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Balanço econômico do Chefe de Estado erra 4 pontos percentuais anuais
A explicação foi dada esta sexta-feira, 15 de Outubro de 2021, pela Deputada Navita Navemba Ngolo, que na qualidade de segunda responsável do Grupo Parlamentar da UNITA procedeu na sede do grupo parlamentar, em Luanda, a réplica da UNITA ao discurso do Estado da Nação proferido na Assembleia Nacional, pelo Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço, durante a abertura do IV e último ano parlamentar.

A réplica tocou sobre os vários pontos mencionados pelo Presidente da República sobre o Estado da Nação, num discurso que constituiu a última mensagem do Chefe do Executivo no actual mandato legislativo.

“Infelizmente, não obstante 2022, ainda ser um ano por percorrer, o mandato do Presidente João Lourenço é marcadamente depressivo economicamente, porque repleto de pressupostos económicos equivocados que, tornaram a sua governação num falhanço estrepitoso. Quando se olha para as previsões que o PDN 2018 -2022 faz em termo da principal variável macroeconômica – PIB, constata-se que, em média anual ao longo do mandato o governo de João Lourenço erra 4 pontos percentuais na previsão do crescimento económico”.

“Aliás, não devemos nos esquecer que, a quando da apresentação do seu primeiro orçamento em 2018, previu uma taxa de crescimento económico de 4.9 por cento. Mas, no final acabou-se terminando, com menos de 0 (zero) ou seja, menos 2, 1 por cento. Foi uma margem de erro de 7 pontos percentuais, naquele ano, e tem sido assim, para o mandato comum todo. Esses números dispensam comentário, porque revelam o aludido colapso económico de Angola” disso Navita Ngolo.

“Prometeu gerar 500 mil novos postos de trabalho, quando paradoxalmente, e segundo o semanário expansão, só no ano 2020, o sector formal da economia perdeu 537 mil postos de trabalho”, disse a deputada, para quem, “sobre a educação e a saúde; segundo as informações do ministério da educação, conjugadas com as informações da UNICEF, Angola possui acima de 9 milhões de alunos na actual governação do Presidente João Lourenço. Todavia, este número poderia ser um ganho e um orgulho, se houvesse qualidade de ensino. É na governação do Presidente João Lourenço, onde ouvimos um dos seus colaboradores no sector da educação, quando falava às câmaras da Televisão Pública de Angola, de que em Angola existe mais de 4 mil professores, que não sabem ler nem escrever”.

“Desde que começou em Angola o combate preventivo e curativo contra a COVID-19, a luta contra as doenças endêmicas deixou de ser prioridade”, disse a parlamentar.
De acordo com a parlamentar, “sobre o combate a corrupção, a governação do MPLA há 45 anos, assenta seus métodos na corrupção, na falta de transparência na gestão da coisa pública; bem como na ausência total de prestação de contas ao povo”.

“O Presidente da República, no discurso sobre o estado da Nação, fez algum balanço à corrução em Angola, mas não nos disse o quanto tal combate falhou. Os discursos prenhes de promessas de combate à corrupção na prática, o angolano não consegue ver senão as lutas vingativas entre marimbondos, salalés e caranguejos”.
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021