casa das Leis como fora dela, no discurso político dos dirigentes do país nas relações entre os angolanos, na base da sua diversidade politica, social e económica.

Também tivemos a oportunidade de viajar pelo pais de contactar jovens, adultos, homens e mulheres, jovens e anciãos. Nisso tudo, e com muita preocupação que constatamos que a situação social e económica dos cidadãos continua a ser de extrema pobreza e em sentido de degradação.

A falta de emprego, falta de prestação de serviços eficientes, tanto na saúde, na habitação e a falta de água, energia, transportes públicos, para além da constante subida do custo de vida, constituem um drama cuja solução não se vislumbra no horizonte da vida dos angolanos. Pior do que isso, nós constatamos também que a situação de segurança física do cidadão também degradou-se.

Por outro lado, nós constatamos que a atitude dos governantes em relação ao processo de reconciliação nacional, mudou. Ficamos com impressão clara de que o processo de reconciliação nacional acabou, foi anulado. Na realidade, as declarações do governantes ou de responsáveis do partido que sustenta o governo, passaram a reflectir claramente uma atitude que ignora completamente o espirito e a letra dos acordos de paz. Os governantes passaram a evocar mais os feitos de guerra com memoriais que se levantam aqui e acolá do que aquilo que deve contribuir para a consolidação do processo de reconciliação nacional. O processo democrático conheceu um recuo, que se fizeram sentir, tanto na Assembleia Nacional como nos outros sectores da vida nacional.

É perante esta situação, que a UNITA, na voz dos seus dirigentes, foi fazendo pronunciamentos, em várias ocasiões e em vários fóruns, públicos e privados, manifestando a sua preocupação, face a evolução que o país está a conhecer, questionando mesmo o papel dos dirigentes do pais face a esta situação tão perigosa para todos os angolanos.

Durante a reunião que tivemos com o Senhor Presidente da República, compreendemos que os nossos apelos, as nossas preocupações, sobretudo, aquelas que dizem respeito a necessidade e um diálogo permanente, amplo e abrangente para evitar que o país continue a viver a situação acima já referida, foram escutadas pelo Senhor Presidente da Republica , com quem passamos em revista diversos aspectos destas questões que o país vive.

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A reunião que reúne membros desse órgão de direcção da JURA, provenientes das 18 províncias do país, decorre sob o lema “JURA mais forte e persistente na luta contra a exclusão”. O secretariado provincial da UNITA no Kwanza Norte, sob testa do seu secretário provincial, Gabriel Venâncio de Barros, deu entrada ao governo provincial local de um documento que relata factos credíveis de exclusão social e intolerância política por parte de alguns compatriotas afectos a UNITA
Intolerância
Palavra do Presidente
As dez mentiras sobre a história política de Angola - Por Isaías Samakuva, Presidente da UNITA
“AS DEZ MENTIRAS SOBRE A HISTÓRIA POLÍTICA DE ANGOLA”

ENCONTRO COM AS COMUNIDADES ANGOLANAS NA EUROPA


Notas do Presidente da UNITA
Maio de 2013


Prezados compatriotas:

Quero antes de mais, agradecer-vos por se terem disposto a vir até aqui para conversarmos sobre o nosso país.
A diáspora é muito importante para a UNITA, porque sem vós a Nação não está completa. A maioria de vocês não reside aqui no estrangeiro por vontade própria. Foi forçada. O facto de 37 anos depois da independência e onze anos depois da paz militar muitos ainda não terem reconhecidos os seus direitos de cidadãos, não podem votar, não podem receber pensões, revela a verdade escondida da nossa história.

Revela que, apesar de certas transformações políticas e socias, a mudança social geradora de liberdade e justiça pela qual os angolanos vêm lutando nos últimos 40 anos, ainda está por vir.

Esta tarde eu proponho-me a dialogar convosco sobre o passado, o presente e o turo do nosso país. Pretendo, acima de tudo, ouvir as vossas preocupações e aspirações e apresentar-vos as linhas gerais da visão da UNITA para acabarmos com o sofrimento dos angolanos e construirmos todos juntos uma nova Angola para todos.

