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“Nunca como hoje o país viveu tanta fome, tanta miséria, tanta insegurança”
Intervindo esta quinta-feira, 25 de Janeiro de 2024, na 3ª Reunião Plenária Ordinára da Segunda Sessão Legislativa da V legislatura da Assembleia Nacional, na leitura da declaração trimestral do seu Grupo o Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA fez uma radiografia da situação social, económica e política do país, afirmando que, nunca como hoje o país viveu tanta fome, tanta miséria, tanta insegurança.

“Angola vive um ambiente de degradação das instituições, empobrecimento das pessoas, das famílias e das empresas. A realidade é indesmentível, indefarçável e deplorável. Nunca como hoje o país viveu tanta fome, tanta miséria, tanta insegurança; tanta corrupção, tanta impunidade, tanta perseguição aos adversários políticos e tanto desespero”.

“Senão vejamos: temos mais injustiça e desigualdades, temos menos educação, temos menos saúde, temos menos poder de compra dos salários, temos menos rendimento para as empresas e famílias; temos mais dívida pública, temos mais fome para a maioria do povo, temos menos liberdade de imprensa e de expressão, temos mais desemprego, temos mais estado-partidário e menos cidadania”, expós o líder parlamentar.

“Temos mais propaganda institucional, temos mais assimetrias regionais, mais pobreza e mais miséria, temos mais autoritarismo e menos democracia. Temos mais buracos nas estradas, mais poeira, mais lamas; mas atenção: os angolanos não gostam de fazer turismo nestas condições. Atenção: os angolanos não gostam de fazer turismo nestas condições miseráveis, apenas os governantes”, acrescentou Liberty Chiyaka, tendo deplorado a situação saúde, da liberdade, a má governação, a parcial redistribuição da riqueza nacional, a ausência de verdadeira reconciliação nacional, entre outras questões.

“Senhoras e senhores deputados, o que o executivo não sabe ou não entende é que sem saúde não há desenvolvimento, sem liberdade não há democracia, sem boa governação não há justiça social; sem sensibilidade humana não há, respeito pela lei e com poder judicial dependente do poder executivo não há estado de direito; sem governação patriótica não há justa redistribuição da riqueza nacional sem a verdadeira Reconciliação Nacional não há igualdade de oportunidades, sem respeito pelos Direitos Humanos não há Estado Democrático, sem respeito pela vontade soberana do Povo expressa em eleições livres, justas, transparentes, democráticas e competitivas não há legitimidade nem credibilidade dos governantes”.

Referindo-se à proposta de Lei de Segurança Nacional do Presidente da República, João Lourenço, entregue à Assembleia Nacional, para o debate e eventual aprovação na casa das Leis, Liberty Chiyaka considerou que a segurança nacional não é garantida pela força das armas, e sim da consciência cívica de bem servir Angola e os angolanos.

“A segurança nacional não é garantida pela força das armas; a segurança nacional depende da consciência cívica de bem servir Angola e os angolanos, por via de instituições democráticas e comprometidas com a cidadania. Sem instituições democráticas, apartidárias, sem boa governação, sem justiça social e sem valorização dos quadros nacionais não há segurança nacional”.

O responsável parlamentar considerou a proposta do governação da Nova Divisão Político-Administrativa como via encontrada pelo partido no poder para negar aos angolanos a realização das autarquias locais em manutenção do poder a qualquer custo.

“A Divisão Político-Administrativa (DPA) não deve servir para esconder a decisão da liderança do MPLA de negar as autarquias aos angolanos. A DPA vem agora em socorro da decisão do partido de regime: fazer a manutenção do poder a qualquer custo! É o seu único programa, mesmo que tal exija negar o desenvolvimento, colocar o País na extrema pobreza, fazendo de Angola, a cada dia, um Estado repressivo perante o silêncio medroso e conivente dos senhores Deputados”.

“Quem nega realizar as autarquias em 164 municípios e quer impor o gradualismo com 164 municípios, certamente, não está a ser sério ao pretender aumentar para 325 municípios! Trata-se de uma tentativa desesperada de efectuar um golpe perigoso contra a soberania dos angolanos, uma negação do direito de escolha: uma tentativa de tornar reféns todos aqueles a quem o partido de regime quer negar a cidadania e o direito de escolherem os seus governantes locais”, considerou Liberty Chiyaka.
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2024