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Culpar a Covid-19 e o petróleo [pelas falhas] é persistir no erro de sempre
O Grupo Parlamentar da UNITA considerou esta terça-feira, 09 de Novembro de 2021, na sua declaração sobre o OGE 2022, na Assembleia Nacional, que culpar a Covid-19 e o petróleo é persistir no erro de sempre.

A posição foi transmitida pelo Deputado do Grupo Parlamentar, Adalberto Costa Júnior, sobre o Orçamento do último ano de mandato de governação do Presidente da República, João Lourenço, numa mensagem em que o GP-UNITA exigiu igualmente do governo esclarecimentos sobre a queda da dívida de 2020 para 2021 a uma percentagem do 40%, classificando-a não corresponder a verdade.

“O governo precisa esclarecer o gráfico da página 25 do Relatório de Fundamentação. Como é possível, de acordo com dados do referido gráfico, o stock da dívida pública ser de 129% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 e em 2021 o mesmo cair para 85% do PIB? Estamos a falar duma redução de 44 pontos percentuais!!! Um milagre!!! Seria óptimo para o País se fosse verdade. O único problema é que isto é impossível pelo actual quadro das Finanças Públicas em Angola!”.

“É que isto seria o mesmo que o governo afirmar que em 2020 terá havido, em Angola, um excedente Orçamental único na história económica universal, um excedente orçamental equivalente a 44% do PIB!!! Infelizmente, em 2020 não houve nenhum excedente orçamental, pelo contrário, houve um défice orçamental na ordem de 2% do PIB”, realça a declaração.

De acordo com Adalberto Costa Júnior, “Impõe-se um esclarecimento imediato do erro que o governo terá cometido em relação à uma variável tão fundamental como é a dívida pública”, tendo na oportunidade considerado negativo as taxas do PIB registados aos longo dos últimos 4 anos.

“O PIB é uma variável representativa da geração de riqueza, e o facto de ela ter assumido taxas negativas ao longo destes 4 anos diz-nos que estamos num processo sistemático de destruição de riqueza, geração de desemprego e aceleração da pobreza extrema. Isso explica muito bem a grande crise social que reina actualmente em Angola”.

“Durante o exercício do PND 2013-2017 não houve Covid-19, mas ainda assim, o desvio entre o programa económico do Partido do Governo e a execução verificada foi monumental. Naquela altura, como é prática recorrente, o governo culpou o petróleo, mas apropria-se do efeito estabilizador que o petróleo causa na economia quando o preço dispara. Ainda naquele mesmo período, a média anual de desvio em termos de previsão de crescimento económico foi de 6,5 pontos percentuais”, sublinha a declaração do GP-UNITA.

“Culpar a Covid-19 e o petróleo é persistir no erro de sempre: não discutir as causas reais da crise económica e social em Angola! Enquanto isso, este paciente chamado Angola, vai se agravando porque tem recebido tratamento na base de um diagnóstico errado”, acrescenta o documento.

Na mensagem, Adalberto Costa Júnior realçou que, “um país cujo PIB ou riqueza cresce à um ritmo não superior ao ritmo de crescimento populacional não tem como atingir o principal objectivo da política económica: gerar riqueza através de um crescimento económico acelerado de longo prazo, impulsionador do emprego e capaz de retirar as famílias da pobreza. Sucede que ao longo do mandato actual, a população registou uma média de crescimento anual de 3,2% e o PIB situou-se abaixo do zero (taxa média negativa de 1,1% ao ano)”.

“Ao actual ritmo de crescimento populacional, de 3,2% ao ano, a única forma de reverter esta situação é a economia gerar taxas de crescimento económico significativamente acima de 3,2% e por variadíssimos anos ininterruptos. Para tal, precisa-se, antes de mais, promover reformas políticas e económicas que propiciem ao país um marco elevado e que, por sua vez, determine a capacidade da economia gerar poupança doméstica e externa, acumular capital nacional e estrangeiro, acumular tecnologia de produção, incrementar os seus níveis de produtividade e ocorrer uma valorização natural dos salários como consequência”, disse Adalberto Costa Júnior, para quem, “infelizmente, está mais do que demonstrado que o Partido no poder não é capaz de implementar tais reformas pelo facto das mesmas conflictuarem com o seu espírito hegemónico do poder”.
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Quarta-feira, 08 de Dezembro de 2021