Proponho-me a iniciar este diálogo apresentando brevemente 10 MENTIRAS muito comuns sobre a história política angolana. A seguir darei a palavra a assembleia para ouvir as vossas preocupações, aspirações e sugestões para a construção do futuro.

Mentira número um – Houve uma guerra civil em Angola. A UNITA é a única culpada dessa guerra, porque queriam tomar o poder pela força.
Esta é uma grande mentira porque a guerra em Angola não foi uma simples guerra civil. Foi uma guerra internacional entre diferentes actores com interesses diferentes. Ela foi a " guerra quente da guerra fria" combatida pela comunidade internacional contra a comunidade internacional no solo Angolano, em detrimento da vida do povo angolano.

De 1976 a 2002, Angola era um campo internacional de batalha. Os norte-americanos lutavam contra os russos, os cubanos lutavam contra os sul-africanos; os angolanos lutavam contra os cubanos, russos e namibianos. Outros paises também participaram dessa luta na arena diplomática, incluindo o REINO UNIDO. Esta era uma luta de ideais. Um lado pugnava pela liberdade, democracia e mercado livre. Os outros queriam opressão e mercados controlados pelo Estado.

A dimensão civil da guerra-fria em Angola foi causada pelo MPLA, que não respeitou os Acordos de Alvor e recusou-se a organizar eleições. Foi o MPLA que tomou o poder pela força em 1975.

Mentira número dois - a guerra que já havia terminado em 1991, reacendeu em Outubro de 1992, porque A UNITA recusou-se a aceitar os resultados das eleições que foram declaradas livres e justas pelas Nações Unidas.

Isto é mentira porque a UNITA contestou as eleições de 1992, mas aceitou os seus resultados, embora manipulados atraves de uma carta assinada pelo seu lider, o Dr. Jonas Savimbi, em 15 de Outubro de 1992. Esta carta foi recebida pela Organização das Nações Unidas e faz parte dos seus arquivos historicos. Ele e referido na Resolução do Conselho de Segurança da ONU número 793 de 30 de Novembro de 1992.

Mentira número três - Angola tem instituições democráticas.
É uma mentira porque o processo de construção da democracia que comecou em 1992 está encalhado. Não houve transição efectiva dum sistema de partido único para um sistema multipartidario; duma cultura de guerra para uma cultura de paz.

Contudo, não existem instituições democraticas porque não há uma verdadeira democracia em Angola. Não há efectiva liberdade de imprensa. O sistema não permite a substituição democrática do governo nem a participação descentralizada dos cidadãos no exercício do poder, porque o regime não quer realizar eleições para o Poder Local.
Mentira número quatro - Há paz e estabilidade em Angola.

Não há paz social nem há estabilidade em Angola. Na verdade, o regime em Angola enfrenta as quatro dimensões de instabilidade: há protestos civis; há agressões politicamente motivadas; há instabilidade dentro so próprio partido no poder; e o seu ‘record’ de violção da Constituição, de violação dos direitos do homem e da promoção da corrupção generalizada, faz com que esse regime seja considerado ilegitimo e, portanto, instavel. O Chefe do Estado é o principal factor de instabilidade porque ele tomou conta do poder ilegitimamente e mantém-se no poder por 34 anos atravês de vários golpes de estado constitucionais. Ele controla o legislativo, o executivo, o judiciário, a economia, os media e também a Comissão Nacional Eleitoral.

Mentira número cinco - a oposição é fraca, e por isso não constitui uma alternativa viável ao actual governo de Angola.
Isto é mentira porque o regime não acredita na democracia. Eles acreditam que algumas pessoas nasceram para governar para sempre e outros nasceram apenas para estar na oposição para sempre. A oposição não tem acesso a espacos crediveis, tanto na rádio publica como na Televisão para expressar os seus pontos de vista. Além disso, criou uma oposição faz de conta de partidos satélites que fazem o jogo do regime. Nem todos os que se dizem da oposição se comportam como oposição. Mas nós não nos preocupamos porque nós não queremos ser oposição. Nós queremos ser governo para mudar Angola e resolver os problemas de todos os angolanos, principalmente os da diáspora.

O regime quer que o mundo acredite que não existe alternativa viavel ao seu governo. Para este efeito, o MPLA transformou Angola em uma República de uma só pessoa, que viola a Constituição, desvia os fundos publicos para fins privados, e em todas as eleições, manipula os resultados substituindo a vontade do povo expressa nas urnas pela sua própria vontade. Portanto, não joga limpo. Essas condições, quem é o fraco?

Mentira número seis – A cada dia que passa a influência da UNITA na política angolana está a diminuir.
Esta mentira é caricata porque as provas da influência da UNITA na política angolana estão à vista de todos. O próprio Presidente Jose Eduardo dos Santos admitiu que "a democracia foi-lhe imposta ". Foi-lhe imposta por quem? Não foi a resistência da UNITA?
Querendo ou não, Eduardo dos Santos teve de abandonar o sistema de Partido único. Teve de abandonar a ideologia da ditadura do proletariado. E quem lhe obrigou a abandonar? Não foi a UNITA? E onde está a República Popular de Angola?
Foi o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, fundador da UNITA, que obrigou o MPLA a abandonar o sistema de partido único. Foi a UNITA que lançou os fundamentos da República multipartidária de Angola, em 1992. Foi a UNITA que fundou, junto com o Governo, as Forças Armadas Angolanas. Foi a UNITA que trouxe para Angola a economia de mercado livre. É a UNITA que mantém a paz em Angola.
Esta semana mesmo, a Comissão Europeia considerou a UNITA como “o pólo de equilíbrio e de estabilidade para a vida em Angola”.

Mentira número sete – Não há liberdade de imprensa em Angola porque é preciso proteger o interesse nacional.
Esta mentira pode ser inferida das palavras do Senhor Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, proferidas há três dias, em Luanda, quando se comemorava o dia internacional da liberdade de imprensa.

A Televisão e a Rádio de todos nós não dão espaço à oposição democrática para criticar o governo. Os textos dos jornalistas que criticam o governo, são censurados. A imprensa do Estado não veicula o pluralismo político que caracteriza o Estado multipartidário consagrado pela Constituição. Esta é a realidade angolana. E o senhor Ministro quis insinuar que estes ataques aos direitos e liberdades fundamentais dos angolanos são feitos para se proteger o interesse nacional.

Nós respondemo-lo para dizer que o interesse nacional não é o interesse dos governantes. Toda a informação de interesse público deve ser divulgada nos órgãos de comunicação do Estado. Os bens titulados pelo Presidente da República e sua família por exemplo, no país e no estrangeiro, é uma informação de interesse público, e deve ser publicada. Eu já publiquei os meus.
Os negócios feitos pelas autoridades públicas com dinheiros públicos mas para benefícios privados, é uma informação de interesse público, e deve ser publicada.

As queixas crime contra o Presidente da República e seus colaboradores, é informação de interesse público que deve ser referida nos noticiários da TPA e da RNA.

Ao não veicular nenhuma informação crítica contra o Presidente da República, os órgãos públicos de informação estão a colocar o Presidente da República acima da lei. Estão a atentar contra o interesse nacional porque numa República ninguém está acima da lei.

O interesse nacional é o interesse público, é o cumprimento da Constituição. O interesse nacional é a liberdade de informação, é a verdade eleitoral, é a transparência governativa, é a prestação de contas; o interesse nacional é o contraditório na informação, a pluralidade na titularidade dos órgàos de informação. O interesse nacional não é ocultar os actos de corrupção dos que roubam o dinheiro ou os votos do povo.

Mentira número oito - Angola está no caminho certo porque regista uma taxa constante de crescimento económico. E para um país africano o crescimento económico é mais importante do que a democracia.

Se é verdade que Angola alcançou uma certa estabilidade macroeconómica, é importante lembrar que estabilidade macroeconómica não equivale a estabilidade social porque ela não reflete o bem-estar das pessoas. Temos uma economia em crescimento mas, com desempregados. Não pode haver crescimento sustentável gerado por desempregados. O atual modelo de desenvolvimento baseado no petrodolar não visa o desenvolvimento humano e não serve os interesses legitimos e as aspirações do povo angolano. A maioria do povo angolano quer a criação de empregos e um crescimento económico resultante de investimentos na educação, agricultura, indústria transformadora, saúde e habitação.

Mentira número nove- o MPLA e o seu Presidente ganharam as duas eleições, tanto a de 2008 como a de 2012.

(Conversar sobre as duas grandes dimensões da fraude).

Mentira número dez - a UNITA não tem experiência de governo e por isso não está preparada para governar Angola.

Ao explicar as razões desta mentira, vou falar-vos também sobre o programa da UNITA, aquilo que a UNITA se propõe fazer no futuro breve.

Enquanto é verdade, que a UNITA não tem experiência em má e corrupta governação, nós não queremos receber do MPLA este tipo de formação. Temos uma visão do renascimento de Angola e temos um programa de reforma do Estado para a construção de uma democracia sólida, para a erradicação da pobreza crónica e para reestruturação da economia.

Vamos abordar os cinco principais problemas da nação, atacando a sua origem. Vamos proclamar, desenvolver e adoptar programas de emergência nacional para a educação, saúde, habitação, emprego e segurança social. Estes cinco problemas constituem a principal causa da pobreza em Angola e o meu governo vai considerar a pobreza como questão de segurança nacional.
Para isso, estamos a desenvolver um modelo de governação local com plena autonomia para gerir os seus orcamentos e convocara eleições locais a nivel do municipio para a implementação do PNCP (Programa Nacional de Combate a Pobreza).

Vamos deixar bem claro a todos que, para nos, os verdadeiros inimigos do povo angolano são a falta de água potavel, a falta de saneamento básico, a falta de habitação, o desemprego, o analfabetismo, a malária, a tuberculose, a miséria, e o crime. Se estes são os inimigos da nação, então, para combaté-los deve-se atribuir a mesma proporção do orçamento que hoje é atribuida à defesa militar.

Iremos negociar uma solução pacifica, democrática e definitiva para o conflito em Cabinda.
Na selecção de pessoas para trabalhar e servir o país, como membros de um novo tipo de Estado e de governo, não seremos guiados por filiações políticas, raça ou qualquer outro tipo de predisposição. Teremos um governo de angolanos, e não um governo de um partido político. Vamos governar com tecnocratas e não só com políticos.

Minhas senhoras e meus senhores:

A UNITA está a construir uma coligação nacional para trazer em Angola uma mudança pacifica cultural e estrutural. Será uma mudança construida sobre valores morais e comuns, sem nenhum sentimento de vingança. Mudança que incluirá os nossos adversários, mudança baseada na reconciliação, na promoção da dignidade humana e na justica social para todos.

Não podemos garantir uma estabilidade politica e social douradora se continuarmos a viver num pais onde o papel do governo e subvertido, onde não ha instituições, se não - o próprio Presidente.

Muito obrigado.
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grupo parlamentar - actividade
Caiu a mascara sobre as autarquias e o medo que as mesmas causam ao MPLA
GRUPO PARLAMENTAR DA UNITA

6ª REUNIAO PLENARIA ORDINARIA DE 19 DE MARÇO DE 2014

Senhora Presidente em Exercício da Assembleia Nacional:

Em conformidade com o Artigo 164º da CRA, é à Assembleia Nacional e apenas a ela que compete legislar com reserva absoluta sobre determinadas matérias.

E uma dessas matérias, em conformidade com a alínea f) diz respeito às “bases do sistema de organização e funcionamento do poder local e da participação dos cidadãos e das autoridades tradicionais no seu exercício”. Não restarão dúvidas a quem quer que seja que é deste assunto que estamos aqui a tratar.

O Relatório-Parecer conjunto das 1ª e 4ª Comissões, começa por evocar, no seu ponto 5, o princípio da separação e interdependência de funções, consagrado – é verdade – na Constituição. E o ridículo começa justamente aqui, num parlamento que tem pautado a sua vivência numa verdadeira subalternização, relativamente ao poder executivo.

E o ridículo não para por aí. Os nossos colegas do MPLA, nessas duas c omissões de trabalho, sugerem, no ponto 6 do seu relatório-parecer, que esse princípio da “separação e interdependência de funções”, de que resultaria o “dever de cooperar”, não teria sido observado porque o proponente deste projecto de lei – no caso vertente o Grupo Parlamentar da UNITA – não teria estabelecido qualquer “consulta”, não teria trabalhado em “coordenação” com o Executivo do MPLA, que tem a função administrativa do Estado. Ou seja, nessa dificuldade de se libertarem dos velhos vícios do Estado centralizador, nesse misturar de conceitos, nessa confusão propositada entre Administração Local do Estado, previsto no Título V da Constituição, e o Poder Local, do Título VI da Lei Magna, os nossos colegas do MPLA estão a sugerir que nós, Deputados da UNITA, que queremos que se cumpra o estabelecido na Constituição relativamente à institucionalização do Poder Local, devíamos ir perguntar se o Titular do Poder Executivo, que não quer que esse Poder Local seja institucionalizado, se quer cooperar connosco na feitura do instrumento jurídico-legal que deve estabelecer as bases para que possa, enfim, ver surgir no país, o Poder Local. Vocês só nos dão motivos para ficarmos tristes. Percebe-se, por aqui também, a dificuldade que Vossas

Excelências nutrem em permitir que os angolanos acompanhem, em directo, o decorrer das sessões neste Parlamento. Pois, como mostrar o ridículo, o absurdo desta subalternização do parlamento em relação do Executivo? Como mostrar aos angolanos este verdadeiro “vergar da espinha dorsal” perante o único verdadeiro poder instituído no nosso país?»
“Estabelecer consultas prévias entre o Legislativo e o Executivo para a coordenação necessária à abordagem realista da matéria”, é o que Vossas Excelências sugerem no ponto 7 do “vosso” Relatório-Parecer com o apelido de “conjunto”. Esse blá-blá-blá significa o quê? Que devíamos ir ter com Sua Excelência o Titular do Poder Executivo para nos dizer que, de acordo com as suas conveniências, Angola e os angolanos ainda não reúnem condições para o estabelecimento do Poder Local? Que ainda não estão reunidas as condições para o “ganha tudo” a que estão habituados? Significa o quê? A conservação do poder sem limites e mesmo perante a violação de Regulamentos e de Leis?
Chega-se à triste conclusão de que, para além das “ordens superiores”, nada mais existe, neste regime. E é pena! Mas nós não vamos deixar de vos ajudar a pensar Angola no plural: onde existimos nós e existam também os outros! Os diferentes de nós!

Senhora Presidente em exercício da Assembleia Nacional,

A 1ª e a 4ª Comissões de Trabalho não ouviram deliberadamente o proponente. O Presidente da Assembleia Nacional autorizou a ausência de Luanda, dos Deputados da UNITA, em Jornadas Parlamentares no Uíge. O Regimento da Assembleia Nacional também diz que na 2ª semana do mês, as comissões especializadas não funcionam porque o Regimento atribui esta semana aos Grupos Parlamentares. Ora, reuniram exactamente na altura da ausência autorizada.

Senhores deputados, se não respeitam o regimento, ao menos deviam ter um mínimo de ética. Escolheram bem o momento para analisar a matéria por nós proposta. Essa proposta foi introduzida na Assembleia Nacional no ano passado, o Presidente da Assembleia despachou-o para as competentes Comissões para emissão de parecer, mas estas, como se tornou hábito, não cumpriram os prazos estabelecidos no Regimento, e decidiram reunir os deputados exactamente no momento em que o Grupo Parlamentar da UNITA se encontrava no Uíge, em Jornadas Parlamentares. Só por aí se pode ver que a intenção menos honesta. É a eterna vontade do monólogo na solução dos problemas.

O Ponto 11 do Relatório-Parecer chamado “conjunto”, que se diz ter sido aprovado, cito, “pelos membros presentes das duas Comissões”, alega que o anteprojecto de lei que o Grupo Parlamentar da UNITA propõe, volto a citar “sugere gastos avultados para o presente ano fiscal, não previstos no Orçamento Geral do Estado para 2014, pelo que não pode ser discutido”. A minha pergunta é a seguinte: onde é que está a novidade? O documento entrou o ano passado, antes da discussão do Orçamento Geral do Estado! E se agora as despesas não são previstas é porque quem manda não quer autarquias. As comissões não fazem o seu trabalho nos prazos exigidos por lei; para nos virem dizer: “Meus senhores as despesas não estão previstas, pelo que agora não podemos fazer mais nada”. É caso para dizer: “grande lata”! Gastam-se tantos milhões de dólares para coisas tão fúteis, tão ridículas, tão irrisórias e não há dinheiro para a Democracia, nem há dinheiro para a Reconciliação Nacional! Sim, os senhores têm se mostrado incapazes, sem vocação para realizar a Reconciliação Nacional. Meus Senhores, o país está atento e acreditem, vão-vos assacar responsabilidades.
Senhora Presidente em Exercício:

Aos angolanos não restam quaisquer dúvidas de que alguém bem conhecido não quer poder local aqui no país, pelo menos por enquanto. Disso não há dúvidas. A dúvida que ainda subsiste é saber se essa falta de vontade será o único propósito para sugerir a morte anunciada deste Projecto de Lei, ou se isso será parte de uma estratégia segundo a qual tudo o que não vem do MPLA e do seu Executivo é para chumbar, aliás, deve ser por isso que a Bancada do MPLA só viabiliza propostas do Executivo. Não apresenta propostas próprias. Digamos: Somos reféns do Executivo? A Assembleia Nacional é subserviente do Executivo?

É que temos estado a assistir, aqui neste Parlamento, a situações caricatas. Só para dar um exemplo, há pouco tempo trouxeram-nos aqui uma lei onde até a poluição sonora, do menino que toca música alta na rua, para Vossas Excelências era “branqueamento de capitais”. Apesar de todo o absurdo, de todo o ridículo, a lei passou, para tristeza dos angolanos. Quando uma outra força política propõe um diploma, ou é “plágio”, à MPLA, ou tem insuficiências e ilegalidades, também à MPLA. Se apenas pode passar o que é vosso, não voltam para a Assembleia do Povo porquê?

Nada na nossa vida é absolutamente irrelevante. Hoje fizemos um importante exercício político. Caiu a mascara sobre as autarquias e o medo que as mesmas causam ao MPLA!

Muito obrigado
Adalberto Costa Júnior
Presidente em Exercício do GPU.
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L.i.m.a - actividades
Mensagem da LIMA em memória ás vítimas de Kassongue
O nosso Partido, as nossas famílias, o Povo Angolano uma vez mais foram abalados pela triste notícia dos assassinatos ocorridos no passado dia 9 de Março nesta localidade de Kassongue.

Estamos aqui, para manifestarmos a nossa indignação e repulsa pelos tristes acontecimentos que enlutaram as famílias dos nossos irmãos e companheiros: Mariano Justino Ndavoka Secretário do Comité Local do Bairro 4 de Fevereiro, Mateus Malanga, José Nivete, e ferimentos graves causados à senhora Domingas Nakalende.

Estamos aqui, em solidariedade para com as famílias atingidas e dizer que a Liga da Mulher Angolana (LIMA) repudia com todo o vigor os assassinatos perpetrados por algumas pessoas afectas ao MPLA.

Em tempo de paz ninguém tem o direito de tirar a vida a quem quer que seja muito menos a cidadãos indefesos.

A LIMA apela às autoridades competentes no sentido de tomarem medidas responsabilizando os culpados e que a justiça seja feita.

Para que haja uma verdadeira reconciliação em Angola é preciso que as pessoas aprendam a viver e a conviver na diferença de ideias e de opiniões. É preciso olhar para o Angolano igual como irmão e não como inimigo.

Dizia o Presidente Samakuva e nós citamos: “a consolidação da paz militar em Angola, é principalmente obra da UNITA. É resultado da aceitação pela UNITA, de humilhações e sacrifícios e do outro lado da perspicácia e da fidelidade da UNITA aos compromissos irreversíveis que assumiu para manter a Paz, defender a liberdade e dentro dos limites impostos, praticar a Democracia possível sem ceder às provocações para evitar retrocessos”. Fim de citação.

A LIMA saúda o Sr. Presidente Isaías Henrique Ngola Samakuva, por uma vez mais dar-nos uma lição e um exemplo de dedicação e entrega total ao serviço do povo angolano. A vossa presença Sr. Presidente constitui um lenitivo e esperança de que convosco o Povo Angolano conhecerá uma verdadeira mudança, uma efectiva construção da Democracia e uma reconciliação nacional genuína.

Bem-haja a UNITA

Bem-haja o Povo angolano

Aos Mártires de Kassongue

Paz às suas almas!
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014